Várzea Grande
Max Russi e Dr. João negociam permanência na Mesa Diretora
Várzea Grande
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), e o primeiro-secretário da Casa, Dr. João (MDB), articulam a permanência nos principais cargos da Mesa Diretora para o biênio 2027-2028. As negociações ocorrem nos bastidores e dependem da construção de acordos com os demais deputados estaduais.
Reeleito com 86.934 votos, Max já manifestou interesse em continuar à frente do Legislativo estadual. Para fortalecer sua candidatura, o parlamentar aposta no diálogo com as bancadas e na representação do Podemos, que terá seis deputados na próxima legislatura, formando a maior bancada da Assembleia.
Dr. João, por sua vez, pretende permanecer na primeira-secretaria, função que concentra atribuições administrativas e financeiras da Casa. O deputado defende a continuidade da parceria com Max e considera o entendimento entre os parlamentares um elemento importante para definir a nova composição da Mesa.
Primeira-secretaria é alvo de disputa
Apesar das conversas para manter a atual dupla nos cargos, a composição da próxima Mesa Diretora ainda não está definida. A primeira-secretaria, atualmente ocupada por Dr. João, também desperta o interesse de outros deputados, entre eles Faissal Calil (PL), Diego Guimarães (Republicanos) e Chico Guarnieri (PSDB).
A disputa deve exigir novas rodadas de negociação entre os partidos, que buscam ampliar sua participação na direção do Legislativo. O resultado dependerá da formação de uma chapa capaz de reunir apoio suficiente entre os 24 deputados estaduais.
Max Russi já elogiou publicamente o trabalho de Dr. João, destacando a confiança e a lealdade na relação entre os dois, além da atuação do primeiro-secretário na condução administrativa da Assembleia. Essa proximidade contribui para as articulações em torno da manutenção da atual parceria.
A eleição da nova Mesa Diretora está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando os parlamentares escolherão os responsáveis pela condução política e administrativa da Assembleia durante os dois anos seguintes. Até lá, as conversas devem continuar, e a permanência de Max e Dr. João dependerá dos acordos firmados e dos votos conquistados dentro da Casa.
Várzea Grande
Lúdio abre canal para receber denúncias de ameaças e boicotes contra eleitores de Lula em MT
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) disponibilizou um canal de atendimento para receber denúncias de ameaças de demissão, perseguição e boicotes contra eleitores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso. A iniciativa foi anunciada nesta terça-feira (27), após relatos de retaliações políticas que ganharam repercussão depois do segundo turno das eleições, realizado no domingo (25).
As denúncias podem ser encaminhadas pelo WhatsApp do parlamentar, conhecido como “Zap do Lúdio”, pelo número (65) 99651-3130. O deputado orienta que as pessoas que se sentirem ameaçadas reúnam provas que ajudem a identificar os responsáveis, como mensagens, áudios, capturas de tela e publicações em grupos de WhatsApp.
“Essa prática do boicote, da perseguição, da ameaça de demissão, é uma prática criminosa e nós não podemos aceitar isso”, afirmou Lúdio em vídeo publicado nas redes sociais.
O parlamentar declarou que pretende encaminhar o material recebido às autoridades competentes para que os casos sejam investigados e, se houver comprovação de irregularidades, os responsáveis sejam responsabilizados.
Durante a manifestação, Lúdio comparou os relatos atuais a situações registradas após as eleições presidenciais de 2022, quando apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) contestaram a derrota para Lula. Segundo o deputado, naquele período também houve denúncias de boicotes, ameaças e demissões motivadas por posicionamentos políticos.
“Nós vamos acionar as instituições responsáveis para punir com multa e com prisão, se necessário, esses criminosos da extrema direita”, declarou.
A iniciativa ocorre em meio a relatos de hostilidade política em diferentes municípios mato-grossenses após o resultado eleitoral. Entre os episódios divulgados estão iniciativas de boicote a estabelecimentos comerciais associados a eleitores de Lula e ameaças contra pessoas por suas escolhas políticas.
Além das denúncias de perseguição e retaliação econômica, o estado registrou ocorrências de violência que teriam relação com divergências políticas. Em General Carneiro, um vereador foi preso suspeito de disparar contra pessoas que comemoravam a vitória de Lula em uma lanchonete.
Em Campo Novo do Parecis, um policial civil morreu após uma confusão em um bar, enquanto em Cuiabá, na região do Distrito da Guia, dois irmãos morreram depois de um desentendimento seguido de troca de tiros. As circunstâncias e eventuais motivações dos casos são objeto de apuração pelas autoridades.
Lúdio afirma que o canal de denúncias pretende reunir informações que permitam identificar possíveis responsáveis por ameaças e perseguições. A confirmação de crimes e a aplicação de eventuais sanções dependem da investigação e da atuação dos órgãos competentes.
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