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Grupo de capoeira realiza evento para comemorar 25 anos em Salvador

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O Grupo de Capoeira Mangangá, de Salvador, começa nesta quarta-feira as comemorações pelos 25 anos de fundação.

Para festejar essa trajetória, a associação realizará, até o dia 23 de agosto, em Salvador e na região metropolitana, o ‘Encontro Cultural e Intercâmbio Internacional Mangangá’.

Praticantes e admiradores da capoeira do Brasil e de países como Itália, Moçambique, Estados Unidos, Argentina, Bélgica e Austrália participarão dos 12 dias de programação.

O evento contará com oficinas de musicalidade, dança afro, maculelê, samba de roda, percussão, rodas de capoeira, palestras e apresentações culturais.

As atividades acontecerão em Salvador, nos bairros Cassange, Castelo Branco, Jardim Nova Esperança, Pernambués, Sete de Abril e Pau Miúdo, onde fica a sede do Mangangá.

Também haverá programação em Simões Filho e no município de Tancredo Neves. Os locais e horários estão disponíveis no Instagram do grupo.

Uma novidade desta edição é o evento ‘Rasteira no Feminicídio’.

Considerando que cerca de 60% do público capoeirista é formado por mulheres, a iniciativa reunirá homens e mulheres em comunidades para debater e conscientizar sobre a violência doméstica.

No encerramento do encontro, no dia 23 de agosto, haverá uma grande cerimônia de troca de graduação, formatura e batizado no Teatro da Universidade do Estado da Bahia, no bairro do Cabula.

A Associação Sociocultural e de Capoeira Bloco Carnavalesco Afro Mangangá foi fundada em 2001, em Salvador, por nomes de referência da capoeira, como Mestre Tonho Matéria e Mestre Lobão.

Batizada em homenagem ao lendário capoeirista Besouro Mangangá, a entidade realiza ao longo do ano ações de arte, educação e de combate ao racismo na capital baiana e em cidades do entorno.


Fonte: EBC Cultura

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Mostra no Rio reúne obras de mulheres da região Norte

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A potência e a diversidade da arte contemporânea produzida por mulheres dos estados do Pará, Acre e Amazonas é o tema da exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.

A mostra reúne 80 obras, de 21 artistas, e ocupa todas as salas do segundo andar do espaço, depois de já ter passado por Belém, Fortaleza e Brasília.

A idealização do projeto é do Museu das Mulheres, primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres.

A diretora artística e curadora da mostra, Sissa Aneleh, fala sobre como surgiu a ideia da exposição.

“Eu encontrei as artistas amazônicas a partir da minha pesquisa de mestrado e doutorado em arte voltada para as mulheres e história da arte, reunindo 16 anos de investigação. Como historiadora da arte, considero a arte contemporânea amazônica feminina consolidada a ponto de já ser um capítulo da arte brasileira que deve ser reconhecido por sua contribuição ao Brasil”.

Na mostra, são apresentadas obras produzidas desde a década de 1970 até os dias de hoje, em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia e videoarte. Entre as artistas participantes estão Auá Mendes, Keila-Sankofa e Bárbara Savannah. A curadora fala sobre os temas abordados e explica a escolha das profissionais.

“As obras abordam artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica, indígena, afro-brasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, a arte do afeto que é muito presente na região, biografias e ancestralidades femininas. Todas essas temáticas se potencializam com a abordagem da história das mulheres que todas as artistas apresentam. Foi decisivo o conjunto da obra de cada artista e da sua permanência nas temáticas da cultura e do universo feminino amazônicos”.

O espaço expositivo conta ainda com um ambiente imersivo, que leva os visitantes para uma experiência interativa com uma parte da mostra, como explica Sissa Aneleh.

“Algumas obras da exposição podem ser visualizadas em sala espacial com óculos 3D e visão em 360 graus. Também exibimos um filme em realidade virtual do acervo do Museu das Mulheres. O espaço é imperdível”.

A questão da acessibilidade para diferentes públicos é outro elemento importante da exposição, com diversos recursos empregados e visitas guiadas, como destaca Sissa.

“As exposições do Museu das Mulheres têm por padrão a garantia da acessibilidade de todos os públicos. Na exposição Amazônicas temos obras táteis, áudio descrição de obras e intérprete de libras. O projeto conta com kit de acessibilidade para o público neurodivergente, além de contratação de profissionais PCD e neurodiversos”.

Outras atividades que fazem parte do projeto são a programação formativa e oficinas de economia criativa voltadas para mulheres, além da programação educativa para crianças e jovens.

A mostra tem entrada franca e segue até o dia 16 de novembro!


Fonte: EBC Cultura

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