Cultura

Manaus recebe exposição coletiva Amazônia Preta no Palacete Provincial

Publicado em

Cultura

A programação do mês da consciência negra em Manaus, no Amazonas, terá início neste sábado (1º) com a abertura da exposição coletiva “Amazônia Preta”, no Palacete Provincial, localizado no Centro Histórico da capital amazonense. 

O espaço vai abrigar dezenas de obras produzidas durante a residência artística Pretoberância, que reuniu artistas negros e negras amazônidas em um processo de criação coletiva e troca de saberes. Os trabalhos produzidos foram norteados por questões como resgate de memória, desconstrução de narrativas hegemônicas, celebração da ancestralidade, as perspectivas contemporâneas, mas tudo pela ótica da negritude.

A programação de abertura contará com o cortejo do Maracatu Pedra Encantada, que sairá da Praça Heliodoro Balbi conduzindo o público até o interior do Palacete.

Além da exposição, haverá também uma intervenção artística inédita na fachada do Palacete, intitulada “Gigantes da Memória”. Nas 17 janelas do prédio histórico, o público poderá contemplar ilustrações de personalidades negras amazônicas de diferentes áreas, como artes, educação, ciência e cultura.

A exposição Amazônia Preta segue até o dia 22 de novembro. 

O Palacete Provincial, fundado em 1874, abriga quatro museus de diferentes linguagens, entre eles o Museu da Imagem e do Som e a Pinacoteca do Amazonas. O acervo completo de todos  os espaços culturais do Palacete é estimado em cerca de 400 mil itens, segundo a Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

Publicados

em

A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira,1º, e ganha uma homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a história da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.

Para marcar a data, o programa recupera a memória musical da emissora em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.

“Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da rádio junto com esse povo amazônico”, conta Nilson Chaves.

A edição também apresenta uma memória especialmente afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.

Maryellen recorda, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma em testemunho da presença da Nacional da Amazônia no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.

E, para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

Confira no player.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA