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Prefeitura de Cuiabá reforça alerta e ações preventivas contra escorpiões na capital

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Cuiabá

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), reforça as ações de prevenção, orientação e vigilância contra escorpiões e outros animais peçonhentos. Mesmo com o aumento no número de notificações, a capital conta com uma rede preparada e atendimento especializado, o que tem garantido respostas rápidas e a preservação de vidas.

De acordo com dados do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), em 2025 Cuiabá registrou 979 atendimentos relacionados a acidentes com animais peçonhentos, contra 881 em 2024. Os escorpiões seguem liderando as ocorrências, impulsionados principalmente por fatores ambientais e pelo período chuvoso, quando esses animais se deslocam com mais facilidade em busca de abrigo e alimento.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destaca que a Prefeitura tem trabalhado tanto na assistência quanto na prevenção.
“Cuiabá conta hoje com uma rede estruturada, com atendimento especializado no Hospital Municipal e no Ciatox, o que garante resposta rápida e segura à população. Mas é fundamental reforçar que a prevenção começa dentro de casa, com cuidados simples que reduzem muito o risco de acidentes”, afirmou.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, embora exista uma tendência de aumento da atividade dos escorpiões nos meses mais quentes e chuvosos, em Cuiabá os registros apresentam pouca variação ao longo do ano, já que as temperaturas permanecem elevadas na maior parte do tempo. Ainda assim, os períodos de chuva e de seca costumam concentrar maior número de ocorrências.

A espécie mais comum na capital é o Tityus confluens, conhecido como escorpião amarelinho, bem adaptado ao ambiente urbano e presente de forma homogênea em toda a cidade. Atualmente, essa espécie não é classificada pelo Ministério da Saúde como de interesse médico e, em Cuiabá, a grande maioria dos acidentes é considerada de baixa gravidade.

O biólogo Jessé Martins, responsável técnico pelo Laboratório de Entomologia, Pesquisa e Identificação de Fauna Sinantrópica do Centro de Vigilância em Zoonoses, explica que o comportamento da espécie favorece sua presença nas áreas urbanas.
“Esse escorpião é muito bem adaptado ao ambiente urbano e encontra facilmente abrigo e alimento nas residências e terrenos. Por isso, ele acaba aparecendo de forma bastante distribuída em toda a cidade, e a maioria dos acidentes registrados é classificada como leve”, explicou.

No entanto, a Secretaria de Saúde chama atenção para o registro, em 2024, da espécie Tityus serrulatus, o escorpião amarelo, responsável pelos casos mais graves no Brasil, o que reforça a importância da vigilância contínua. No estado, também há ocorrência do Tityus obscurus, o chamado escorpião preto da Amazônia, principalmente na região norte de Mato Grosso, igualmente considerado de interesse médico.

“Essas espécies mais perigosas ainda não são as mais comuns em Cuiabá, mas o simples registro delas no estado e na capital já exige atenção permanente, monitoramento e reforço das ações preventivas”, acrescentou Jessé Martins.

Prevenção começa dentro de casa

A SMS destaca que a principal forma de combate aos escorpiões é o manejo ambiental, ou seja, eliminar as condições que favorecem a presença desses animais. A orientação é adotar medidas simples no dia a dia, como:

Manter quintais e terrenos limpos;

Evitar acúmulo de entulhos, restos de obra, telhas e madeira;

Controlar a presença de baratas, principal alimento dos escorpiões;

Eliminar fontes de umidade;

Vedar ralos, frestas e pias com telas e tampas adequadas.

Essas ações fazem parte do chamado combate aos “quatro As”: água, alimento, abrigo e acesso.

Em caso de acidente, a orientação é buscar imediatamente atendimento médico, preferencialmente no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), que abriga o Centro de Informação e Atendimento Toxicológico (Ciatox), referência no atendimento a vítimas de animais peçonhentos.

“O atendimento rápido é fundamental para evitar complicações. Por isso, reforçamos sempre: a pessoa não deve esperar, nem tentar tratamento caseiro. Precisa procurar imediatamente o serviço de saúde”, destacou a secretária Danielle Carmona.

