Várzea Grande

Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.

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Várzea Grande

Gisa chama Bruno Rios de “moleque” e acusa vereador de fazer espetáculo

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A sessão da Câmara Municipal de Várzea Grande, nesta terça-feira (27), foi marcada por uma discussão entre os vereadores Gisa Barros (Podemos) e Bruno Rios (PL). A parlamentar chamou o colega de “moleque” e “mentiroso” e o acusou de transformar os debates na tribuna em um espetáculo para as redes sociais.

O desentendimento começou quando Bruno cobrou agilidade da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na análise de projetos encaminhados pela Prefeitura que ainda aguardam parecer. Para ele, a função do colegiado é avaliar as propostas e apontar eventuais irregularidades, sem assumir a responsabilidade de corrigir os textos enviados pelo Executivo.

“A CCJ tá pra emitir parecer, não pra corrigir o projeto”, afirmou o vereador. Ele também defendeu que os integrantes da comissão formalizem por escrito os problemas identificados nas matérias, com posicionamentos favoráveis ou contrários.

A cobrança provocou uma reação de Gisa, que contestou as críticas e afirmou que parte dos projetos enviados à Câmara apresenta problemas técnicos e documentais. Segundo ela, aproximadamente oito propostas têm inconsistências que precisam ser resolvidas antes de avançarem para votação.

“Bruno, você é um moleque, mentiroso, e tem essa fama na cidade”, disparou a vereadora.

Na sequência, Gisa acusou o parlamentar de usar a tribuna para atacar os colegas e depois deixar o plenário. “Você tem o costume de vir fazer show aqui nesta tribuna e sair correndo igual um moleque. Aí você quer fazer showzinho para a sociedade. Respeita os colegas”, declarou.

A vereadora também afirmou que as críticas de Bruno tentam colocar a população contra o Legislativo, sem considerar o trabalho realizado pelas comissões para corrigir as falhas nas propostas.

“É assim que a gente trabalha, sem querer levar para a plateia para fazer corte em rede social e colocar a população contra esta Casa. Molecagem aqui, não. Até quando que vai com essa palhaçada aqui?”, questionou.

Ao defender a atuação da CCJ, a parlamentar afirmou que os integrantes da comissão têm trabalhado para ajustar os textos antes de encaminhá-los ao plenário. Segundo ela, algumas propostas chegaram à Câmara sem documentos considerados necessários para a análise.

“Pelo contrário, nós da comissão arrumamos praticamente todos, porque a gestão tem membros ineficientes, que não sabem sequer o que precisa dentro de um projeto para ser protocolado nesta Casa”, criticou.

Gisa também rebateu as cobranças de Bruno ao mencionar a passagem anterior dele pela CCJ. De acordo com a vereadora, o parlamentar teria deixado 21 projetos pendentes, que precisaram ser reorganizados posteriormente.

A discussão expôs divergências entre os vereadores sobre a responsabilidade pela demora na tramitação das propostas do Executivo. Enquanto Bruno defende a emissão de pareceres e a formalização dos problemas encontrados, Gisa sustenta que as inconsistências nos documentos precisam ser corrigidas antes de os projetos seguirem para votação.

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