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Decreto garante espaço para exibição de longas-metragens brasileiros

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A partir de 2026, filmes brasileiros longas-metragens passam a ter exibição obrigatória nas salas de cinema de todo o país. O decreto, assinado pelo presidente Lula e pela ministra da cultura Margareth Menezes, já foi publicado no Diário Oficial de União.

 A chamada Cota de Tela estabelece um número mínimo de sessões e assegura a diversidade de títulos nas salas comerciais.

O objetivo é ampliar o acesso do público a diferentes gêneros, estilos e narrativas do audiovisual nacional, para garantir não apenas a presença do filme brasileiro, mas também a variedade de títulos, evitando a concentração da programação em um número restrito de produções.

Cabe à Ancine, a Agência Nacional de Cinema, a fiscalização e a definição dos critérios específicos para o cumprimento da medida. A agência fica responsável também por detalhar parâmetros técnicos, além de acompanhar, fiscalizar e aplicar medidas em caso de descumprimento.

Ancine será ainda responsável por estabelecer critérios diferenciados para obras brasileiras que tenham recebido prêmios relevantes ou que apresentem comprovado desempenho de público.

 De acordo com o Ministério da Cultura, a Cota de Tela é um instrumento fundamental de política pública para o fortalecimento do setor audiovisual do país, ao estimular a produção, a circulação e o consumo de conteúdos nacionais. A pasta reforça que a medida contribui para a geração de emprego e renda, assim como a valorização da cultura brasileira em todas as regiões do país.


Fonte: EBC Cultura

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“O Atelier é a casa das dúvidas” fica em cartaz até 21 de agosto no RJ

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Uma mostra em que o processo criativo é o destaque. Assim é a exposição “O Atelier é a casa das dúvidas”, do artista Benjamin Rothstein, em cartaz na Galeria do Ibeu, no Rio de Janeiro.

Além dos trabalhos de Benjamin, em diversas linguagens e temas, como o tempo, a memória e a melancolia, a mostra apresenta momentos em que o próprio artista está presencialmente no local para produzir novas obras, permitindo que o público acompanhe ao vivo seu processo de criação.

O curador responsável, Bruno Miguel, explica como surgiu essa ideia.

“Achei muito importante para essa exposição tentar, de alguma forma, tornar o espectador íntimo desse processo criativo do Benjamin. E aí eu fiz uma proposição para ele de que a gente dividisse a galeria de arte do Ibeu, uma parte sendo uma galeria tradicional com a parede branca, com obras com espaçamento, e uma outra parte que a gente pudesse deslocar o atelier dele para a galeria e que ele durante o período da exposição desenvolvesse o hábito de ao invés de ir para o atelier, ir para a galeria e lá pensar, trabalhar, pintar, sempre com a possibilidade de um espectador entrar no espaço e se deparar com o work in progress”.

Conhecido por obras que transitam entre o desenho e a pintura, Benjamin Rothstein representa nos trabalhos expostos encruzilhadas do mundo, captando fragmentos diversos do cotidiano, sem preocupações com a beleza tradicional e narrativas lineares.

Bruno Miguel dá mais detalhes sobre o estilo do artista.

“O trabalho dele tem uma característica de sempre desconcertar o espectador. Ele tem um vocabulário pictórico e imagético, bem fora do tradicional. É um trabalho que mais do que apresentar respostas, ele meio que desconcerta o espectador e deixa a gente sempre com dúvidas assim, mas uma dúvida boa, sabe? Quando você é obrigado a lidar com algo que você gera um interesse, mas você não sabe explicar exatamente como aquilo te afetou, porque te afetou, de que forma, e isso gera uma investigação dentro de nós mesmos como espectadores”.

O curador destaca, ainda, porque, assim como no título da mostra, o ateliê é uma casa de dúvidas.

“A gente vai para o atelier, a maior parte das vezes, para desenvolver o pensamento. Não é só para executar algo que a gente pensou. Estar nesse local torna suscetível toda uma fruição de possibilidades de pesquisa, desenvolvimentos técnicos, críticas conceituais, análise de imagens. É todo esse entorno, meio que opera influenciando a cabeça do artista. O Atelier é a casa das dúvidas, vem daí”.

A mostra fica em cartaz até o dia 21 de agosto, na Galeria do Ibeu, no bairro do Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro. A entrada é franca!


Fonte: EBC Cultura

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