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Prefeitura não renova contrato com associação presidida por Adevair em meio à disputa pela Câmara

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A Prefeitura de Cuiabá decidiu não renovar o contrato com a Associação dos Servidores Públicos do Município (Aspe), entidade presidida pelo vereador Adevair Cabral (Solidariedade). A medida foi anunciada nesta quinta-feira (1º), em meio à disputa pela Presidência da Câmara Municipal.

A decisão ocorre seis dias depois de Adevair integrar oficialmente o grupo liderado pelo vereador Ilde Taques (Podemos), que disputa o comando do Legislativo. O parlamentar também foi escolhido para concorrer ao cargo de 1º secretário na chapa de Ilde.

Segundo a Prefeitura, porém, a não renovação do contrato não tem relação com a movimentação política de Adevair. Em comunicado, o Executivo apontou como motivo o descumprimento de uma obrigação prevista no contrato firmado com a entidade por meio do Credenciamento nº 003/2025.

De acordo com a administração municipal, a associação deixou de repassar 1% da arrecadação ao Fundo de Capacitação do Servidor, obrigação prevista no acordo. A pendência também teria impedido a entidade de obter a certidão necessária para comprovar o cumprimento da exigência.

O secretário-adjunto de Gestão, Jairo Pereira Rocha, informou que a associação deverá ser formalmente comunicada sobre a decisão. A Prefeitura não apresentou, na manifestação divulgada, qualquer relação entre a medida administrativa e o posicionamento político adotado por Adevair na eleição da Mesa Diretora.

Disputa pela Mesa

A movimentação ocorre na reta final da eleição para o comando da Câmara de Cuiabá. O grupo de Ilde afirma contar atualmente com 15 dos 27 vereadores e tem Adevair entre os integrantes da composição.

Adevair passou a integrar o bloco de Ilde depois de deixar a articulação que vinha sendo formada em torno de outros nomes para a Mesa Diretora. Com a mudança, o vereador ganhou espaço na composição e passou a ser cotado para ocupar a 1ª Secretaria.

A eleição para definir o presidente e os demais integrantes da Mesa Diretora está marcada para a próxima terça-feira (6). Até o momento, a Prefeitura sustenta que a decisão envolvendo a Aspe foi tomada exclusivamente em razão das pendências contratuais apontadas pela administração.

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Pivetta apoia fim das bets e diz que medida de Lula “veio tarde”

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), declarou apoio à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir as apostas de quota fixa, conhecidas como bets, em todo o país. Para Pivetta, porém, a medida demorou a ser adotada.

“Eu sempre fui contra isso. O presidente acordou. Eu acho que fez certo. Acho que veio tarde. Já poderia ter tomado essa medida antes. Mas antes tarde do que nunca”, afirmou o governador na noite de terça-feira (29), após deixar o debate promovido pela TV Centro América (TVCA).

A declaração ocorre após o governo federal editar a Medida Provisória nº 1.394, de 25 de setembro, que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa no território nacional. A regra inclui tanto apostas esportivas quanto jogos on-line.

Pela MP, os sites e aplicativos de apostas devem ter o acesso indisponibilizado dez dias após a publicação da medida, enquanto as autorizações concedidas aos operadores serão extintas ao fim de 30 dias. O texto também estabelece regras para a restituição dos valores mantidos nas contas dos apostadores.

Críticas ao impacto das apostas

Pivetta também relacionou as apostas ao endividamento e à redução da renda disponível das famílias. Segundo ele, parte do dinheiro que antes era destinada ao consumo passou a ser usada em jogos.

“O povo está muito endividado, o povo parou de ir comprando menos no mercado por causa de perda de dinheiro em jogos”, afirmou.

O governador também criticou a participação de artistas e atletas na publicidade das plataformas.

“Eu sou favorável ao fim dessa jogatina, ao fim dessa desgraça que vicia as nossas crianças, nossos jovens”, declarou.

As afirmações sobre o impacto das apostas foram feitas pelo próprio governador durante a entrevista. A exposição de motivos da MP também apresenta preocupações relacionadas aos efeitos sociais e econômicos da atividade como justificativa para a mudança de política.

MP ainda será analisada pelo Congresso

Apesar de já estar em vigor, a medida provisória ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional para se tornar permanente. Enquanto isso, o texto estabelece a interrupção gradual das atividades e proíbe novas autorizações para exploração das apostas de quota fixa.

Pivetta afirmou esperar que deputados e senadores mantenham a decisão.

“Sem dúvida nenhuma. Eu não vejo outra solução. Já era para ter parado com isso muito antes”, concluiu.

(Com informações de G1MT)

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