Cuiabá

Mauro e Janaina aparecem na frente na disputa pelo Senado em Cuiabá

Publicado em

Cuiabá

O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB) aparecem nas primeiras posições da disputa pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado em pesquisa realizada em Cuiabá. O levantamento considera o cenário em que cada eleitor poderá escolher dois candidatos na votação de outubro.

Os números mostram vantagem dos dois nomes em relação aos demais concorrentes na Capital. A pesquisa também separa as preferências entre primeiro e segundo voto, permitindo observar como os eleitores distribuem suas escolhas para as duas cadeiras em disputa.

No levantamento consolidado, que reúne as duas opções indicadas pelos entrevistados, Mauro e Janaina aparecem à frente dos demais candidatos. O resultado considera cada menção feita pelos eleitores e, por isso, não deve ser interpretado como uma disputa convencional de voto único.

A eleição de 2026 terá uma característica diferente para o Senado: cada eleitor poderá votar em dois candidatos. Os dois nomes mais votados em Mato Grosso serão eleitos para mandatos de oito anos.

Cenário estadual

A liderança registrada em Cuiabá ocorre em um momento em que outros levantamentos também colocam Mauro e Janaina entre os nomes mais citados na disputa estadual. Na pesquisa Quaest divulgada em 25 de setembro, realizada com 804 eleitores de Mato Grosso, Mauro apareceu com 27% e Janaina com 19%. Pedro Taques e José Medeiros registraram 9% cada, enquanto Carlos Fávaro teve 8%.

Já uma pesquisa do MT Dados divulgada em 22 de setembro, considerando a soma do primeiro e do segundo voto, registrou Mauro com 48% e Janaina com 35%. José Medeiros apareceu com 26%, seguido por Fávaro e Taques, ambos com 15%. O levantamento ouviu 3.080 eleitores em 45 municípios de Mato Grosso.

Os resultados, porém, correspondem aos períodos em que cada pesquisa foi realizada e não representam garantia de resultado eleitoral. Na Quaest, por exemplo, 18% dos entrevistados ainda se declararam indecisos e outros 5% disseram votar em branco, anular ou não votar.

A disputa pelas duas cadeiras do Senado entra agora na reta final da campanha, com os candidatos concentrando esforços na busca pelos votos para a primeira e a segunda escolha do eleitor.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cuiabá

Debate termina em troca de acusações entre Pivetta, Wellington e Natasha

Publicados

em

O último debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso antes do primeiro turno foi marcado por uma série de confrontos diretos entre Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD). Realizado na manhã desta quinta-feira (1º), pela TV Vila Real, o encontro reuniu os seis concorrentes ao Palácio Paiaguás e ocorreu três dias antes da votação.

Um dos momentos mais tensos envolveu Natasha e Pivetta. A candidata questionou o governador sobre o episódio de violência contra a ex-esposa, exibido em reportagem do Fantástico, e perguntou quais medidas seriam adotadas para evitar situações semelhantes. Pivetta respondeu citando ações do Governo de Mato Grosso voltadas à proteção das mulheres, como medidas protetivas, Delegacias da Mulher, habitação e bolsa-aluguel.

Na réplica, Natasha afirmou que havia sido impedida pela Justiça Eleitoral de abordar o assunto em sua propaganda. Pivetta rebateu dizendo que a adversária havia ultrapassado os limites legais e a acusou de mentir. “A Justiça já pediu para a senhora parar de mentir”, afirmou o governador durante o confronto.

O tema voltou a aparecer quando Wellington perguntou a Natasha sobre violência contra a mulher. A candidata retomou o caso e declarou que havia sido “silenciada” por não poder utilizar o episódio em seus programas eleitorais. Wellington, por sua vez, afirmou que “no meu governo, mulher será protegida”.

Outro embate envolvendo Pivetta e Wellington ocorreu em torno dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado. O senador voltou a questionar o governador sobre a política de renúncia fiscal, enquanto Pivetta afirmou que empresas ligadas à família de Wellington teriam sido beneficiadas pelo programa. Wellington negou e voltou a desafiar o adversário a apresentar provas, mantendo a promessa de renunciar caso fosse comprovado que sua família recebeu os benefícios mencionados.

O assunto também foi levado ao debate por Rafaell Milas (Missão), que questionou Wellington sobre a promessa de renúncia. O senador negou ter recebido incentivos fiscais e também negou que seu filho tenha sido beneficiado. Milas propôs que ambos renunciassem às candidaturas caso um deles estivesse mentindo. Wellington respondeu ironicamente ao desafio e afirmou que apresentaria documentos sobre o caso.

Natasha ainda questionou Wellington sobre a antiga aproximação política com Pivetta. Ela lembrou que os dois estiveram no mesmo grupo em 2022 e perguntou quando teria terminado a aliança. Wellington respondeu que, naquele período, defendia o projeto político por acreditar na proposta apresentada pelo grupo, mas afirmou que posteriormente passou a fazer críticas à gestão.

No encerramento, Natasha voltou a abordar o episódio envolvendo Pivetta e afirmou que pretendia levar o assunto ao conhecimento dos eleitores. “Quem bate em mulher apanha nas urnas”, declarou a candidata. A frase encerrou um dos principais embates do último debate antes do primeiro turno.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA