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Festival em Londrina celebra a figura do palhaço

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A cidade de Londrina, na região nordeste do Paraná, recebe um divertido festival que celebra a figura do palhaço, principal atração do circo e símbolo do riso. É a 6ª edição do Encontro de Palhaçaria Rolé 2026, com espetáculos, oficinas e intercâmbios culturais. O evento vai até o próximo domingo (24).

No Brasil, essa tradicional arte foi consagrada por grandes nomes, como o Palhaço Carequinha, primeiro ator circense a fazer sucesso na televisão brasileira, e Benjamin de Oliveira, o primeiro palhaço negro brasileiro, que revolucionou o circo no país. 

O Encontro de Palhaçaria Rolé 2026 acontece em diferentes pontos de Londrina, como a Vila Trolé, na região oeste, a Concha Acústica, no Centro, e em escolas municipais dos distritos de São Luiz, Maravilha, Guaravera e Warta.

O produtor executivo do Festival, Gerson Bernardes, fala sobre a origem do evento.

“O Rolé surge da vontade, nós palhaços e palhaças aqui da cidade, surge da vontade de fazer um encontro, um grande momento de encontro entre artistas, a linguagem da palhaçaria, mas também um encontro com o público e uma linguagem tão popular que a palhaçaria, a comédia, o circo, claro, né?”

Entre os grupos de destaque presentes no encontro estão o Palhaço Gambiarra, de Pernambuco, o Palhaço Loro, de Curitiba, e a Cia. Os Palhaços de Rua, da própria cidade de Londrina.

Gerson Bernardes destaca a variedade de estilos e companhias presentes no evento.

“São dois da cidade de Londrina, dois do nosso estado do Paraná, vindo de Curitiba, e quatro espetáculos vindos de fora do estado. Um espetáculo vindo do interior de Pernambuco, com o Palhaço Gambiarra; um espetáculo vindo de Anápolis, Goiás, a Cia. Boca do Lixo; um espetáculo vindo de Macaé, no Rio de Janeiro, a Cia. Chirulico; um espetáculo vindo de São Paulo, capital, com As Rainhas do Radiador. O destaque que eu faço para a programação é que é uma programação bastante diversa, trazendo muitas formas de linguagem da palhaçaria”.

Além das apresentações, o evento conta com oficinas que ensinam técnicas de palhaçaria, improviso e criação coletiva. Outra atração são intercâmbios entre os artistas participantes e outras pessoas interessadas na linguagem da palhaçaria, para troca de ideias.

O produtor reforça ainda a conexão e a contribuição que um espetáculo de palhaços gera no público que assiste.

“A gente acredita muito nas linguagens artísticas como forma de aproximar pessoas e a linguagem da palhaçaria é uma linguagem muito potente para encurtar caminhos entre as pessoas. Ela se baseia na comédia, no bom humor, se baseia na verdade dessas pessoas que estão se apresentando. Se baseia nessa conexão humana. Quem assiste bons espetáculos de palhaçaria com certeza sai revigorado e sai de uma maneira mais conectada à nossa humanidade”.

A expectativa desta edição do Rolé é que o evento deve mobilizar cerca de três mil pessoas diretamente e 60 mil indiretamente, além de 80 participantes nas atividades formativas. Todas as atrações são gratuitas!

 


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

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A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira,1º, e ganha uma homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a história da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.

Para marcar a data, o programa recupera a memória musical da emissora em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.

“Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da rádio junto com esse povo amazônico”, conta Nilson Chaves.

A edição também apresenta uma memória especialmente afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.

Maryellen recorda, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma em testemunho da presença da Nacional da Amazônia no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.

E, para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

Confira no player.


Fonte: EBC Cultura

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