Cultura
Prefeitura do RJ desiste de museu na casa do filme “Ainda estou aqui”
Cultura
A Prefeitura do Rio de Janeiro desistiu de transformar em museu a casa que serviu de cenário para o filme “Ainda estou aqui”, vencedor de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025. A confirmação veio do prefeito Eduardo Paes.
A ideia do projeto, anunciado em março, era transformar o local na Casa do Cinema Brasileiro, um espaço dedicado à história e à sétima arte.

Segundo Paes, a desistência ocorreu devido ao alto preço do imóvel.
O casarão, localizado na Urca, Zona Sul do Rio de Janeiro, foi construído em 1938. Suas dependências foram o cenário principal das gravações do filme.
“Ainda Estou Aqui” retrata a história da família de Eunice Paiva, esposa do ex-deputado Rubens Paiva, que foi sequestrado e morto durante a ditadura militar brasileira. O filme é baseado na obra de mesmo nome do escritor e filho de Eunice Paiva, Marcelo Rubens Paiva.
Cultura
Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos
A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira,1º, e ganha uma homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a história da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.
Para marcar a data, o programa recupera a memória musical da emissora em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.
“Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da rádio junto com esse povo amazônico”, conta Nilson Chaves.
A edição também apresenta uma memória especialmente afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.
Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.
Maryellen recorda, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma em testemunho da presença da Nacional da Amazônia no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.
E, para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

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