O serviço funciona 24 horas por dia, com equipe especializada e estrutura preparada para avaliação, tratamento e, quando necessário, aplicação de soro antiveneno. Se possível e com segurança, a recomendação é levar o animal para identificação, o que auxilia no trabalho de vigilância epidemiológica.

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Coordenadoria de Vigilância em Zoonoses, mantém ações contínuas de orientação, capacitação e educação em saúde em escolas, empresas e comunidades, além do monitoramento das áreas com maior incidência.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Candidatos trocam acusações, ironias e até citam “fundão milionário” em debate ao Governo

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O debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, realizado nesta terça-feira (1º) pela TV Vila Real, foi marcado por troca de acusações, ironias e confrontos diretos entre os seis postulantes ao Palácio Paiaguás. Com liberdade para escolher os adversários e os temas das perguntas, os candidatos aproveitaram o espaço para elevar o tom da disputa.

O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD) estiveram entre os principais alvos, mas os candidatos de partidos menores também buscaram espaço no confronto.

Um dos embates envolveu o candidato Rafaell Millas (Missão) e Wellington. Millas questionou o senador sobre as operações Sanguessuga, Ararath e Atlântida. Wellington respondeu reafirmando sua inocência e partiu para o ataque, chamando Millas de “candidato de aluguel” e insinuando que ele teria simpatia pela candidatura de Pivetta. O representante do Missão reagiu com ironia e voltou a chamar o senador de “melancia”, apelido que adversários passaram a usar contra Wellington.

Sargento Laudicério (Agir) também elevou o tom ao confrontar Pivetta sobre violência contra a mulher. O candidato resgatou um caso de agressão envolvendo o governador e questionou quais medidas o Estado adotaria para impedir que mulheres vítimas de violência retornassem aos agressores por dependência financeira.

Pivetta respondeu citando a ampliação das delegacias especializadas de proteção à mulher durante sua gestão, mas Laudicério considerou a resposta insuficiente e insistiu em uma posição mais incisiva do governador.

Natasha também direcionou uma pergunta a Pivetta e o questionou sobre a possibilidade de criar uma espécie de Lei da Ficha Limpa para impedir que pessoas com histórico de agressão contra mulheres possam ocupar cargos públicos. O governador concordou com a proposta e afirmou que o Estado pode avançar nas políticas de proteção às mulheres.

A disputa pelo chamado fundão eleitoral também entrou no debate. Maurício Coelho (Mobiliza) questionou Laudicério sobre a concentração de recursos nas campanhas dos principais candidatos, citando Natasha, Pivetta e Wellington. Sem grandes recursos partidários, o candidato do Agir aproveitou para pedir doações e afirmou que faz uma campanha “voto a voto” nas ruas.

Maurício também confrontou Natasha sobre sua proposta de cashback na cesta básica. A candidata rebateu, acusando o adversário de fazer perguntas mal-intencionadas e lembrando que partidos maiores possuem mais recursos justamente por causa da estrutura das legendas. No contra-ataque, Natasha ainda afirmou que Maurício deveria dar explicações sobre questionamentos envolvendo seu nome.

Outro momento de tensão ocorreu quando Wellington voltou a defender sua trajetória política e aproveitou para atacar a gestão estadual. Ao falar sobre educação, o senador afirmou que ajudou a melhorar os índices do Estado e citou supostas irregularidades, como denúncias de superfaturamento na compra de livros. Pivetta reagiu defendendo os avanços conquistados pela atual administração.

Natasha, por sua vez, buscou apresentar propostas ligadas à industrialização e à redução da desigualdade. A candidata defendeu agregar valor à produção de Mato Grosso e citou setores como algodão, ouro e couro, além de chamar atenção para a população em situação de vulnerabilidade social.

O bloco ainda teve espaço para ataques envolvendo supostos casos de corrupção e antigos episódios da vida política dos candidatos. Pivetta e Wellington protagonizaram novos confrontos e mantiveram o tom mais agressivo do debate, enquanto os demais concorrentes tentaram aproveitar a exposição para se apresentar como alternativas aos dois principais nomes da disputa.

Com seis candidatos frente a frente, o segundo bloco deixou claro que, além das propostas de governo, a campanha eleitoral deve ser marcada também pelo resgate de episódios do passado, acusações pessoais e uma disputa intensa por espaço entre os concorrentes.

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