Várzea Grande
Mutirão renova esperança na prevenção do câncer de mama em Várzea Grande
Várzea Grande
No total, 147 mulheres foram atendidas e 49 já saíram com encaminhamento garantido para a mamografia os demais foram outros encaminhamentos autorizados pela Regulação
A manhã de sábado (27), foi marcada por emoção e esperança na sede da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande. Das 8h às 16h, sem pausa para o almoço, um mutirão especial reuniu mulheres que aguardavam, desde 2023, pela oportunidade de realizar o exame de mamografia, procedimento fundamental para o diagnóstico precoce do câncer de mama.
O chamamento foi coordenado pela equipe da Central de Regulação do Município e pela subsecretária de saúde, Erika Carvalho, que avaliaram cada caso, atualizam os dados, autorizam o exame e emitiram novos encaminhamentos, devolvendo dignidade às pacientes que estavam na fila há anos. No total, 147 mulheres foram atendidas e 49 já saíram com encaminhamento garantido para a mamografia os demais foram outros encaminhamentos autorizados pela Regulação.
Entre elas está Maria Honorato Alves, 61 anos, que esperava pelo exame desde outubro de 2023. A moradora soube do chamamento por meio de um grupo de WhatsApp do seu bairro e correu para garantir o atendimento. “Esses exames não podem demorar tanto. Eu achei essa ação extremamente positiva, uma grande oportunidade. Deveria acontecer muito mais vezes. Só tenho a parabenizar a iniciativa”, afirmou emocionada.
Outra paciente, Selma Soares, 62 anos, também aguardava desde 2023 para investigar nódulos no seio. Ela ficou sabendo da ação pelo noticiário e fez questão de comparecer. “Não podia perder a chance. Vim até a secretaria e já saí com meu encaminhamento em mãos. Isso é esperança para nós, mulheres”, destacou.
O mutirão atendeu ainda pacientes com pedidos de 2024. Foi o caso de Ana Sebastiana Rodrigues, 53 anos, que não fazia mamografia desde 2022 e já tinha perdido a esperança de realizar o exame neste ano. “Quando vi que consegui meu encaminhamento, me emocionei. Eu já achava que não ia dar tempo. Essa ação é maravilhosa”, comemorou.
Já Ana Pereira, 59 anos, saiu com data marcada para o exame. Ela tem histórico de câncer na família e aguardava desde novembro de 2024. “Eu tenho irmãos, tios e primos que tiveram câncer. Então, conseguir esse encaminhamento é um alívio enorme. Hoje saio daqui com mais alegria e esperança.”
Durante o mutirão, a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, e a subsecretária Erika acompanharam de perto os atendimentos, conversaram com as pacientes e ouviram suas histórias. “O Outubro Rosa é o mês da prevenção e do cuidado com a saúde da mulher. Nosso compromisso é oferecer não apenas o exame, mas também a escuta e, quando necessário, exames complementares para garantir um diagnóstico rápido e eficaz”, disse Erika.
A secretária Deisi Bocalon reforçou que a ação é apenas o início da mobilização. “Sabemos que o tempo é um fator decisivo quando falamos de câncer de mama. Por isso, decidimos retirar da fila mulheres que aguardavam há muito tempo. Hoje conseguimos avançar, mas queremos que cada vez mais mulheres tenham acesso rápido e humanizado aos exames e também, ao diagnóstico.”
A AÇÃO CONTINUA – Mulheres que não puderam comparecer ao mutirão no sábado terão uma nova chance. De segunda-feira (29) até o dia 3 de outubro, a equipe da Central de Regulação continuará atendendo na sede da Secretaria de Saúde, das 8h às 11h30 e das 13h às 17h. É necessário levar documentos pessoais, CPF, cartão do SUS e, se houver, a guia de solicitação do exame.
A realização das mamografias terá início no próximo dia 6 de outubro, data de lançamento da campanha Outubro Rosa em Várzea Grande. Este ano, o Município contará com um novo prestador de serviço na própria cidade, a FEB Saúde, o que facilitará a logística e reduzirá os deslocamentos, já que antes muitas pacientes precisavam ir até Cuiabá.
