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Alunas de Cuiabá são reconhecidas por melhor desenho e música de combate ao trabalho infantil

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Duas estudantes de Cuiabá, Valentina Vitória Brandão Ribeiro e Maria Fernanda Silva Marques da Costa, ambas com 11 anos e matriculadas no 5º ano A, período matutino, da Escola Senhorinha Ana Alves de Oliveira, localizada no bairro Jardim Vitória, foram reconhecidas pela Secretaria Municipal de Educação (SME), como autoras de melhor desenho e música vinculados ao combate ao trabalho infantil.

Ambas participaram de um concurso com outras 2.931 estudantes do ensino fundamental de Cuiabá. Os melhores trabalhos foram avaliados pela equipe de assessores pedagógicos da Secretaria Municipal de Educação. Pelo reconhecimento, cada aluna foi contemplada com um aparelho tablet entregues nesta sexta-feira (10).

No desenho, reconhecido como um dos melhores de Cuiabá, a estudante Valentina Ribeiro explica que foi desenvolvido a partir de uma cena triste que presenciou numa via pública.

“Estava passeando com meus pais e vi uma cena na rua. Cheguei em casa e desenhei. Imaginei uma menina que estava triste porque não poderia ir para a escola, vendendo doces para ajudar a família a comprar roupa e comida. É muito comum ver criança vendendo paçoca, jujuba para ajudar a família, quando a prioridade deve ser a escola”.

Já a estudante Maria Fernanda Marques, revela que gosta muito de ouvir música pop internacional e clássicos da MPB (Música Popular Brasileira). Com apoio dos professores de Educação Artística, elaborou uma música intitulada “Trabalho Infantil não é legal” que alerta para o risco do trabalho.

“Busquei elaborar uma música diferente para que todos pudessem prestar atenção na letra. Cantei para meus professores e colegas e todos gostaram”.

Motivo de orgulho

A dona de casa Gislaine Brandão, mãe da estudante Valentina Brandão não escondeu a emoção pelo reconhecimento da filha. Ela revela que a aluna se mostra disposta a sempre aperfeiçoar a habilidade pelo desenho.

“Costumo comprar folha chamex em casa. Ela deixa o celular para desenhar com lápis de cor e canetinha. Também faz desenhos que são ideias de colegas. Ela gosta de desenhar emblemas de futebol e personagens de desenhos animados”, detalha.

A contadora Suzana Silva Cruz, mãe da aluna Maria Fernanda Marques, agradeceu a Prefeitura de Cuiabá pela iniciativa em valorizar bons alunos. “Foi um orgulho ver minha filha premiada. São projetos como este que colocam a educação no protagonismo social”.

Valorização

A diretora da Escola Senhorinha Ana Alves de Oliveira, professora Mônica Vicente Cunha, atribuiu a conquista das alunas a uma boa relação da escola com a família. “São duas alunas excepcionais com famílias participativas. Quando se tem a participação dos pais, o aprendizado flui muito melhor”.

A coordenadora Larissa Tatiane Ribeiro elogiou a Prefeitura de Cuiabá em reconhecer o talento de alunos. “É uma valorização ao trabalho dos professores e alunos que se dedicam diariamente pelo melhor desempenho das crianças”.

Confira a íntegra da música de autoria da estudante Maria Fernanda Silva Marques da Costa

Ao acordar, vou me arrumar e pra escola vou estudar ao acordar, vou me arrumar e pra escola vou estudar

Sei que sou criança e criança não trabalha não…

Sei que sou criança e o futuro esta em minhas mãos…

O trabalho infantil isso não é legal não.

Então fique sabendo que esse ato e exploração…

Coro

Ao acordar, vou me arrumar e pra escola vou estudar ao acordar, vou me arrumar e pra escola vou estudar

O trabalho infantil com criança não combina não e como isso eu aprendi, nesse instante e agora com projeto mpt na minha escola.

Coro

Ao acordar, vou me arrumar e pra escola vou estudar ao acordar, vou me arrumar e pra escola vou estudar

Ill

Na minha escola, eu aprendi, na EMEB senhorinha sobre a minha obrigação é arrumar a minha cama ou lavar o meu pratinho isso não é trabalho não….

E sim cooperação.

