Cuiabá

Terminal do CPA 3 recebe adequações para atender passageiros do transporte público

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Cuiabá

O Terminal do CPA 3 já está com novo aspecto para melhor atender os passageiros do transporte público. As adequações tiveram início nesta terça-feira (6) e se estenderão em caráter de urgência para que, no sábado (10), o espaço seja aberto para receber o fluxo de pessoas. Segundo estimativas, mais de 40 mil pessoas passam pelo local diariamente e estão sendo atendidas em abrigos de ônibus próximos ao terminal.

Entre as adequações estão a retirada das muretas para ampliação do espaço e para facilitar o embarque e desembarque dos passageiros, a retirada das portas e janelas para melhorar a circulação do ar no espaço interno, a aplicação de capa asfáltica nas áreas onde circulam os ônibus e a limpeza das bocas de lobo, com o objetivo de evitar alagamentos no entorno do terminal. O trabalho está sendo executado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e teve início nesta terça-feira (6).

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública também está agilizando a aquisição de circuladores de ar para o terminal. Por conta do curto prazo para a reabertura, prevista para sábado, pode haver atraso na chegada desse equipamento.

“A orientação é entregar o espaço em condições funcionais, garantindo mais conforto e segurança aos passageiros. Estamos concentrando todos os esforços para que o terminal do CPA 3 entre em operação no próximo sábado, conforme designou o prefeito Abilio Brunini”, frisou a secretária de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, coronel Francyanne.

Enquanto isso, um novo projeto para a estrutura definitiva está sendo desenvolvido pela equipe da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, liderada pelo secretário José Afonso Botura Portocarrero. Uma prévia do projeto deve ser apresentada ao prefeito nos próximos dias.

Vale ressaltar que a decisão de abrir o terminal ao público antes de a obra estar 100% finalizada foi determinada pelo prefeito Abilio Brunini, que esteve no local na segunda-feira (5) e definiu que a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, juntamente com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, realizasse as melhorias básicas e necessárias para iniciar o atendimento ao público já no próximo sábado, dia 10.

Trata-se de uma obra que estava parada desde a gestão passada, mas que não foi concluída por falta de orçamento. Na atual gestão, o contrato foi finalizado pela administração municipal.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Katiuscia propõe programa para prevenir feminicídios e defende afastamento de agressores

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Com o número alarmante de 35 mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso em 2026, a vereadora de Cuiabá Katiuscia Manteli (Podemos) apresentou na Câmara Municipal de Cuiabá o Programa Mulher Viva. O programa tem com objetivo implementar medidas de prevenção para impedir que casos de violência doméstica evoluam para assassinatos.

Katiuscia afirmou que o enfrentamento ao feminicídio precisa ocorrer antes do crime. Ela defendeu medidas mais rigorosas contra agressores identificados como uma ameaça à vida de mulheres. Mato Grosso está no topo do ranking brasileiro de feminicídio, em 2025, o estado registrou 54 feminicídios.
Katiuscia que é candidata à deputada federal, garantiu que se eleita também levará a proposta à Câmara Federal.

“Quando o Poder Público concede um botão do pânico ou uma medida protetiva a uma mulher, ele está reconhecendo que a vida desta mulher está em risco; que ela pode sim morrer”, afirmou Katiuscia.

Programa Mulher Viva

O Programa Mulher Viva está estruturado em quatro eixos: prevenção, proteção, responsabilização e reconstrução de vidas. A vereadora argumenta que medidas punitivas, embora necessárias, são adotadas depois que o crime já ocorreu e, por isso, precisam ser acompanhadas de ações preventivas.

“O feminicídio é um crime anunciado. Antes da morte, vem a violência. Vem a violência doméstica. Antes de ser morta, essa mulher foi violentada, essa mulher foi agredida, essa mulher foi torturada”, declarou Katiuscia.

A parlamentar também destacou o risco enfrentado por mulheres que decidem romper relacionamentos abusivos. Segundo ela, situações de dependência emocional e financeira podem dificultar o fim do ciclo de violência, enquanto a separação pode representar um período de maior vulnerabilidade diante de ameaças do agressor.

A proposta defendida por Katiuscia prevê uma resposta mais rigorosa em situações consideradas de alto risco, com foco no afastamento do agressor antes de uma eventual escalada da violência.

Ao tratar do endurecimento das penas, a vereadora afirmou que a punição dos responsáveis não é suficiente para reverter as consequências do feminicídio. “Temos que endurecer as penas, temos que buscar meios de que ele pague por isso, mas não vai trazer a vida dessa mulher de volta. Vai ser mais uma família acabada, mais filhos órfãos”, disse.

Katiuscia encerrou o pronunciamento defendendo que as medidas de prevenção sejam direcionadas também aos potenciais agressores. “Precisamos privar da liberdade o futuro feminicida, e não a vítima, e não a sua família. É esse o projeto, o programa que nós temos hoje apresentado como um projeto para a Câmara Federal”, concluiu.

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