Várzea Grande
Setembro: mês do turismo e de novas oportunidades para Várzea Grande
Várzea Grande
Setembro é celebrado o Mês do Turismo. Em Várzea Grande, essa data ganha um significado especial, porque estamos construindo um novo momento para o setor em nossa cidade. Somos a porta de entrada de Mato Grosso, recebemos diariamente milhares de pessoas pelo Aeroporto Internacional Marechal Rondon e estamos ao lado da capital. Mas, mais do que localização estratégica, temos uma identidade cultural vibrante, uma culinária riquíssima, tradições que emocionam e lugares belíssimos que ainda são pouco explorados.
É verdade que precisamos avançar na infraestrutura para receber melhor o visitante. Hotéis, bares e restaurantes já estão surgindo com padrão médio e alto, além de um shopping center moderno, com lojas que sequer existem em Cuiabá. Porém, nosso desafio é ampliar esse potencial, fortalecendo cada elo da cadeia produtiva do turismo para que os benefícios cheguem também ao pequeno produtor, ao artesão, ao comerciante e ao trabalhador local.
Nestes primeiros nove meses de gestão, sob a liderança da prefeita Flávia Moretti e do vice-prefeito Tião da Zaeli, demos passos importantes. A participação inédita de Várzea Grande com estande próprio na FIT Pantanal 2025 é prova disso. Foram mais de 70 mil visitantes, incluindo representantes de diversos países, que puderam conhecer de perto nossas tradições, como o siriri, o cururu, a viola de cocho, as redes artesanais e nossa culinária típica. Foi uma vitrine que mostrou ao Brasil e ao mundo que Várzea Grande tem muito a oferecer como destino turístico cultural, gastronômico, rural e de negócios.
Outro destaque foi a Festa de São Pedro em Bonsucesso, que neste ano deu um passo inédito ao incluir a comunidade evangélica em sua programação, unindo diferentes denominações cristãs em um só evento, além de ter recorde de público participante no almoço. Uma festa que valoriza a fé, movimenta a economia e fortalece a identidade cultural da nossa gente.
Também estivemos com nossa arte e cultura no maior festival de pesca em água doce do mundo, em Cáceres, no 42º FIPe, onde pela primeira vez os mestres artesãos das violas de cocho de Várzea Grande e as redeiras de Limpo Grande estiveram expondo, produzindo ao vivo e gerando renda com sua arte inigualável.
Além de estruturar o turismo, queremos também preparar a população para as novas oportunidades de trabalho que surgem com o setor. Por isso, estamos trabalhando para capacitação de mão de obra, seja em idiomas ou em outras demandas específicas das empresas, e vamos utilizar o Sine como ferramenta de intermediação para conectar profissionais capacitados às vagas abertas pelo setor produtivo. Assim, o desenvolvimento do turismo também se traduz em emprego e renda para quem vive em Várzea Grande.
Essas ações mostram que estamos no caminho certo. Mas não paramos aqui. Estamos trabalhando em novos projetos, como o Quintais de Turismo de VG, a EXPO-VG e o Festival de Pesca Esportiva (FESPe-VG) em Bonsucesso, ações que buscam valorizar experiências autênticas nos bairros e comunidades, integração com o Rio Cuiabá, conectando tradição, gastronomia e hospitalidade local, bem como desenvolvimento econômico em uma feira de negócios e tecnologia.
No mês em que celebramos o turismo, reafirmo o compromisso da atual gestão municipal: transformar o setor em um vetor de desenvolvimento econômico sustentável, que gera emprego e renda, mas que também preserva nossa cultura e fortalece o orgulho da população várzea-grandense. O futuro do turismo em Várzea Grande já começou a ser escrito – e será ainda melhor, porque estamos preparados para avançar muito mais.
Várzea Grande
Câmara Temática da ALMT amplia debate sobre direitos e desafios dos povos indígenas de MT
A construção de políticas públicas que respeitem a diversidade dos 46 povos indígenas de Mato Grosso e respondam às necessidades de cada território é o eixo de trabalho da Câmara Setorial Temática (CSTT) Indígena da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião ordinária. A iniciativa busca integrar diferentes áreas, identificar demandas e formular propostas capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades originárias.
Requerida pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), a Câmara tem como objetivos promover o diálogo institucional, acompanhar políticas públicas e encaminhar propostas relacionadas aos direitos dos povos indígenas. Durante a reunião, foram apresentados os integrantes e as finalidades da estrutura, além de discutidos desafios que exigem atuação conjunta do poder público e das próprias comunidades.
Presidente da Câmara, Paloma Velozo explicou que a iniciativa amplia o trabalho anteriormente desenvolvido pela Câmara de Saúde Indígena, diante da necessidade de contemplar outras demandas apresentadas pelos povos originários, incluindo a elaboração de projetos de lei e encaminhamentos institucionais.