Coro

Ao acordar, vou me arrumar e pra escola vou estudar ao acordar, vou me arrumar e pra escola vou estudar

#PraCegoVer

A foto ilustra duas crianças vestidas com uniforme oficial da Prefeitura de Cuiabá. Uma delas exibe um desenho em um papel, tem pele de cor branca e cabelo longo. À direita, está uma criança de pele negra, cabelo encarolado que exibe um papel da qual está escrita uma canção.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Emeb Abdala José de Almeida encerra Semana dos Migrantes e Refugiados com apresentação de danças e ato ecológico

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A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Abdala José de Almeida – reuniu nesta sexta-feira (28) as unidades das regiões Leste e Oeste, para o encerramento da 1ª Semana do Imigrante e do Refugiado de Várzea Grande. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação Cultura, Esporte e Lazer (Smcel) – por meio do núcleo de programas e projetos – teve por objetivo debater e fortalecer as práticas pedagógicas de acolhimento e valorização da diversidade cultural nas escolas.

A titular da pasta, Maria Fernanda Figueiredo participou do evento e destacou a importância desses movimentos que só as escolas sabem promover, e o quanto isso transforma a vida das crianças, da comunidade e da sociedade. “Sob o tema “Semeando o Futuro” este evento coroou uma semana repleta de reflexões, atividades realizadas em sala de aula, exposições de trabalhos e apresentações culturais desenvolvidas pelos estudantes, e isso tudo é muito relevante porque nós precisamos entender que não temos divisões no mundo, ele é um só e de todos que habitam nele. Então todos os migrantes e refugiados compõem o mesmo espaço do nosso planeta, e é exatamente isso que a escola defende”, ressaltou.

A gestora destacou ainda que a secretaria de Educação, atende atualmente, cerca de 700 alunos de família de migrantes e que todos têm os mesmos direitos assegurados pelos brasileiros natos. “E é por isso que estamos aqui para dizer a vocês que são o futuro do país, que possam viver na prática, combatendo a desigualdade, lutando pelos seus direitos e entendendo que todas as pessoas têm direito ao mesmo céu, o mesmo sol e a mesma lua. Que o acolhimento de hoje seja com certeza a finalização de um trabalho desenvolvido em sala de aula do conteúdo, do planejamento e que hoje está culminando nessas apresentações”.

A coordenadora pedagógica Marilene Silva disse que esse movimento realizado pelas unidades escolares surpreendeu pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos durante as apresentações. “Foram três dias de intensas programações. A escola Eunice César abriu o evento na quarta-feira, com apresentações de danças, poesia e artes, ontem os alunos da escola Alino Ferreira apresentaram a chegada dos migrantes no Brasil e hoje os alunos da escola Abdala apresentaram uma coreografia de danças e ato ecológico, com o plantio de mudas. Todos os eventos surpreenderam pela qualidade do enredo e pelo entusiasmo das crianças, todos estão de parabéns”.

Já a professora Zilda Braga, que integra o Núcleo de Programas e Projetos, destacou a participação de todas as unidades escolares envolvidas nessa programação. “A comunidade escolar se uniu para celebrar a riqueza que o intercâmbio de vivências traz para as salas de aula, reforçando o compromisso do município com uma educação inclusiva, humanizada e garantidora de direitos humanos”.

A diretora da Escola Abdala José de Almeida, Helena Fernandes, agradeceu a participação de toda a comunidade escolar e disse que a todas as unidades envolvidas na programação, se dedicaram para a realização do evento na promoção da cultura de paz, fortalecendo ações voltadas ao respeito, à inclusão e ao acolhimento.

Símbolo de resiliência

Assim como o ipê suporta o inverno rigoroso, a seca extrema e o solo muitas vezes árido para depois florescer com uma força que impressiona, o migrante enfrenta a saudade, a distância e as barreiras culturais sem perder a sua essência. E para marcar o evento “Semeando o Futuro”, a comunidade escolar realizou um ato ecológico com o plantio de três mudas de ipê, representando o legado do projeto pedagógico e o compromisso com o futuro sustentável para a comunidade.

A secretária de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, fez o plantio de uma muda e destacou que tanto o ipê quanto o migrante guardam suas raízes profundas na terra de origem, mas têm a capacidade extraordinária de se adaptar e embelezar qualquer solo onde decidem recomeçar. “Quando tudo parece seco e difícil, o ipê e o migrante mostram que a verdadeira força vem de dentro, transformando o recomeço em uma explosão de cores, vida e esperança”, completou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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