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DAE conclui reparo em menos de 24 horas e retoma abastecimento nos bairros afetados pela ETA Imigrantes

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Em menos de 24 horas, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) concluiu a manutenção da Captação 5 da Estação de Tratamento de Água (ETA) Imigrantes. Com a conclusão dos serviços, o abastecimento de água nos bairros afetados será retomado gradualmente a partir das 16h desta segunda-feira.

De acordo com o presidente do DAE, Rogério de França Martins, o Rogerinho da Dakar, as equipes atuaram com rapidez para solucionar o problema e restabelecer o sistema. “Tudo foi resolvido de forma rápida. Agora, a ETA está recebendo água bruta para tratamento. Assim que os reservatórios atingirem o nível adequado para garantir a pressão necessária, a distribuição será retomada para todos os bairros afetados”, afirmou.

O rompimento ocorreu na saída da tubulação da Captação 5 da ETA Imigrantes e comprometeu o abastecimento de água em diversas regiões do município no domingo (15).

Os bairros impactados foram:

  • 15 de Maio
  • Milton Figueiredo
  • Portal dos Imigrantes
  • Loteamento Campo Verde
  • Vida Nova
  • Vitória Régia
  • Vila Operária
  • Santa Cecília
  • Sayonara
  • Capela do Piçarrão
  • Monte Castelo
  • 13 de Setembro
  • Eliane Gomes
  • 7 de Maio
  • Souza Lima
  • Brasil Novo
  • Gilson de Barros
  • Gonçalo Botelho
  • 24 de Dezembro
  • Pequizeiro
  • Parque Boa Vista
  • Pai André
  • Praia Grande

O DAE reforça que o retorno do abastecimento ocorrerá de forma gradual, conforme a recuperação dos níveis dos reservatórios e a normalização da pressão na rede de distribuição.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.

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