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Morre o sambista Noca da Portela, aos 93 anos

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O samba perdeu um de seus baluartes. Noca da Portela morreu nesse domingo (17), aos 93 anos. O velório será nessa terça-feira (19), das oito horas da manhã às duas da tarde, na quadra da Portela, em Madureira, reduto do samba carioca.

Nascido Osvaldo Alves Pereira, em Leopoldina, Minas Gerais, começou a compor aos 15 anos. Já no Rio de Janeiro, participou da fundação da escola de samba Paraíso do Tuiuti.  De lá, foi para a Portela, sua escola de alma e coração, onde consolidou sua trajetória com sambas que atravessaram gerações e ajudaram a contar parte da história do Carnaval.

Um mestre imortal, aclamado por gerações, uma das figuras mais queridas no mundo do samba. É assim que amigos e fãs se referem a Noca da Portela.

Muito emocionado, o sambista Leandro Fregonesi falou sobre o amigo.

“O Noca é um cara de um repertório incrível. Assim, muito, muito, muito, muito além do que ele escreveu para as escolas de samba, pro Tuiuti, para a Portela. Ele é um cara fundamental. A minha preferida é: ‘Veja bem, o que você vai fazer, pense bem para depois não se arrepender.”

Júnior Nova Geração, intérprete oficial do Cacique de Ramos, também prestou homenagem a Noca da Portela.

“Um gigante do samba, um compositor de mão cheia, que deixou um legado absurdo, gigantesco, para todos nós sambistas, para todos nós da cultura. Obrigado por tudo, Noca. Salve Noca da Portela, salve Noca do Cacique, salve Noca do Brasil.”

A portelense Vilma Nascimento, o Cisne da Passarela, escreveu: “Descanse em paz, lá se vão 69 anos de amizade! Que Deus te receba de braços abertos e dê muita força aos que aqui ficarão. Muito obrigada por tudo que fez pela nossa escola.”

Em edição extra do Diário Oficial do município, a prefeitura do Rio decretou luto oficial de três dias pela morte de Noca da Portela, e o descreveu como uma das personalidades mais respeitadas do Carnaval carioca.

 


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

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A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira,1º, e ganha uma homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a história da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.

Para marcar a data, o programa recupera a memória musical da emissora em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.

“Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da rádio junto com esse povo amazônico”, conta Nilson Chaves.

A edição também apresenta uma memória especialmente afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.

Maryellen recorda, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma em testemunho da presença da Nacional da Amazônia no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.

E, para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

Confira no player.


Fonte: EBC Cultura

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