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Batatinha é homenageado com série de shows e palestras

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O poeta do samba Batatinha é homenageado com uma série de shows e palestras gratuitas nas cinco cidades onde viveu e continua inspirando gerações. Antes de se consagrar como um dos maiores nomes do samba, Oscar da Penha foi aprendiz de sapateiro e contínuo da Imprensa Oficial da Bahia, mas foi na música que encontrou voz e missão. Autor de 116 canções, foi gravado por artistas como Gal Costa, Maria Bethânia, Bete Carvalho e Caetano Veloso.

A programação é realizada pela Fundação Cultural do Estado e tem à frente o espetáculo Batatinha 100 Anos de Samba e Poesia, idealizado e interpretado pelo cantor e ator Dodô Só. Um compositor que soube transformar o cotidiano em poesia, silêncio e melodia.

Suas canções têm uma pegada que ele acabou transformando no blues baiano, um samba que, além de doce, é melancólico, está cheio de elegância. A cada apresentação, um artista convidado do universo do samba sobe ao palco e o público também participa de uma palestra com Artur da Penha, filho do compositor, compartilhando memórias afetivas e histórias do artista.

A diretora de artes da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Gabriela Sandiego, destaca a dimensão simbólica e pedagógica do projeto. Queremos é estimular que essa geração conheça esse artista, conheça o seu legado e valorize também, além de se conectarem com esse expoente da música. A temporada começa nesta sexta-feira em Salvador com Juliana Ribeiro, na Praça Quincas Berro d’Água, no Pelourinho, às 8 horas da noite.

Todas as apresentações são gratuitas e a programação completa está disponível no site ba.gov.br/cultura.


Fonte: EBC Cultura

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Exposição em São Luís homenageia Mestre Bita do Barão de Guaré

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Uma referência da história recente das religiões de matriz africana no Brasil, o maranhense Mestre Bita do Barão de Guaré, falecido em 2019, ganha exposição, a partir desta sexta-feira (6), em São Luís, no Maranhão.

Neste Mês da Consciência Negra, o Museu Cafua das Mercês, que fica no centro histórico da capital maranhense, abre seus salões para uma imersão na história, nos saberes e nas tradições de uma das mais importantes manifestações da religiosidade e da cultura afro-brasileira, o Terecô, que teve como seu maior expoente Wilson Nonato de Sousa, o Mestre Bita do Barão.

A exposição “Terecô de Codó: o caminho de Mestre Bita do Barão entre tambores, encantados e ancestralidade” traz objetos, fotografias, documentos e outros registros da trajetória de Mestre Bita do Barão. Em paralelo, a mostra também apresenta ao público rituais, cantos, rezas e toques que consolidaram a tradição mantida viva por homens e mulheres do Terecô Tambor das Matas.

Terecô

A religião de matriz africana, surgida no interior do Maranhão, é muito praticada nos terreiros do interior do estado e tem a cidade de Codó como principal centro mantenedor da manifestação religiosa. Surgida no século 18, o Terecô tem elementos da Umbanda e do Tambor de Mina, entre outras religiões afro-brasileiras, além da influência do catolicismo.

Realizada pelo governo do Maranhão, pelo Museu Cafua das Mercês – Museu do Negro e pela Tenda Umbandista Rainha de Iemanjá, a exposição seguirá aberta aos visitantes até o dia 30 de março do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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