Cultura
Série Ouro abre Carnaval de 2026 com inovação e grandes homenagens
Cultura
Com as baterias afinadas, o coração pulsando forte de ansiedade e muito samba no pé, as quinze escolas de samba da série Ouro, o antigo grupo de acesso para a elite do Carnaval, abrem os desfiles de 2026 na Marquês de Sapucaí. Os dias 13 e 14 de fevereiro prometem um espetáculo para encantar o público. Sempre a partir das 21 horas, as agremiações vão apresentar enredos que variam de homenagens a temas de resistência negra e ancestralidade.

A qualidade do som, que no Carnaval de 2025 foi motivo de muitas reclamações, tem aposta positiva em 2026. O presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), que representa a série Ouro, Hugo Júnior, está otimista com a nova tecnologia que será usada no Sambódromo.
Sem dúvidas, um momento muito importante vai ser a estreia desse novo sistema de som, mas já podemos contar no esquenta do Carnaval com essa tecnologia e foi super aprovada por todos os intérpretes que cantaram. O público que esteve presente ali na Cidade do Samba aprovou, então, sem dúvidas, vai ser um grande momento, é um marco no Carnaval, é a maior inovação de todos os tempos. E tenho certeza de que o público que estiver na Marquês de Sapucaí também vai aprovar e sentir essa modernidade chegando no maior palco, que é a Marquês de Sapucaí.
Além do som, o Hugo Júnior antecipa que o público vai ser surpreendido com outras inovações e que a expectativa é realizar o maior desfile de todos os tempos da série Ouro.
Temas das escolas
O espetáculo será aberto pela Unidos do Jacarezinho, de volta à Sapucaí, e, após 13 anos, a agremiação da zona norte carioca vai homenagear o cantor e compositor Xande de Pilares, um dos maiores nomes do samba e do pagode. Ele fez parte do grupo Revelação de 2000 a 2012, quando decidiu trilhar carreira solo. Com o enredo “O ar que se respira agora inspira novos tempos”, verso de um dos seus maiores sucessos, a Jacarezinho quer inspirar a comunidade a provar que existem milhares de poetas e cantores iguais a Xande de Pilares, que ganhou fama e levou o samba para o mundo.
A segunda escola vem da Baixada Fluminense. Inocentes de Belford Roxo apresenta o enredo Sonho de um tal pagode russo nos frevos do meu Pernambuco, centrado na cultura pernambucana. A Inocentes aposta na mistura de ritmos, como frevo e forró, com influências estrangeiras, especialmente russas. Na avenida, a ideia é celebrar a fusão cultural e a identidade, especialmente do Recife.
A União do Parque Acari vem em seguida, reafirmando seu compromisso com a valorização da brasilidade e da cultura popular. Ao trazer à luz o pioneiro grupo de teatro musical brasileiro, idealizado em 1949, o grupo revolucionou a cena teatral brasileira, ao introduzir práticas culturais musicais e narrativas populares na sua construção dramática, sempre através da visão e protagonismo de artistas negros.
Da zona norte para a zona oeste, vem na sequência a Unidos de Bangu, com uma homenagem à cantora Leci Brandão. O enredo Coisas que Mamãe me Ensinou fala do ícone da cultura popular brasileira, conhecida por sua atuação política, que elevou a voz por igualdade e justiça social. A promessa da agremiação é tocar o coração do público, mostrando a trajetória de uma mulher forte, símbolo de resistência, amor e consciência da luta do povo preto.
Outra representante da zona oeste carioca, a Unidos de Padre Miguel entra no Sambódromo para brigar pelo retorno ao grupo especial após o contestado rebaixamento no Carnaval de 2025. O enredo dá continuidade às narrativas femininas e brasileiras de carnavais anteriores. Cunha e Tê, o sopro sagrado da Jurema, celebra a figura de Clara Camarão, guerreira indígena potiguara que se destacou na resistência à invasão colonial holandesa no século XVII. A celebração à sua coragem e espiritualidade afro-indígena vai destacar elementos como a Jurema, planta sagrada, e a conexão com a ancestralidade e os seus encantados.
