Cuiabá

Secretário detalha projeto que pagará até R$ 10 mil extra aos professores

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Cuiabá

O secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, recebeu na quarta-feira (8) diretores das escolas públicas de Cuiabá para prestar esclarecimentos, tirar dúvidas e ouvir sugestões a respeito da implantação da política de reconhecimento de resultados voltada a técnicos e professores, adotada pelo prefeito Abilio Brunini. Também participaram da reunião a diretora de Ensino, Letícia Ceron, o diretor da Rede Escolar, Paulo Epifânio, e o coordenador do Ensino Fundamental, professor Paulo Santana.

Mais de 80 diretores de escolas participaram da audiência, realizada no período da tarde, no auditório Maestro China, localizado na sede da Secretaria Municipal de Educação, no bairro Bandeirantes.

“Estamos agindo com total transparência na relação com os professores. Essa audiência mostra que estamos abertos ao diálogo para a melhor execução de políticas públicas favoráveis aos servidores da educação”, afirmou o secretário.

De acordo com a política de reconhecimento de resultados, as melhores escolas, professores e servidores receberão adicionais salariais pagos no final do ano. O bônus será destinado aos técnicos e professores que contribuírem para a melhoria da educação pública.

Todos os profissionais que comprovadamente promoverem avanço de, no mínimo, 20% na aprendizagem dos estudantes serão contemplados. Serão pagos R$ 1,5 mil aos professores do ensino fundamental, R$ 1,2 mil aos profissionais da educação infantil e R$ 800 aos demais profissionais da educação, como técnicos de nutrição escolar, por exemplo.

Os dez melhores professores do 1º ao 5º ano, assim como aqueles que atuam nas salas de recomposição da aprendizagem, receberão, cada um, a quantia de R$ 10 mil. Todos esses pagamentos ocorrerão em dezembro.

As dez escolas que apresentarem as melhores notas no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) receberão, individualmente, o prêmio de R$ 20 mil.

Reconhecimento

Servidora da educação há 39 anos em Cuiabá, a professora Maria Aparecida Ribeiro afirma que jamais houve, em sua carreira profissional, uma medida de valorização dos profissionais da educação como a atual. “Uma compensação em dinheiro pelos bons resultados colhidos na educação é a primeira que vejo nesta minha trajetória. Isso serve de estímulo para a entrada de novos servidores em futuros concursos que serão realizados”, destacou.

Outro professor que demonstrou satisfação com a política de reconhecimento de resultados é o diretor da Escola Ministro Marcos Freire, localizada no bairro Jardim dos Ipês. “É o mais completo método de valorização, motivação e incentivo aos professores e técnicos da educação. Quem ganha são os alunos, os pais e as famílias cuiabanas, com servidores ainda mais dispostos às suas atividades diárias”, comentou.

#PraCegoVer
A foto ilustra o secretário de Educação de Cuiabá, Amauri Monge Fernandes, vestido com traje social em um palco de auditório. É possível visualizar servidores da educação sentados em cadeiras almofadadas, atentos à fala do secretário.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura abre investigação sobre gestão de ex-presidente do DAE após vídeo com maços de dinheiro

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A Prefeitura de Várzea Grande abriu uma investigação administrativa para apurar fatos relacionados à gestão do ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), Rogério de França Martins, o Rogerinho da Dakar (PSDB). A medida ocorre após a divulgação de um vídeo em que o então dirigente da autarquia aparece recebendo maços de dinheiro em espécie.

A decisão atende a uma recomendação do Ministério Público de Mato Grosso e foi formalizada por meio do Decreto nº 79/2026. O objetivo é esclarecer a natureza dos fatos e verificar se existe alguma relação entre os valores mostrados nas imagens, recursos públicos do DAE ou interesses de terceiros perante a autarquia.

Além da sindicância investigativa, a Prefeitura determinou a realização de uma auditoria extraordinária na gestão de Rogerinho. O pente-fino deverá analisar contratos, atos administrativos e pagamentos realizados entre os dias 2 de março e 19 de agosto de 2026, período em que ele esteve à frente do DAE. A apuração poderá ser ampliada caso surjam novos fatos.

O município também colocou o DAE sob um regime especial de acompanhamento por 180 dias. Durante esse período, as equipes responsáveis terão acesso a sistemas, documentos e demais informações da autarquia. O decreto ainda determina que os pagamentos sejam realizados pelo circuito bancário oficial, salvo exceções previstas em lei.

A investigação ganhou força após a circulação das imagens em que Rogerinho aparece recebendo dinheiro em uma reunião. O caso também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público, que busca esclarecer a origem dos valores e uma possível ligação com o exercício da função pública.

Rogerinho deixou o comando do DAE após a repercussão do episódio e retornou à Câmara Municipal de Várzea Grande. À época, ele afirmou que o dinheiro teria origem em uma transação comercial particular e negou qualquer relação dos valores com sua atuação à frente da autarquia.

Agora, a sindicância e a auditoria devem tentar responder justamente à principal dúvida levantada pelo caso: se o dinheiro recebido pelo então presidente do DAE tinha alguma relação com a gestão da autarquia ou se, como sustenta Rogerinho, se tratava de uma movimentação estritamente particular.

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