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Tião da Zaeli defende Coronel Assis para disputar Prefeitura de Várzea Grande

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O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e ex-vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli, apontou o deputado federal Coronel Assis (PL) como uma possível alternativa do partido para disputar a Prefeitura do município nas eleições de 2028.

Na avaliação de Tião, o parlamentar reúne características que o colocam entre os nomes que podem entrar na discussão sobre a sucessão municipal, principalmente pela ligação com Várzea Grande, onde nasceu e mantém sua base eleitoral.

“O Coronel Assis se firmou como uma grande liderança estadual. Como ele tem Várzea Grande como sua base eleitoral, é várzea-grandense, é um nome importante”, declarou.

Apesar de demonstrar apoio à possibilidade, Tião ressaltou que ainda não há definição sobre uma eventual candidatura. Segundo ele, a escolha dependerá das conversas dentro do Partido Liberal (PL) e da disposição do próprio deputado em concorrer ao Executivo municipal.

“A discussão ainda é prematura, passa por uma discussão interna do partido, um convencimento com o próprio candidato”, ponderou.

Durante a mesma entrevista, Tião da Zaeli também fez críticas à administração da prefeita Flávia Moretti (PL). O dirigente questionou a composição política do primeiro escalão e afirmou que representantes ligados à direita bolsonarista não teriam recebido espaço equivalente na estrutura do governo municipal.

“Ela apoiou vários políticos de esquerda. Boa parte do seu primeiro escalão são pessoas ligadas à esquerda. O bolsonarista não teve vez no quadro da gestão da prefeita”, afirmou.

Tião também questionou a presença de uma secretária de Educação associada ao PT em uma administração comandada por uma prefeita eleita pelo PL. Na avaliação dele, essa composição provoca insatisfação entre integrantes da direita e evidencia divergências políticas dentro do grupo.

As declarações indicam um distanciamento entre Tião da Zaeli e a atual gestão municipal, ao mesmo tempo em que colocam Coronel Assis no debate sobre possíveis candidaturas à Prefeitura de Várzea Grande em 2028.

Até o momento, não há confirmação de que o deputado tenha decidido disputar o cargo. A definição dependerá das articulações partidárias e das movimentações políticas nos próximos anos.

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Várzea Grande

Rogerinho Dakar diz que operação investiga sua gestão no DAE e nega participação em eleição da Câmara

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O vereador Rogerinho Dakar (PSDB), de Várzea Grande, afirmou que as buscas realizadas pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) em sua residência estão relacionadas à gestão dele à frente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), e não à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. O parlamentar foi um dos alvos da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na manhã desta terça-feira (20).

Rogerinho negou envolvimento na disputa pelo comando do Legislativo e ressaltou que não participou da votação realizada em maio, cujo resultado foi posteriormente anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Naquele período, segundo ele, estava à frente do DAE.

De acordo com o vereador, os agentes recolheram documentos referentes à administração do departamento. Ele afirmou que já havia organizado um dossiê sobre sua passagem pelo órgão e defendeu que os registros sejam examinados pelas instituições responsáveis pelo controle da gestão pública.

O parlamentar declarou que, durante os cinco meses em que esteve à frente do DAE, foram realizadas 15 licitações e adotadas medidas para ampliar a transparência administrativa. Segundo ele, a documentação também foi encaminhada ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas, à Prefeitura de Várzea Grande e à própria Câmara Municipal.

Vereador comenta vídeo com dinheiro

Durante a entrevista, Rogerinho também foi questionado sobre um vídeo que circulou nas redes sociais, no qual aparece com maços de dinheiro dentro de uma sacola. O parlamentar classificou as imagens como “totalmente fora de contexto”, mas não apresentou, na ocasião, explicações adicionais sobre a situação registrada.

A gravação foi mencionada em meio aos questionamentos sobre as suspeitas de compra de votos investigadas pelo Gaeco. Rogerinho, por sua vez, reiterou que não participou da eleição da Mesa Diretora e sustentou que as buscas em sua residência estão relacionadas aos documentos referentes à gestão do DAE.

Operação investiga suspeitas de corrupção

A Operação Cathedra Venalis apura possíveis irregularidades relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, incluindo suspeitas de compra de votos, obtenção de vantagens indevidas e atuação de uma possível organização criminosa envolvendo agentes públicos.

Ao todo, são cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A investigação busca reunir elementos para esclarecer as suspeitas.

A inclusão de Rogerinho Dakar entre os alvos da operação não representa comprovação de envolvimento em crimes. As circunstâncias das diligências e as responsabilidades individuais dos investigados deverão ser esclarecidas no decorrer da apuração.

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