Cuiabá
Wellington rebate Flávia e questiona: “Ela tinha experiência?”
Cuiabá
O candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), rebateu as críticas feitas pela prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), após a declaração de apoio dela à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos). Ao comentar a avaliação de que não teria perfil para administrar o Executivo estadual, o senador questionou a experiência política da própria prefeita antes de assumir o comando do município.
Flávia declarou apoio a Pivetta mesmo permanecendo filiada ao PL, partido que lançou Wellington para a disputa pelo Governo. Em entrevista ao MidiaNews, ela afirmou que reconhece a capacidade de articulação do senador em Brasília, mas não identifica nele o perfil de gestor que considera necessário para comandar o Estado.
Ao responder, Wellington lembrou que Flávia também chegou à Prefeitura de Várzea Grande sem ter exercido anteriormente um mandato eletivo. A prefeita foi eleita em 2024, quando recebeu apoio do PL para disputar o cargo.
“Impressionante, né? Ela tinha experiência? Ela já tinha sido vereadora?”, questionou Wellington ao rebater a declaração.
Em seguida, afirmou que o partido havia confiado na candidatura de Flávia mesmo sem uma experiência anterior em cargo eletivo.
O senador também aproveitou a resposta para mencionar recursos destinados a Várzea Grande durante a gestão de Flávia. Segundo Wellington, a bancada federal teria contribuído com mais de R$ 200 milhões para o município, incluindo recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), veículos e caminhões.
A afirmação sobre o volume de recursos, porém, já foi contestada pela própria prefeita em outras manifestações. Flávia sustenta que é necessário diferenciar valores anunciados ou empenhados daqueles que efetivamente foram pagos e recebidos pelo município. Segundo dados apresentados pela Prefeitura, as emendas estaduais e federais efetivamente recebidas, executadas e pagas em 2025 e 2026 somariam R$ 45,2 milhões.
Apoio a Pivetta
A divergência entre os dois políticos ganhou força depois que Flávia declarou voto em Pivetta para a eleição ao Governo. A prefeita justificou a escolha citando a relação administrativa construída com o governador e ações realizadas pelo Estado em Várzea Grande, incluindo investimentos em infraestrutura, saúde e abastecimento de água.
O episódio ocorre em meio ao conflito político dentro do PL de Mato Grosso. Embora continue filiada à legenda, Flávia passou a apoiar publicamente o candidato de outro partido na disputa pelo Governo, enquanto Wellington mantém a candidatura pelo PL. A prefeita também afirmou que pretende permanecer na sigla e já declarou que só deixaria o partido caso fosse expulsa.
Wellington, por sua vez, vem cobrando reconhecimento pela atuação da bancada federal junto ao município e já havia criticado publicamente o apoio de integrantes do PL à candidatura de Pivetta. O embate entre os dois deve permanecer no centro da disputa eleitoral nesta reta final da campanha.
Cuiabá
Linguagem simples fortalece meios de comunicação da ALMT e aproxima cidadãos do Parlamento
Traduzir termos técnicos, facilitar o acesso aos serviços públicos e garantir que a população compreenda seus direitos são alguns dos objetivos da linguagem simples. O tema foi discutido nesta quinta-feira (8), durante o 2º Circuito de Palestras de Linguagem Simples, promovido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Escola de Governo, em Cuiabá. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participou da programação com a apresentação de uma experiência da TV Assembleia voltada à compreensão dos assuntos do Parlamento.
Os jornalistas Priscila Almeida e Álvaro Molina apresentaram o projeto Como é que é?, desenvolvido para explicar expressões e conceitos do Legislativo em vídeos curtos, com linguagem acessível e adequada ao público das redes sociais. A iniciativa surgiu da necessidade de aproximar os temas parlamentares da população, especialmente daqueles que não estão familiarizados com os termos utilizados no dia a dia da Assembleia.
Priscila Almeida explicou que o desafio é abordar assuntos complexos de maneira mais direta, sem perder o sentido da informação. “A linguagem simples é, em teoria, a base do jornalismo. É pegar tudo o que está acontecendo no mundo e conseguir fazer com que as pessoas compreendam”, afirmou.
Segundo Álvaro Molina, o formato também favorece a interação com o público. A equipe percebeu o interesse dos cidadãos por meio de comentários, perguntas e pedidos de informações complementares sobre os conteúdos da Assembleia. Para o jornalista, uma comunicação acessível estimula a participação e deixa as pessoas mais à vontade para buscar informações.
Comunicação que facilita o acesso aos direitos – A educadora e comunicadora Heloísa Fischer, referência nacional na área e fundadora da Comunica Simples, conduziu a palestra magna do evento. Ela destacou que a linguagem simples coloca o cidadão no centro da comunicação e contribui para que informações e serviços públicos sejam compreendidos por quem precisa utilizá-los.
Segundo ela, com a digitalização dos serviços, essa necessidade se torna ainda mais evidente. Muitas vezes, o cidadão precisa acessar sozinho um sistema ou interpretar uma orientação para dar andamento a uma solicitação. Se as informações não forem claras, o acesso ao serviço pode se tornar mais difícil. “Não adianta só digitalizar o material. A linguagem precisa estar adequada para que a pessoa consiga entender rapidamente o que tem que fazer”, explicou Heloísa.
A especialista também elogiou o trabalho desenvolvido em Mato Grosso, destacando o espaço que a linguagem simples vem conquistando na administração pública estadual. Para ela, a mudança vai além da escrita: envolve uma transformação cultural que considera as necessidades da população e a responsabilidade do poder público de se comunicar com clareza.
Mais clareza, menos burocracia – A coordenadora do Escritório Central de Processos de Negócios da Seplag, Regina Godoy, ressaltou que a linguagem simples contribui tanto para melhorar o atendimento ao cidadão quanto para tornar os processos internos mais eficientes. O uso excessivo de termos técnicos e expressões burocráticas pode dificultar a compreensão de documentos, atrasar procedimentos e exigir que o usuário procure ajuda para interpretar informações que deveriam estar acessíveis.
Regina destacou que a comunicação clara ajuda as pessoas a identificar seus direitos, entender os requisitos para acessar serviços e evitar deslocamentos desnecessários aos órgãos públicos.
A programação da tarde também reuniu experiências de outros órgãos e instituições, com apresentações sobre a aplicação prática da linguagem simples no Judiciário e na administração pública. A participação da TV Assembleia reforçou a importância de iniciativas que tornam a informação pública mais compreensível e aproximam as instituições da sociedade.
Mais do que simplificar palavras, a proposta é garantir que a informação cumpra sua finalidade: ser compreendida e ajudar o cidadão a exercer seus direitos, acessar serviços e participar da vida pública.
Fonte: ALMT – MT
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