“Estamos ampliando nossa rede e garantindo que as mulheres tenham acesso mais rápido e perto de casa. O Outubro Rosa em Várzea Grande será um mês de mobilização, cuidado e esperança”, concluiu a secretária Deisi.
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Palestra aborda protocolo dos Bombeiros para vítimas de violência
O enfrentamento à violência contra a mulher e o fortalecimento da rede de proteção às vítimas estiveram em pauta na terça-feira (1º), durante palestra promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sobre o Procedimento Operacional Padrão (POP) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso para o atendimento a mulheres em situação de violência. Ministrada pela tenente-coronel BM Karina Matos de Oliveira, a atividade integrou a programação da campanha Agosto da Segurança Institucional, coordenada pelo Centro de Segurança e Inteligência (CSI).O evento reuniu servidores do MPMT e estudantes do 2º semestre do curso de Direito da Faculdade Fasipe, no Auditório da Sede das Promotorias de Justiça da Capital. Além de apresentar os protocolos adotados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), a palestrante destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos de segurança pública e da disseminação de informações que contribuam para a prevenção e o enfrentamento da violência de gênero.Durante a exposição, a tenente-coronel abordou o papel estratégico do Corpo de Bombeiros no acolhimento e na proteção de mulheres vítimas de violência, ressaltando que os bombeiros frequentemente representam o primeiro contato da vítima com o poder público. Também chamou a atenção para o cenário preocupante dos casos de feminicídio em Mato Grosso, estado que lidera o ranking nacional pelo segundo ano consecutivo, e para a necessidade de um atendimento humanizado, qualificado e livre de revitimização.Outro destaque da palestra foi a apresentação das metas assumidas pelo CBMMT no âmbito do Plano Estadual de Metas de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, que prevê a capacitação de grande parte do efetivo da corporação para o acolhimento especializado. A oficial detalhou ainda o fluxo de atendimento previsto no POP 10, desde o deslocamento das equipes até o registro da ocorrência, enfatizando práticas de escuta qualificada, preservação da privacidade, encaminhamento adequado das vítimas e utilização de ferramentas de proteção, como o aplicativo SOS Mulher.Segundo ela, a apresentação também buscou orientar sobre medidas de prevenção e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade, bem como sobre a atuação conjunta do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). “Precisamos cada vez mais falar sobre o tema e levar informação às mulheres e aos homens, para que saibam como agir diante de uma situação de violência”, ressaltou.O coordenador do CSI, promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, destacou que a programação desenvolvida ao longo do mês buscou ampliar a cultura de prevenção e conscientização dentro da instituição. Segundo ele, os eventos tiveram o objetivo de capacitar e sensibilizar os integrantes do Ministério Público para temas relacionados à segurança institucional. “Fechamos hoje com a palestra sobre o atendimento às vítimas de violência, um tema de extrema relevância para a segurança como um todo”, afirmou, defendendo que a conscientização sobre o assunto permaneça presente durante todo o ano.A coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da Fasipe, Izabel Ferreira de Souza Barbosa, avaliou que a palestra representou uma importante oportunidade de aprendizado e reflexão para os acadêmicos. Segundo ela, discutir a violência de gênero em diferentes espaços fortalece a formação dos estudantes e amplia a conscientização sobre a responsabilidade social de cada cidadão. “O Ministério Público abrir essa porta para nós só nos faz agradecer. Foi uma experiência de grande valia e importância”, destacou.A estudante de Direito Heloísa Mayara enfatizou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve permanecer em evidência de forma contínua. Para ela, o debate permanente contribui para ampliar a conscientização da sociedade e fortalecer a proteção às vítimas. “É um assunto que precisa ser tratado sempre, porque conhecimento nunca é demais, especialmente quando falamos de um problema que continua acontecendo todos os dias”, afirmou.Também integrou a atividade uma apresentação das representantes do Espaço Caliandra, que compartilharam informações sobre os serviços oferecidos pela iniciativa e apresentaram o trabalho desenvolvido pelo Observatório Caliandra, voltado ao acompanhamento e à produção de dados relacionados à violência contra mulheres e grupos em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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