Cultura
Folia de Reis chega pela primeira vez ao Theatro Municipal do Rio
Cultura
Pela primeira vez na história, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro abriu as portas para a Folia de Reis, uma das mais importantes celebrações culturais, manifestada pela população fluminense a mais de um século. Nesta sexta-feira (30), mais de 200 agremiações compareceram ao Theatro Municipal, no 2º Encontro Estadual de Folia de Reis – promovido pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio.

Unindo a beleza das fantasias e dos diversos ritmos com a fé e as marcas culturais brasileiras, a celebração remonta à tradição católica do Dia de Reis, em que os Três Reis Magos teriam presenciado o nascimento de Jesus Cristo. A festa é celebrada em países europeus como Portugal e Espanha, desde a Idade Média. Ao desembarcar no Brasil, ganhou novo rosto seguindo as marcas regionais deixadas pelos grupos de Folias.
Cada grupo é contemplado por um edital do Governo Estadual que fornece incentivo financeiro avaliado em R$ 25 mil. Segundo a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, ao todo, foram investidos R$ 5 milhões.
A secretária de Cultura, Danielle Barros, comenta que o Encontro foi um momento histórico para o Estado.
“Estamos vivendo um momento histórico no estado do Rio de Janeiro. Hoje é dia de celebrar uma política pública que está de pé há mais de quatro anos e que valoriza as Folias de Reis da capital do estado do Rio de Janeiro, mas especialmente aquelas folias que se mantiveram firmes, mantendo a tradição viva do nosso interior do estado”.
Tão centenário quanto, o Theatro Municipal também ganhou destaque no evento.
“Hoje as folias são recebidas no templo da arte clássica, no Teatro Municipal, para uma grande festa, para um grande intercâmbio cultural, para um grande encontro onde que nós celebramos a música, a dança, os brincantes e a tradição”.
Ao longo dos últimos 4 anos, o Governo do Estado investiu cerca de R$ 13,4 milhões em benefício de 635 grupos de folias. Além disso, ampliou o valor dos incentivos concedidos – que passaram de R$ 15 mil para o valor atual.
No decorrer do evento, também foi anunciado o lançamento da 62ª edição do Festival do Folclore, um dos mais antigos eventos culturais do país, promovido pela Estância Turística de Olímpia – cidade no interior de São Paulo reconhecida como capital nacional do folclore. Realizado entre os dias 1º e 9 de agosto, o evento vai homenagear o Rio de Janeiro.
*Sob supervisão de Nádia Faggiani
Cultura
Documentário mostra vida atual de impactados pela extração de sal-gema
Você se lembra do afundamento do solo provocado pela extração de sal-gema em Maceió? O caso ainda está vivo na memória de muita gente, principalmente das cerca de 60 mil pessoas que tiveram que deixar suas casas em bairros que eram o coração cultural e histórico da cidade.

Esta semana, o Ministério Público Federal disponibilizou o documentário Além do Afundamento – A Memória Persiste, que mostra a mobilização de moradores e especialistas para garantir os direitos dos moradores impactados.
O filme retrata, por exemplo, a situação do grupo cultural Coco de Roda Reviver, que ensaiava na Praça Lucena Maranhão, no bairro Bebedouro, o segundo mais antigo de Maceió. Hoje, os integrantes foram realocados. A praça está vazia e a música deu lugar a um silêncio doloroso. A maioria se mudou para bairros distantes e até para cidades vizinhas.
O documentário destaca o depoimento de José Roberto Júnior, o Betinho, coordenador do grupo.
“A gente sente muita saudade. A gente hoje se sente solitário. Solitário porque quando a gente estava ensaiando na praça, era o Fafá Júnior, era a comunidade toda, as famílias, as crianças tudo brincando na Praça Lucena Maranhão. Então a gente era movido na cultura, todos os jovens eram envolvidos em todas as danças folclóricas do bairro.”
O grupo Coco de Roda Reviver conseguiu resistir. O mesmo não aconteceu com vários outros coletivos culturais, que foram obrigados a interromper suas atividades.
O documentário Além do Afundamento – A Memória Persiste, sobre a tragédia socioambiental em Maceió, tem 22 minutos e está disponível no canal do Ministério Público Federal no YouTube.
A produção também apresenta o plano de ações com mais de 40 medidas de compensação e a criação do Inventário Participativo do Patrimônio Imaterial, que mapeou saberes e expressões culturais em mais de 470 locais de memória coletiva.
Os moradores realizam neste sábado (7) uma caminhada pelas comunidades dos Flexais e Marques de Abrantes, áreas que perderam milhares de famílias por causa das ações da Braskem.
Segundo a empresa, todos os moradores, proprietários e comerciantes de 14,5 mil imóveis foram atendidos no Programa de Compensação Financeira. Até janeiro deste ano, foram feitas mais de 19 mil propostas, com índice de aceitação superior a 99%.
Assista ao documentário:
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