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Viva Maria celebra os 82 anos da cirandeira Lia de Itamaracá

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Nesta segunda-feira, dia 12, o programa Viva Maria entra na roda da ciranda para homenagear uma das maiores mestras da cultura popular brasileira: Lia de Itamaracá, que completa 82 anos de vida dedicados à música, à tradição e à resistência cultural.

Nascida na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, Maria Madalena Correia do Nascimento, a Lia, transformou o canto aprendido nas praias, nas festas e nas rodas populares em um patrimônio vivo do Brasil. Sua trajetória se confunde com a própria história da ciranda nordestina, reconhecida em 2021 como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan.

O programa traz momentos marcantes de sua carreira, músicas que atravessaram gerações e uma entrevista especial concedida ao Viva Maria, em que Lia fala sobre o significado desse reconhecimento e sobre a força da cultura que nasce do povo e permanece viva na memória coletiva.

Mais do que celebrar uma artista, esta edição do Viva Maria celebra uma mulher que fez da própria vida uma ciranda, reunindo tradição, ancestralidade e futuro em cada verso.


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

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A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira,1º, e ganha uma homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a história da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.

Para marcar a data, o programa recupera a memória musical da emissora em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.

“Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da rádio junto com esse povo amazônico”, conta Nilson Chaves.

A edição também apresenta uma memória especialmente afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.

Maryellen recorda, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma em testemunho da presença da Nacional da Amazônia no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.

E, para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

Confira no player.


Fonte: EBC Cultura

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