Cuiabá

Cão resgatado de cova em Cuiabá não resiste mesmo após atendimento veterinário

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Cuiabá

Na madrugada desta quinta-feira (08), o cão de nome Vivente não resistiu a duas paradas cardíacas e veio a óbito, cinco dias após ser resgatado de uma cova onde foi enterrado com vida. Sem raça definida, mas com características da mistura de pitbull com vira-lata, o animal, de aproximadamente seis anos, é mais uma vítima de maus-tratos, abandono e falta de amor por parte daquele que um dia o quis sob seus cuidados e que deveria zelar por sua saúde: seu tutor. Agora, a história de Vivente ganha as páginas dos noticiários e tende a deixar seu legado na luta em defesa da causa animal, para que outros animais não tenham o mesmo destino. Havia planos para ele: seria castrado, vacinado, vermifugado e tinha uma casa o esperando para morar. Ou seja, mesmo com o quadro clínico delicado, existia esperança.

A principal suspeita para a causa do óbito é infecção generalizada, resultado de um processo infeccioso crônico instalado muito antes do resgate. “Quando o organismo chega a esse nível de comprometimento, a descompensação é rápida e devastadora: rins deixam de funcionar adequadamente, o coração perde força e o sistema imunológico já não consegue reagir. O corpo passa a travar uma guerra interna que, muitas vezes, não é possível vencer”. pontuou a secretária adjunta de Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens.

Somado a isso, Morgana, que também é médica veterinária, explica que o estresse extremo e o trauma de ter sido enterrado vivo provocam um impacto profundo em um animal já debilitado, acelerando o colapso do organismo. “O maior ataque à vida do Vivente veio de um ser humano, mas, no fim, foi o próprio corpo, exausto de sofrer, que não conseguiu mais lutar”. disse ela.

Vivente faleceu dentro de um ambiente hospitalar, acolhido, assistido e com dignidade. Um final infinitamente mais humano do que aquele que tentaram impor a ele. “O que o matou não foi a ausência de cuidado após o resgate, mas o acúmulo de maus-tratos ao longo da vida”.

Janeiro é um mês crítico. Férias, mudanças de rotina e abandono fazem os índices de animais em situação de rua e maus-tratos aumentarem de forma significativa. Vivente se tornou símbolo não porque foi o único, mas porque a crueldade foi extrema. Amanhã pode ser o Bob, o Thor, um gato, um filhote, um animal idoso. O abandono mata todos os dias.

Fica o aprendizado para que a história de Vivente não seja apenas dor e revolta, mas consciência e ação. Que cada pessoa olhe para o animal da rua, para o próprio animal, e entenda que uma vida importa, independentemente de raça, idade ou história.

“É por histórias como a dele que a gestão seguirá lutando por todos aqueles que não podem falar”. afirmou a secretária.

O RESGATE

O resgate, realizado no sábado (3), mobilizou equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal. Vivente esteve internado em clínica veterinária 24h, em atendimento custeado pela administração municipal, onde chegou extremamente debilitado por conta dos maus-tratos e doente, conforme afirmou aos policiais a mulher suspeita por omissão de socorro, uma vez que sabia da situação junto ao tutor do animal, fato notório pelos ferimentos. Relatos indicam que o próprio tutor do animal o enterrou em região de mata.

O nome carinhoso de Vivente também era carregado de significado, por ter sobrevivido após suportar um montante de terra sobre si, além da miíase, bichinhos que o comiam ainda vivo na cova.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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Cuiabá

Chuva da madrugada de quarta-feira atinge 85% do volume esperado para outubro em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Defesa Civil, informa que a chuva registrada na madrugada de quarta (14) para quinta-feira (15) corresponde a cerca de 85% do esperado para todo o mês de outubro.

Dados do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental (DESA), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), apontam que a Estação Mestre Bombled registrou 99 milímetros de precipitação no período.

O volume equivale a aproximadamente 77% da média histórica de chuva de todo o mês de outubro em Cuiabá, que é de 128,6 milímetros, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), referentes ao período de 1991 a 2020.

Foi considerando o histórico da própria estação meteorológica, cuja média mensal de outubro é de 116,18 milímetros.

O volume elevado pode sobrecarregar os sistemas de drenagem urbana, principalmente em locais com dificuldades de captação e escoamento da água da chuva. Entre os possíveis impactos estão o acúmulo de água nas vias, a elevação do nível da água sobre as ruas e os alagamentos em áreas mais vulneráveis.

Diante desse cenário, a Defesa Civil reforça a importância do monitoramento contínuo das condições meteorológicas e hidrológicas e da adoção de medidas preventivas para reduzir os riscos associados às chuvas intensas.

Os dados utilizados na análise são do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMT, por meio da Estação Mestre Bombled, e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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