Cuiabá

Fotógrafo apresenta duas exposições no Museu da Caixa D’Água Velha

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Cuiabá

O fotógrafo e produtor cultural Hion Di Carvalho volta a ocupar o Museu da Caixa D’Água Velha, em Cuiabá, com duas exposições que dialogam entre memória, fé e pertencimento: “Raízes da Minha Cidade” e “Paraísos na Terra Mantuana”, abertas ao público de 20 de outubro a 28 de novembro.

A iniciativa é uma realização da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA), que tem reforçado o compromisso de abrir espaço para artistas locais que usam a arte como forma de expressão e reflexão social.

Em “Raízes da Minha Cidade”, Hion convida o público a revisitar as praças de Cuiabá por meio de 20 fotografias que revelam as belezas, ruínas e transformações desses espaços simbólicos. As imagens são acompanhadas de textos da poetisa Janete Manacá, criando um diálogo entre imagem e palavra.

“Quis mostrar o valor das nossas árvores centenárias e provocar uma reflexão sobre o quanto a urbanização vem apagando a identidade verde de Cuiabá. Cada praça carrega histórias e afetos, e é importante que as novas gerações percebam isso”, explica o artista.

Já em “Paraísos na Terra Mantuana”, Hion propõe um olhar poético sobre o nascimento de Jesus, explorando o sentido espiritual do Natal a partir da simplicidade e da fé. A mostra apresenta 10 fotografias que reinterpretam cenas bíblicas, mesclando referências locais e simbólicas.

“Quero resgatar o verdadeiro espírito natalino, mostrando que o sagrado também habita o simples. Assim como os Reis Magos foram guiados pela estrela, acredito que a arte também pode nos conduzir à luz da esperança”, define.

As duas exposições refletem a sensibilidade de um artista que transforma a fotografia em instrumento de preservação cultural e reflexão espiritual.

“A Prefeitura de Cuiabá tem trabalhado para garantir espaço a todos que têm uma mensagem em forma de arte para compartilhar com a sociedade. Cada exposição que o museu recebe amplia o diálogo entre artistas e público, fortalecendo a identidade cultural da cidade”, destaca a SDTA.

Hion Di Carvalho já havia realizado, em 2021, a exposição “300 Anos de Cuiabá”, também no Museu da Caixa D’Água Velha, consolidando sua trajetória como um dos nomes comprometidos em registrar e celebrar a história e a alma cuiabana por meio das lentes.

#PraCegoVer

A imagem que acompanha a matéria mostra uma das áreas internas do Museu da Caixa D’Água Velha, com paredes de pedra e fotografias expostas nas arcadas do espaço.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Emeb Abdala José de Almeida encerra Semana dos Migrantes e Refugiados com apresentação de danças e ato ecológico

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A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Abdala José de Almeida – reuniu nesta sexta-feira (28) as unidades das regiões Leste e Oeste, para o encerramento da 1ª Semana do Imigrante e do Refugiado de Várzea Grande. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação Cultura, Esporte e Lazer (Smcel) – por meio do núcleo de programas e projetos – teve por objetivo debater e fortalecer as práticas pedagógicas de acolhimento e valorização da diversidade cultural nas escolas.

A titular da pasta, Maria Fernanda Figueiredo participou do evento e destacou a importância desses movimentos que só as escolas sabem promover, e o quanto isso transforma a vida das crianças, da comunidade e da sociedade. “Sob o tema “Semeando o Futuro” este evento coroou uma semana repleta de reflexões, atividades realizadas em sala de aula, exposições de trabalhos e apresentações culturais desenvolvidas pelos estudantes, e isso tudo é muito relevante porque nós precisamos entender que não temos divisões no mundo, ele é um só e de todos que habitam nele. Então todos os migrantes e refugiados compõem o mesmo espaço do nosso planeta, e é exatamente isso que a escola defende”, ressaltou.

A gestora destacou ainda que a secretaria de Educação, atende atualmente, cerca de 700 alunos de família de migrantes e que todos têm os mesmos direitos assegurados pelos brasileiros natos. “E é por isso que estamos aqui para dizer a vocês que são o futuro do país, que possam viver na prática, combatendo a desigualdade, lutando pelos seus direitos e entendendo que todas as pessoas têm direito ao mesmo céu, o mesmo sol e a mesma lua. Que o acolhimento de hoje seja com certeza a finalização de um trabalho desenvolvido em sala de aula do conteúdo, do planejamento e que hoje está culminando nessas apresentações”.

A coordenadora pedagógica Marilene Silva disse que esse movimento realizado pelas unidades escolares surpreendeu pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos durante as apresentações. “Foram três dias de intensas programações. A escola Eunice César abriu o evento na quarta-feira, com apresentações de danças, poesia e artes, ontem os alunos da escola Alino Ferreira apresentaram a chegada dos migrantes no Brasil e hoje os alunos da escola Abdala apresentaram uma coreografia de danças e ato ecológico, com o plantio de mudas. Todos os eventos surpreenderam pela qualidade do enredo e pelo entusiasmo das crianças, todos estão de parabéns”.

Já a professora Zilda Braga, que integra o Núcleo de Programas e Projetos, destacou a participação de todas as unidades escolares envolvidas nessa programação. “A comunidade escolar se uniu para celebrar a riqueza que o intercâmbio de vivências traz para as salas de aula, reforçando o compromisso do município com uma educação inclusiva, humanizada e garantidora de direitos humanos”.

A diretora da Escola Abdala José de Almeida, Helena Fernandes, agradeceu a participação de toda a comunidade escolar e disse que a todas as unidades envolvidas na programação, se dedicaram para a realização do evento na promoção da cultura de paz, fortalecendo ações voltadas ao respeito, à inclusão e ao acolhimento.

Símbolo de resiliência

Assim como o ipê suporta o inverno rigoroso, a seca extrema e o solo muitas vezes árido para depois florescer com uma força que impressiona, o migrante enfrenta a saudade, a distância e as barreiras culturais sem perder a sua essência. E para marcar o evento “Semeando o Futuro”, a comunidade escolar realizou um ato ecológico com o plantio de três mudas de ipê, representando o legado do projeto pedagógico e o compromisso com o futuro sustentável para a comunidade.

A secretária de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, fez o plantio de uma muda e destacou que tanto o ipê quanto o migrante guardam suas raízes profundas na terra de origem, mas têm a capacidade extraordinária de se adaptar e embelezar qualquer solo onde decidem recomeçar. “Quando tudo parece seco e difícil, o ipê e o migrante mostram que a verdadeira força vem de dentro, transformando o recomeço em uma explosão de cores, vida e esperança”, completou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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