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Pivetta anuncia plano habitacional e diz que quer liderar transformação urbana em Cuiabá e Várzea Grande

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que pretende implantar um programa habitacional de grande alcance para enfrentar o déficit de moradias em Mato Grosso, com foco inicial em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ele, a iniciativa busca oferecer moradia digna às famílias em situação de vulnerabilidade e promover mudanças estruturais nas duas maiores cidades do Estado.

Ao detalhar as prioridades de sua gestão, Pivetta destacou que a política habitacional ocupa lugar central entre os projetos que pretende desenvolver. O governador contou que a visita recente a um bairro da Capital reforçou sua convicção sobre a necessidade de ampliar os investimentos no setor.

“Eu sempre quis fazer e agora começo a poder fazer. Nós temos um programa de habitação ousado. Ontem à noite visitei um bairro aqui de Cuiabá e fiquei comovido com a situação em que vivem as pessoas”, afirmou.

Pivetta também defendeu uma ampla reestruturação urbana em Cuiabá e Várzea Grande. Para justificar a proposta, citou a experiência adquirida durante sua atuação na construção e no desenvolvimento de Lucas do Rio Verde, cidade onde foi prefeito.

“Nós temos que fazer uma reforma urbana em Cuiabá e em Várzea Grande. Eu quero liderar esse movimento. Tenho experiência da construção de uma cidade, porque participei desse processo em Lucas”, declarou.

O governador afirmou que pretende acelerar a execução do programa habitacional, priorizando famílias que vivem em condições mais vulneráveis e sem acesso à moradia adequada.

“Nós temos que tirar as pessoas que estão na vulnerabilidade e colocá-las em uma moradia digna. Esse é um trabalho que eu quero fazer depressa. Tenho pressa para fazer isso”, disse.

Além da área habitacional, Pivetta afirmou que pretende ampliar investimentos em políticas públicas voltadas à melhoria dos indicadores sociais. De acordo com ele, o objetivo é posicionar Mato Grosso entre os estados com melhor qualidade de vida, desenvolvimento humano e oportunidades para a população.

“Tenho certeza de que vamos colocar Mato Grosso no pódio. Será o melhor Estado do Brasil em IDH, qualidade de vida, oportunidades para os jovens, desenvolvimento e prosperidade para todos”, concluiu.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.

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