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Brasil leva festa junina a Buenos Aires para promover turismo

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Os argentinos em Buenos Aires terão a oportunidade de ver uma pequena amostra de uma das mais importantes celebrações culturais brasileiras: as festas juninas.

O Obelisco, que é um monumento histórico e um dos principais cartões postais da capital portenha, será palco, nesta terça-feira (17), de apresentações culturais, quadrilha junina, música nordestina e interação com o público internacional, além da produção audiovisual para promoção turística. 

O evento na Argentina conta com participação dos maiores destinos juninos do país, como o “Mossoró Cidade Junina”, no Rio Grande do Norte, e o “São João de Maracanaú”, no Ceará.

A iniciativa faz parte da promoção internacional do turismo brasileiro, em parceria com a Embratur. O objetivo, claro, é estimular a vinda de turistas durante o mês das festas juninas, período que historicamente registra menor fluxo de visitantes argentinos.

Até fevereiro deste ano, o Brasil recebeu mais de 1,2 milhão de turistas argentinos, o que mantém nosso vizinho como o principal mercado de visitantes estrangeiros. No ano passado, quando o Brasil registrou recorde de turistas de fora, com 9,2 milhões de visitantes, mais de um terço foram argentinos.

A programação desta terça-feira também terá evento oficial na Embaixada do Brasil em Buenos Aires, com encontro institucional de autoridades, representantes do setor turístico e convidados estratégicos para promoção dos destinos juninos brasileiros.


Fonte: EBC Cultura

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Mostra no Rio reúne obras de mulheres da região Norte

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A potência e a diversidade da arte contemporânea produzida por mulheres dos estados do Pará, Acre e Amazonas é o tema da exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.

A mostra reúne 80 obras, de 21 artistas, e ocupa todas as salas do segundo andar do espaço, depois de já ter passado por Belém, Fortaleza e Brasília.

A idealização do projeto é do Museu das Mulheres, primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres.

A diretora artística e curadora da mostra, Sissa Aneleh, fala sobre como surgiu a ideia da exposição.

“Eu encontrei as artistas amazônicas a partir da minha pesquisa de mestrado e doutorado em arte voltada para as mulheres e história da arte, reunindo 16 anos de investigação. Como historiadora da arte, considero a arte contemporânea amazônica feminina consolidada a ponto de já ser um capítulo da arte brasileira que deve ser reconhecido por sua contribuição ao Brasil”.

Na mostra, são apresentadas obras produzidas desde a década de 1970 até os dias de hoje, em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia e videoarte. Entre as artistas participantes estão Auá Mendes, Keila-Sankofa e Bárbara Savannah. A curadora fala sobre os temas abordados e explica a escolha das profissionais.

“As obras abordam artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica, indígena, afro-brasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, a arte do afeto que é muito presente na região, biografias e ancestralidades femininas. Todas essas temáticas se potencializam com a abordagem da história das mulheres que todas as artistas apresentam. Foi decisivo o conjunto da obra de cada artista e da sua permanência nas temáticas da cultura e do universo feminino amazônicos”.

O espaço expositivo conta ainda com um ambiente imersivo, que leva os visitantes para uma experiência interativa com uma parte da mostra, como explica Sissa Aneleh.

“Algumas obras da exposição podem ser visualizadas em sala espacial com óculos 3D e visão em 360 graus. Também exibimos um filme em realidade virtual do acervo do Museu das Mulheres. O espaço é imperdível”.

A questão da acessibilidade para diferentes públicos é outro elemento importante da exposição, com diversos recursos empregados e visitas guiadas, como destaca Sissa.

“As exposições do Museu das Mulheres têm por padrão a garantia da acessibilidade de todos os públicos. Na exposição Amazônicas temos obras táteis, áudio descrição de obras e intérprete de libras. O projeto conta com kit de acessibilidade para o público neurodivergente, além de contratação de profissionais PCD e neurodiversos”.

Outras atividades que fazem parte do projeto são a programação formativa e oficinas de economia criativa voltadas para mulheres, além da programação educativa para crianças e jovens.

A mostra tem entrada franca e segue até o dia 16 de novembro!


Fonte: EBC Cultura

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