“Os povos originários hoje, por estarem nos territórios, têm uma carência muito grande de informação. Essa nova Câmara vem fazendo uma união com todos os eixos para desenvolvermos uma metodologia de trabalho que possa trazer um resultado mais preciso para os territórios”, afirmou.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
Entre as prioridades apontadas por Paloma estão os desafios relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens indígenas, especialmente os casos de suicídio. Segundo ela, a Câmara pretende dialogar com a área da educação para buscar mecanismos de apoio aos estudantes, sobretudo em momentos de transição na trajetória escolar. Ela destacou inclusive, a importância de dar continuidade ao projeto MT Mais Indígena, desenvolvido anteriormente, e de incorporar novas ações que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.
Proteção às mulheres e garantia de direitos – A atuação articulada entre as instituições também é fundamental para dar visibilidade a problemas que atingem as comunidades indígenas e, muitas vezes, permanecem pouco conhecidos fora dos territórios. A procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, chamou a atenção para as diferenças entre as etnias, as dificuldades de acesso à saúde, as barreiras linguísticas e a violência doméstica contra mulheres indígenas.
“Uma invisibilidade histórica, uma invisibilidade estrutural” foi a expressão utilizada pela procuradora para descrever parte dos desafios identificados no trabalho de aproximação com essa realidade. Ela também mencionou questões relacionadas à saúde mental, ao uso de álcool e outras substâncias e à autolesão entre jovens, que precisam ser consideradas na formulação de políticas públicas.
Elisamara ressaltou que a divulgação de informações sobre direitos é essencial para que as mulheres saibam onde buscar ajuda e reconheçam as situações de violência. Segundo ela, o Ministério Público Estadual atua na defesa de direitos individuais, inclusive nos casos de violência física, psicológica e patrimonial, com aplicação da legislação pertinente.
A procuradora alertou ainda para a importância de identificar e combater práticas criminosas, sem naturalizar a violência sob o argumento de costumes ou tradições. A garantia de direitos, nesse sentido, deve caminhar junto com ações de prevenção, orientação e responsabilização.
Autonomia financeira e desenvolvimento nos territórios – A participação das lideranças indígenas é outro componente central para que as propostas discutidas na Assembleia correspondam às realidades de cada povo. Líder da Aldeia Utiariti, integrante do povo Haliti-Paresi e morador de Campo Novo do Parecis, Adylson Waymare avaliou a criação da Câmara como uma oportunidade para ampliar a presença das demandas indígenas no debate institucional.
Para ele, a iniciativa permite discutir temas que vão além da saúde e da educação, incluindo economia, sustentabilidade e condições de vida nos territórios. Adylson defendeu a criação de mecanismos que favoreçam a geração de trabalho e renda, de modo a ampliar a autonomia financeira das comunidades.
” Nós temos que ter mecanismos de trabalho, de projetos a serem desenvolvidos que possam gerar renda e trabalho para nós, indígenas, para que assim possamos viver com qualidade de vida e dignidade dentro dos nossos territórios”, afirmou.
Como exemplo, o líder citou o etnoturismo (que é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas com forte atuação na região de Tangará da Serra e no Chapadão do Parecis. Segundo Adylson Waymare, a atividade reúne valorização cultural, preservação das belezas naturais e geração de renda, com projetos que avançaram em sua estruturação e regulamentação.
etnoturismo desenvolvido pelo povo Haliti-Paresi é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas
Adylson ponderou, porém, que Mato Grosso reúne 46 povos indígenas, cada qual com sua cultura, seu modo de vida e suas necessidades específicas. Por isso, a formulação de políticas públicas deve considerar as particularidades de cada comunidade, garantindo espaço para que as próprias lideranças apresentem prioridades e contribuam para a definição das ações.
A primeira reunião ordinária marca o início de uma agenda de trabalho voltada à articulação entre instituições e comunidades indígenas. A expectativa é que o diálogo contribua para transformar demandas históricas em propostas e encaminhamentos que fortaleçam os direitos, a autonomia e a qualidade de vida dos povos originários de Mato Grosso.
Fonte: ALMT – MT
-
Coluna VIP MT3 dias atrásHenrique e Juliano Rondonopolis – Ditado Produções
-
Coluna VIP MT1 dia atrásMatheus e Kauan -Allure music
-
Mato Grosso3 dias atrásCarlos Bezerra conquista 2º lugar em ranking nacional de leis aprovadas em 20 anos
-
Várzea Grande3 dias atrásMutirão de exames na FEB Saúde autoriza mais de 150 procedimentos e reforça cuidado com a saúde da mulher
-
Rondonópolis3 dias atrásPrefeitura inaugura novo Laboratório Central e garante mais comodidade e qualidade no atendimento
-
Várzea Grande3 dias atrásCâncer do colo do útero pode evoluir silenciosamente e médica de Várzea Grande alerta para importância do exame preventivo
-
Várzea Grande3 dias atrásConselho da Cidade de Várzea Grande analisa projetos de empreendimentos em sessão extraordinária
-
Sinop3 dias atrásSinop abre semana com 261 vagas de emprego disponibilizadas pelo Sine