Sétima escola da primeira noite de desfiles da série Ouro, a União da Ilha do Governador, que tem como marca carnavais e Rio reverentes, revive na Marquês de Sapucaí a passagem do cometa Halley, com o enredo “Viva o Hoje, o Amanhã Fica para Depois”. Inspirada na passagem do cometa pela Terra, em 1986, a agremiação da zona norte do Rio aposta na alegria de viver o presente. Tudo isso sob a visão irreverente do povo carioca e a certeza de que a vida é passageira.
Encerrando a primeira noite de desfiles, a Acadêmicos de Vigário Geral, uma das grandes surpresas do último Carnaval, quer continuar sua ascensão. A escola da zona norte levará o enredo “Brasil Incógnito, o que seus olhos não veem, a minha imaginação reinventa”. A proposta é reimaginar o Brasil através de um lado desconhecido do país, usando o artifício da imaginação para reinterpretar aspectos da história com cultura e lendas.
No sábado, 14 de fevereiro, mais oito agremiações da série Ouro se apresentam na Marquês de Sapucaí. Na disputa, uma vaga no cobiçado grupo especial.
Cultura
Fortaleza comemora 300 anos com homenagem da Caixa Cultural
A capital cearense completa 300 anos com uma homenagem para lá de especial. A Caixa Cultural Fortaleza recebe, até o fim do ano, uma instalação interativa com imagens marcantes, que carregam afetos e memórias da cidade.

Ao todo, a instalação “Fortaleza Somos Nós” é composta por 11 aquarelas, que retratam uma cidade vibrante e em constante transformação, não apenas em sua faixa litorânea, mas também nos bairros centrais e nos mais distantes.
Por meio das pinturas apresentadas, o público é chamado a conhecer esses espaços, e dialogar com eles, deixando desejos e mensagens para o futuro.
O ilustrador paraense Laércio Cubas Junior, que mora em Fortaleza há quase 10 anos e adotou a cidade como sua segunda terra, é o responsável pelo projeto. Ele conta sobre a origem do seu interesse pela capital do Ceará e sobre a relação afetiva entre Fortaleza e Belém.
“Eu sou um paraense que desde criança frequenta Fortaleza e apaixonado por Fortaleza, como tanta gente do Brasil inteiro, do mundo inteiro, que adora Fortaleza. E desde 2018, eu mudei para cá. E Belém e Fortaleza são cidades irmãs, na verdade, em afetuosidade. Todo mundo adora um camarão, o cearense adora um carimbó, o paraense adora um forró”.
Conhecida por belas atrações naturais, como praias e dunas, Fortaleza também abriga uma rica cultura, arquitetura histórica, culinária típica e artesanato diversificado, que combina tradições como a indígena, africana e sertaneja.
Laércio reforça que o objetivo do projeto é mostrar um pouco desses diferentes ângulos da cidade, e reconhecer principalmente o morador da capital.
“Nosso trabalho também busca mostrar a beleza nos atos mais prosaicos do dia a dia, do cotidiano, da vivência das pessoas. Por se tratar dos 300 anos da cidade, entendemos que não era só uma data para celebrar o turismo, mas para celebrar justamente a identidade local de quem mora aqui”.
O artista destaca ainda a boa receptividade da instalação por parte de quem visita a Caixa Cultural.
“Tem sido fantástico, porque é um lugar belíssimo de circulação de pessoas, num dos cenários mais lindos de Fortaleza, especialmente no final da tarde, pôr do sol. E estou muito grato mesmo com a receptividade, com a repercussão”.
Além de reconhecida por seus atrativos turísticos, Fortaleza foi declarada Cidade Criativa do Design pela UNESCO, devido a seu planejamento urbano e à produção artística. Alguns destaques são as ciclovias, que se tornaram marca registrada do local.
A instalação “Fortaleza Somos Nós” segue até o fim do ano na Caixa Cultural, com entrada franca!
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