Várzea Grande

Nota de Esclarecimento

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A Câmara Municipal de Várzea Grande, por meio da Diretoria de Comunicação, vem  esclarecer que as declarações feitas nesta sexta-feira (28) pela prefeita Flávia Moretti, ao afirmar que haveria interesse do presidente da Câmara Wanderley Cerqueira em “tirá-la do cargo e ganhar no tapetão”, não correspondem à realidade Institucional do Poder Legislativo.

 

A Câmara exerce, por determinação da Constituição Federal, da Constituição do Estado, da Lei Orgânica e do Decreto-Lei 201/1967, o dever de legislar, fiscalizar e julgar, funções que não se submetem a interesses pessoais de qualquer vereador. O cumprimento da lei é dever do mais humilde munícipe,  a maior autoridade da cidade.

 

O presidente da Câmara não é substituto imediato do prefeito e não possui qualquer vantagem potencial em eventuais processos, que sempre tramitam com imparcialidade, assegurando ampla defesa e contraditório. O uso da Tribuna e de requerimentos é parte indissociável da atividade parlamentar e não pode ser cerceado.

 

Nos últimos meses, a Câmara tem demonstrado equilíbrio ao rejeitar denúncia anterior contra a chefe do Executivo e, posteriormente, receber nova denúncia apresentada por munícipe por meio da Ouvidoria, envolvendo suposta promoção pessoal em uniformes escolares.

 

Seguindo o rito legal, foi instaurada Comissão Processante, que garantirá pleno acesso aos autos, direito de defesa e produção de provas, cabendo ao Plenário, e somente a ele, decidir sobre o mérito, sob controle de legalidade do Judiciário.

 

A Câmara possui histórico de respeito ao devido processo em gestões anteriores, sempre atuando dentro da lei e do interesse público. Reafirma-se, portanto, o compromisso com a transparência, a imparcialidade e a harmonia entre os Poderes, sem perseguições, favorecimentos ou motivações pessoais.

 

Várzea Grande-MT

 

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“Eles me obrigaram a adiar esse sonho”, diz Rosana Martinelli após MDB desistir de chapa para federal

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A ex-prefeita de Sinop Rosana Martinelli (MDB) afirmou estar “magoada” com a decisão do partido de não lançar candidatos à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, a emedebista disse que a mudança de estratégia da legenda adiou seu projeto de disputar uma vaga de deputada federal.

Rosana havia deixado o PL para ingressar no MDB justamente com a expectativa de concorrer à Câmara. Segundo ela, ao aceitar o convite para integrar a legenda, recebeu a garantia de que o partido teria uma chapa competitiva para a disputa proporcional.

“Estou triste, sim, estou magoada, mas a minha fé em Deus continua inabalável. Eles me obrigaram a adiar esse sonho, mas não destruíram o nosso projeto”, declarou.

A ex-prefeita afirmou que entrou no MDB acreditando na construção de uma candidatura competitiva e que participou do projeto com a expectativa de disputar as eleições para deputada federal.

“Eu vim para o MDB acreditando em um projeto forte. A garantia que tínhamos era de uma chapa completa de deputados federais. Entrei de cabeça, com verdade, com vontade de trabalhar e com o coração cheio de expectativa”, afirmou.

Mudança de estratégia

De acordo com Rosana, parte dos pré-candidatos que inicialmente integrariam a chapa para deputado federal desistiu da disputa. O MDB, segundo ela, não conseguiu substituir os nomes dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral e decidiu concentrar esforços nas candidaturas ao Senado e à Assembleia Legislativa.

“O MDB não conseguiu substituir em tempo hábil esses nomes e acabou priorizando o Senado e a chapa de deputados estaduais. Com o coração muito apertado, preciso dizer que o MDB não terá chapa de federal”, lamentou.

A decisão foi formalizada na ata retificadora da convenção estadual do MDB, divulgada na noite de quarta-feira (5), encerrando a possibilidade de a legenda disputar vagas na Câmara dos Deputados.

Rosana participou da convenção estadual realizada na terça-feira (4), em Cuiabá, e chegou a constar na lista de presença do evento. No entanto, seu nome não foi homologado entre os candidatos do partido.

Apesar da frustração, a ex-prefeita afirmou que pretende continuar atuando na política e garantiu que a mudança não representa o fim de seu projeto eleitoral.

“Quero dizer algo bem claro para vocês: eu não desisti. Quem não fez a chapa, quem não a sustentou, foi o partido. Seguimos firmes, de cabeça erguida, com fé e confiança”, concluiu.

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