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Cortejo reúne caboclinhos e tribos indígenas no Recife

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Na reta final das prévias carnavalescas em Recife, a capital pernambucana abre espaço nesta terça-feira, 10, para mais um cortejo que celebra duas grandes manifestações culturais de Pernambuco, os grupos de Caboclinhos e as Tribos Indígenas.

A partir das 17 horas, centenas de brincantes de 24 agremiações de Caboclinhos e Tribos Indígenas irão percorrer a Rua do Bom Jesus em direção à Praça do Arsenal, no Bairro do Recife.

O público poderá celebrar as tradições dos povos originários com seus leques, baque, porta-estandarte, cacique, rei, rainha e outros personagens que compõem o cortejo.

Entre os grupos que irão desfilar pelas ruas e também no palco montado na Praça do Arsenal, está a Tribo Indígena Carijós, que em 2026 completa 130 anos de fundação.

As Tribos Caboclinhos Tupi, sediada no bairro da Mangueira; e Tapirapé, que tem sua sede no bairro Casa Amarela, também levarão parte de suas centenas de integrantes para o Cortejo.

Ambas as tribos detêm o título de Patrimônio Vivo do Recife.

Ao final do Cortejo, os grupos se apresentarão no palco montado na Praça do Arsenal. E para o público presente ainda tem um presente cultural extra.

Após a passagem das agremiações de Caboclinhos e Tribos Indígenas, a programação no palco será dedicada ao Encontro de Mestres e Mestras de Maracatu Nação.

O encontro acontece a partir das 20 horas. 


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

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A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira,1º, e ganha uma homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a história da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.

Para marcar a data, o programa recupera a memória musical da emissora em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.

“Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da rádio junto com esse povo amazônico”, conta Nilson Chaves.

A edição também apresenta uma memória especialmente afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.

Maryellen recorda, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma em testemunho da presença da Nacional da Amazônia no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.

E, para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

Confira no player.


Fonte: EBC Cultura

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