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Mobilização da Bem-Estar-Animal sem resgate alerta sobre denúncias informais

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A Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal de Cuiabá reforça a importância do uso dos canais oficiais para o acionamento das equipes de resgate, após uma mobilização realizada na última sexta-feira (22), no Parque das Águas, que acabou não resultando no resgate dos animais inicialmente informados.

A ocorrência foi registrada após uma denúncia informal que indicava que uma cadela, seus filhotes e um cão adulto estariam abrigados em um bueiro e em situação de risco. Imediatamente, a equipe da Bem-Estar Animal se mobilizou, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, para prestar o atendimento.

No entanto, ao chegarem ao local, os profissionais constataram que os animais já não estavam mais lá. De acordo com relatos de frequentadores do parque, um casal – que se apresentou como protetores independentes – teria retirado a cadela e os filhotes, deixando apenas o cão adulto para trás.

O cão remanescente demonstrava sinais de agitação e desorientação, dificultando o resgate por parte da equipe. Ele parecia estar à procura da fêmea e dos filhotes, o que poderia ter facilitado sua captura caso o grupo estivesse reunido no momento da chegada das equipes.

Além de não permitir a efetivação do resgate completo, a ocorrência representou o deslocamento desnecessário de equipes que poderiam estar atendendo outras situações emergenciais envolvendo animais em risco.

A Bem-Estar Animal reforça que todas as solicitações de atendimento devem ser registradas exclusivamente pelo canal oficial de atendimento via WhatsApp, no número (65) 99207-4318 (mensagens apenas). Por meio desse canal, as equipes avaliam a situação, mobilizam os profissionais necessários e garantem um atendimento responsável e coordenado.

O uso correto dos canais oficiais assegura que cada ocorrência seja tratada com a devida prioridade, evitando perdas de tempo e recursos. Além disso, situações mal informadas ou não oficializadas podem, em determinados casos, ser caracterizadas como comunicação falsa, o que é considerado crime de acordo com a legislação brasileira.

A Secretaria reforça que a colaboração da população é fundamental para a proteção dos animais, mas que toda ação deve ser realizada de forma responsável, em alinhamento com os órgãos públicos competentes.

Se alguém conseguir conter o cão ainda presente no local, a Bem-Estar Animal poderá realizar o resgate e dar os encaminhamentos necessários, incluindo cuidados veterinários e castração.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Trocado na véspera, Maluf rompe silêncio e diz que Wellington “descartou” compromisso firmado

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O empresário Marcelo Maluf (Novo) decidiu se manifestar nesta sexta-feira (7) após ser retirado da chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Em nota enviada à imprensa, ele criticou duramente a condução da mudança e afirmou que sua indicação para a vice havia sido formalizada após uma construção política que envolveu os partidos aliados.

Maluf afirmou que foi comunicado pelo próprio Wellington de que outro nome seria escolhido para a vaga. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (6), quando o PL definiu o médico Alencar Farina como novo candidato a vice-governador.

Para o empresário, a alteração não representa apenas uma mudança na composição eleitoral, mas uma quebra de compromisso.

“Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.”

Segundo Maluf, sua participação na chapa não nasceu de uma negociação informal. Ele afirmou que aceitou o convite depois de uma decisão política que, inclusive, foi levada à convenção partidária.

“Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.”

A partir da definição, afirmou o empresário, pessoas foram mobilizadas e uma estrutura de campanha começou a ser organizada.

“Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.”

A manifestação ocorre apenas dois dias depois de Maluf confirmar publicamente sua indicação para a vice. Durante a convenção do Novo, na quarta-feira (5), ele chegou a descartar a possibilidade de uma nova mudança.

“Martelo batido, prego batido e ponta virada”, disse na ocasião.

Na mesma oportunidade, Maluf confirmou a aliança entre Novo, PL e MDB e afirmou que as siglas haviam chegado a um consenso para caminhar juntas nas eleições.

A escolha de Farina representa uma mudança de última hora na chapa de Wellington, depois de semanas de negociações envolvendo a vaga de vice. Antes de ser indicado, Maluf havia desistido de uma pré-candidatura própria ao Governo pelo Novo para contribuir com a composição liderada pelo senador.

Na nota desta sexta-feira, Maluf ampliou as críticas e afirmou que quem pretende comandar o Estado precisa demonstrar capacidade de cumprir compromissos políticos.

“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado.”

O empresário também afirmou que não pretende naturalizar o episódio como parte da disputa eleitoral.

“Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.”

Ao concluir, Maluf disse que deixa a situação com a consciência tranquila e atribuiu a responsabilidade pela decisão aos responsáveis pela mudança.

“Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.”

Nota na íntegra:

Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.

Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.

A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.

Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.

Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.

Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.

O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.

Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.

Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.

Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.

Marcelo Maluf

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