Cuiabá
Michelly Alencar cobra rigor na punição de feminicídios após novo crime em MT
Cuiabá
Débora Inácio | Assessoria da vereadora Michelly Alencar
?Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Cuiabá, realizada nesta quinta-feira (9 de abril), a vereadora Michelly Alencar (União) subiu à tribuna para manifestar pesar e indignação diante de mais um caso de feminicídio registrado no estado. O crime, ocorrido na cidade de Brasnorte (MT) vitimou Márcia Gastom da Silva, de 50 anos, morta pelo próprio marido dentro de sua residência.
?Em um discurso contundente, a parlamentar lamentou que Mato Grosso continue ostentando índices alarmantes de violência contra a mulher.
“Infelizmente, amanhecemos com mais essa notícia trágica. Só neste ano, de janeiro a março, já contabilizamos nove mulheres mortas vítimas de feminicídio em nosso estado”, pontuou a vereadora.
?Michelly Alencar utilizou o caso para reforçar a urgência de mudanças na legislação penal brasileira. A vereadora defendeu publicamente o “Pacote Antifeminicídio”, que propõe o endurecimento das penas para os agressores.
?”Mato Grosso continua liderando o ranking de feminicídio e isso é inaceitável. Precisamos de leis que garantam que o assassino cumpra 40 anos de prisão em regime fechado, sem progressão de pena. A impunidade e a brandura da lei não podem mais ser aliadas da violência que destrói nossas famílias”, afirmou a vereadora.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cuiabá
Candidatos trocam acusações, ironias e até citam “fundão milionário” em debate ao Governo
O debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, realizado nesta terça-feira (1º) pela TV Vila Real, foi marcado por troca de acusações, ironias e confrontos diretos entre os seis postulantes ao Palácio Paiaguás. Com liberdade para escolher os adversários e os temas das perguntas, os candidatos aproveitaram o espaço para elevar o tom da disputa.
O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD) estiveram entre os principais alvos, mas os candidatos de partidos menores também buscaram espaço no confronto.
Um dos embates envolveu o candidato Rafaell Millas (Missão) e Wellington. Millas questionou o senador sobre as operações Sanguessuga, Ararath e Atlântida. Wellington respondeu reafirmando sua inocência e partiu para o ataque, chamando Millas de “candidato de aluguel” e insinuando que ele teria simpatia pela candidatura de Pivetta. O representante do Missão reagiu com ironia e voltou a chamar o senador de “melancia”, apelido que adversários passaram a usar contra Wellington.
Sargento Laudicério (Agir) também elevou o tom ao confrontar Pivetta sobre violência contra a mulher. O candidato resgatou um caso de agressão envolvendo o governador e questionou quais medidas o Estado adotaria para impedir que mulheres vítimas de violência retornassem aos agressores por dependência financeira.
Pivetta respondeu citando a ampliação das delegacias especializadas de proteção à mulher durante sua gestão, mas Laudicério considerou a resposta insuficiente e insistiu em uma posição mais incisiva do governador.
Natasha também direcionou uma pergunta a Pivetta e o questionou sobre a possibilidade de criar uma espécie de Lei da Ficha Limpa para impedir que pessoas com histórico de agressão contra mulheres possam ocupar cargos públicos. O governador concordou com a proposta e afirmou que o Estado pode avançar nas políticas de proteção às mulheres.
A disputa pelo chamado fundão eleitoral também entrou no debate. Maurício Coelho (Mobiliza) questionou Laudicério sobre a concentração de recursos nas campanhas dos principais candidatos, citando Natasha, Pivetta e Wellington. Sem grandes recursos partidários, o candidato do Agir aproveitou para pedir doações e afirmou que faz uma campanha “voto a voto” nas ruas.
Maurício também confrontou Natasha sobre sua proposta de cashback na cesta básica. A candidata rebateu, acusando o adversário de fazer perguntas mal-intencionadas e lembrando que partidos maiores possuem mais recursos justamente por causa da estrutura das legendas. No contra-ataque, Natasha ainda afirmou que Maurício deveria dar explicações sobre questionamentos envolvendo seu nome.
Outro momento de tensão ocorreu quando Wellington voltou a defender sua trajetória política e aproveitou para atacar a gestão estadual. Ao falar sobre educação, o senador afirmou que ajudou a melhorar os índices do Estado e citou supostas irregularidades, como denúncias de superfaturamento na compra de livros. Pivetta reagiu defendendo os avanços conquistados pela atual administração.
Natasha, por sua vez, buscou apresentar propostas ligadas à industrialização e à redução da desigualdade. A candidata defendeu agregar valor à produção de Mato Grosso e citou setores como algodão, ouro e couro, além de chamar atenção para a população em situação de vulnerabilidade social.
O bloco ainda teve espaço para ataques envolvendo supostos casos de corrupção e antigos episódios da vida política dos candidatos. Pivetta e Wellington protagonizaram novos confrontos e mantiveram o tom mais agressivo do debate, enquanto os demais concorrentes tentaram aproveitar a exposição para se apresentar como alternativas aos dois principais nomes da disputa.
Com seis candidatos frente a frente, o segundo bloco deixou claro que, além das propostas de governo, a campanha eleitoral deve ser marcada também pelo resgate de episódios do passado, acusações pessoais e uma disputa intensa por espaço entre os concorrentes.
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