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Sala principal do Teatro Castro Alves é reinaugurada em Salvador

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Esta quinta-feira é 2 de julho, dia da Independência do Brasil na Bahia. E para marcar a data, foi reinaugurado em Salvador a Sala Principal do Teatro Castro Alves. Essa é a terceira e última etapa de modernização do complexo, um dos principais da América Latina.

E esse projeto de modernização ganhou urgência após um incêndio atingir o telhado da sala de balé em janeiro de 2023. A reforma teve um investimento de R$ 260 milhões.

A obra do teatro, com seis décadas de história, inclui a modernização da Sala Principal, do jardim suspenso, além de melhorias de acústica e acessibilidade, atualização tecnológica e preservação do patrimônio histórico. 

Houve também melhorias das estruturas usadas pelos artistas residentes, como o Balé Teatro Castro Alves e a Orquestra Sinfônica da Bahia.

A cerimônia contou com a presença do presidente Lula e da ministra da Cultura, Margareth Menezes, que classificou o palco do Teatro Castro Alves “sagrado”.

“O Teatro Castro Alves foi o primeiro teatro que eu pisei na minha vida, mesmo antes de saber onde isso iria me levar ou me trazer. Então, pra mim, a honra é imensa poder estar aqui nesse momento e também ser só uma testemunha, uma criança, uma jovem de periferia e da força transformadora que existe quando a gente recebe o apoio, quando a oportunidade se abre pra nós”.

O processo de modernização do teatro começou em 2009, com a reforma da Concha Acústica e a entrega da Sala do Coro. Agora, o público baiano tem acesso novamente à Sala Principal reformada.

 


Fonte: EBC Cultura

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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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