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Festival de Cinema de Gramado anuncia filmes da mostra competitiva

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A organização do tradicional Festival de Cinema de Gramado acaba de anunciar a seleção de filmes que concorrem na edição 54 do evento, que vai movimentar o município da Serra Gaúcha entre os dias 12 e 22 de agosto.

O homenageado deste ano com o Troféu Cidade de Gramado, que reconhece personalidades ligadas ao festival, será o ator, roteirista e diretor Marcos Caruso. 

Na disputa do Kikito foram escolhidos seis longas-metragens de ficção. São eles: 

– Chorão: Só os Loucos Sabem, de Hugo Prata e Felipe Novaes: traz a trajetória do vocalista da banda Charlie Brown Junior;

– Feito Pipa, de Allan Deberton, produção cearense com Lázaro Ramos e Teca Pereira no elenco: conta a história de um jovem criado pela avó em conflito com o pai, que não concorda com o sonho dele de se tornar jogador de futebol; 

– Justino – Nos Bastidores do Reino, de José Eduardo Belmonte, representando o Distrito Federal: mostra como um jovem que se torna pastor encontra em uma poderosa igreja neopentecostal a chance de sair da pobreza;

– Leite em Pó, de Carlos Segundo, uma coprodução Minas, São Paulo e Rio Grande do Norte: fala sobre um músico obcecado por rock que vê sua vida desabar após uma perda familiar;

– Nosso Segredo, obra mineira da diretora e atriz Grace Passô: foca na fuga do luto em uma família que tenta reconstruir a rotina após uma perda recente;

– Pele de Rinoceronte, do Rio de Janeiro, dirigido por Marcello Ludwig Maia: encabeçado pela atriz Débora Falabella no papel de uma repórter de um jornal popular, que, ao lado de uma advogada criminalista, vê sua vida mudar após um homicídio que chocou o Brasil e marcou o início do debate sobre o feminicídio. 

Tanto os longas brasileiros quanto os documentários desta edição do festival tiveram curadoria das atrizes Ana Flavia Cavalcanti e Camila Morgado e do jornalista, professor e crítico de cinema Marcos Santuario.

Outras programações

Antecipando a abertura oficial do festival de Gramado, o Educavídeo exibe, nos dias 12 e 13 de agosto, seus mais recentes trabalhos e apresenta a 2ª Mostra de Nacional de Cinema Estudantil do Educavídeo, que reúne filmes produzidos por alunos do ensino médio e fundamental, além de incorporar em sua programação a Mostra de Filmes Universitários do Festival de Cinema de Gramado. 

A abertura do festival em 2026  será no dia 14 de agosto com a exibição do filme “Antártida”, de Bruno Safadi, que está fora da competição, como hors concours. 

Tradicional janela de exibição de filmes de realizadores do Rio Grande do Sul, o Prêmio Assembleia Legislativa, apelidado carinhosamente de “Gauchão”, terá 18 títulos concorrendo aos troféus e prêmios em dinheiro em 12 categorias. As exibições acontecerão nos dias 15 e 16 de agosto, sempre a partir de 13h, no Palácio dos Festivais.

Os demais conteúdos e homenagens desta edição serão divulgados em coletivas de imprensa no Rio de Janeiro, no próximo dia 13 de julho, e em São Paulo, no dia 16.

As atualizações da programação 2026, com outras mostras e homenageados, podem ser acessadas no site do festival.


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

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A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira,1º, e ganha uma homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a história da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.

Para marcar a data, o programa recupera a memória musical da emissora em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.

“Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da rádio junto com esse povo amazônico”, conta Nilson Chaves.

A edição também apresenta uma memória especialmente afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.

Maryellen recorda, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma em testemunho da presença da Nacional da Amazônia no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.

E, para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

Confira no player.


Fonte: EBC Cultura

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