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Defesa Civil de Cuiabá alerta para ventos fortes e chuvas intensas em Mato Grosso

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Os estragos provocados pela passagem de um tornado no Paraná na sexta-feira (7) que, até o momento, deixou seis mortos e mais de 60 feridos, acendeu o sinal de alerta em todo o país. Imagens de Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava, cidades mais afetadas, mostram um cenário de destruição: casas destelhadas, postes caídos, imóveis colapsados e ruas cobertas por destroços.

De acordo com a Defesa Civil, cerca de 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu foi atingida, e moradores relataram momentos de pânico diante do vento intenso e do granizo.

Em meio à comoção, a Defesa Civil de Cuiabá informou neste sábado (8) que Mato Grosso também deve enfrentar condições climáticas adversas nas próximas horas, com chuvas de até 60 milímetros e ventos entre 60 e 100 km/h em diversas regiões do estado.

Apesar do alerta, o secretário-adjunto especial municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, tranquiliza a população. “A situação em Mato Grosso não tem a mesma intensidade do tornado ocorrido no interior do Paraná. No entanto, a força dos ventos pode causar transtornos, como queda de árvores e destelhamentos. Estamos em estado de prontidão, acompanhando a evolução do tempo e as previsões para este fim de semana”, afirmou.

Segundo o coronel, a equipe da Defesa Civil municipal mantém plantão 24 horas, monitorando em tempo real as condições meteorológicas em parceria com os órgãos estaduais e nacionais. “Nosso objetivo é garantir a segurança da população e agir de forma preventiva. Pedimos que todos mantenham atenção redobrada e sigam as orientações de segurança”, reforçou.

Recomendações de segurança

A Defesa Civil orienta que moradores verifiquem as condições dos telhados, calhas e árvores próximas às residências. “Verifique se as calhas estão limpas e os telhados bem fixados. Em áreas de ventos fortes, vale reforçar beirais e estruturas expostas”, aconselhou Borges.

O órgão também chama atenção para o risco de quedas de árvores fragilizadas, placas e outdoors durante as rajadas mais intensas. “Evite permanecer sob árvores, próximo a cercas, placas de sinalização ou postes de energia. Se estiver dirigindo e a visibilidade estiver comprometida, pare em local seguro, longe de estruturas que possam cair”, alertou o secretário.

Após o temporal, a recomendação é redobrar o cuidado com fios caídos nas vias, que podem estar energizados. Em caso de emergência, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou a Defesa Civil pelo 199, além do WhatsApp (65 9244-4018) de plantão 24 horas do órgão. “Não há motivo para pânico, mas é momento de atenção e prudência. A prevenção é sempre o melhor caminho”, concluiu Borges.

#PraCegoVer
A imagem que acompanha a matéria mostra vista aérea da Praça da República, no Centro de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Vistoria técnica busca prevenir desabamentos no Centro Histórico de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) realizaram, nesta quinta-feira (15), uma vistoria técnica no Centro Histórico da capital para avaliar as condições de conservação de casarões e outras edificações antigas. A ação contou com a participação da Secretaria Municipal de Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, com o objetivo de identificar situações de risco e definir medidas para evitar desabamentos e preservar o patrimônio histórico.

A visita foi realizada a partir de levantamentos anteriores feitos por técnicos municipais, que identificaram imóveis com sinais de degradação, falta de manutenção e necessidade de escoramento. Com a presença de representantes do IPHAN, as equipes percorreram as edificações para verificar as condições estruturais e reunir informações que subsidiarão a definição de medidas emergenciais de conservação.

De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, o município já havia produzido um relatório técnico sobre a situação de diversos imóveis do Centro Histórico, encaminhado aos órgãos responsáveis para avaliação conjunta.

“Essas casas estão sofrendo com a falta de manutenção. Muitas estão abandonadas e, com a ação do sol e da chuva ao longo do tempo, os materiais vão se deteriorando. Algumas já estão escoradas e outras também vão precisar desse suporte. Para resolver essa questão, será necessária uma reforma geral, para evitar que essas edificações desabem e se percam”, destacou.

O diretor técnico do Patrimônio Histórico de Cuiabá, Josino Bisneto de Moura, da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, ressaltou a importância da vistoria para identificar as intervenções necessárias, principalmente durante o período chuvoso. Segundo ele, algumas edificações apresentam condições preocupantes, inclusive imóveis que pertencem ao município.

“Fizemos uma série de vistorias e levantamentos junto com a Defesa Civil Municipal e constatamos situações que estão próximas do colapso em algumas edificações. A partir desse trabalho, queremos levantar as condições necessárias para prevenir esses problemas”, afirmou Josino.

Para os imóveis sob responsabilidade da Prefeitura, estudos e projetos para serviços de escoramento e manutenção já estão prontos. A medida busca reduzir os riscos e proteger as estruturas durante o período de chuvas.

Conservação e capacitação técnica

Além da avaliação dos imóveis em situação mais crítica, a atuação do IPHAN também busca fortalecer as ações de preservação do patrimônio histórico. A proposta inclui capacitações técnicas para engenheiros e arquitetos, com foco na padronização de projetos e na orientação de proprietários e comerciantes sobre as diretrizes adequadas de conservação dentro do polígono tombado.

O coordenador-geral de Conservação do IPHAN e gestor do programa Conviver, Paulo Farsetti, explicou que o instituto desenvolve iniciativas voltadas à recuperação de imóveis históricos e ao apoio a famílias de baixa renda que não têm condições de arcar com os custos de conservação.

“Temos uma frente de trabalho dedicada a moradores e proprietários de imóveis tombados nos centros históricos brasileiros que não têm renda suficiente para fazer a conservação. São os chamados canteiros-modelos de conservação, que permitem recuperar essas edificações, capacitar estudantes de arquitetura e engenharia e envolver a comunidade na valorização desse patrimônio”, explicou Farsetti.

Em Cuiabá, o trabalho é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e envolve técnicas tradicionais de construção, como o uso de terra crua e madeira. A iniciativa contribui para a formação de novos profissionais e incentiva a participação dos moradores na preservação dos imóveis históricos.

A vistoria conjunta representa mais uma etapa no levantamento das condições das edificações do Centro Histórico. A partir das avaliações, os órgãos envolvidos poderão definir as medidas prioritárias para reduzir riscos, orientar intervenções e contribuir para a conservação de um dos principais conjuntos históricos de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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