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Batalha judicial e suspeitas de cerceamento colocam em xeque a legitimidade da eleição do SISMA-MT

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O Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (SISMA/MT) realiza nos dias 7 e 8 de outubro a votação para eleger a diretoria para o próximo triênio 2026/2029.

Marcada para os dias 7 e 8 de outubro em ambiente virtual, a eleição do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (SISMA/MT) chega à reta final afundada em crise de credibilidade.

O pleito, que deveria ser um exercício de democracia da categoria, transformou-se em uma arena litigiosa marcada por intervenção judicial contra decisões da própria organização, suspeitas de parcialidade e denúncias de tratamento desigual entre as candidaturas concorrentes.

O ápice do desgaste institucional ocorreu quando a Comissão Eleitoral alijou a Chapa 01 (“Renovar para Fortalecer”) da disputa. A exclusão sumária precisou ser revertida pela 11ª Vara Cível de Cuiabá, cuja decisão apontou risco de “dano irreparável ao exercício democrático” ao constatar que a medida arbitrária sufocava o direito de campanha e a soberania da vontade dos filiados. A tutela devolveu a chapa às urnas, mas não estancou a crise.
Mesmo com a ordem judicial, novas manobras burocráticas passaram a assombrar a reta final da campanha. Notificações de última hora e cobranças documentais extemporâneas voltaram a visar exclusivamente a Chapa 01, gerando o questionamento inevitável: por que pendências nunca mencionadas na fase oficial de saneamento surgiram repentinamente, e por que os mesmos critérios draconianos não recaíram sobre as Chapas 02 e 03? A assimetria de exigências alimenta a tese de aparelhamento das regras para desgastar opositores.

A blindagem e a concentração de funções nos bastidores também provocam alarme institucional:
Cerceamento de críticas: Ao mesmo tempo em que luta contra entraves documentais, a chapa opositora passou a ser alvo de procedimentos disciplinares internos por tecer críticas públicas à própria condução do processo, confundindo liberdade de debate com transgressão regimental. Em contrapartida, representações contra as demais chapas seguem sem desfecho proporcional.
Conflito de papéis na assessoria jurídica: A atuação do corpo jurídico do pleito entrou na mira após a revelação de que pareceres contrários à oposição teriam sido confecionados antes mesmo do término dos prazos de saneamento.

Uma gravação em análise jurídica pode expor a participação de membros da gestão e da assessoria na fabricação de elementos probatórios, compondo um cenário em que quem investiga, quem produz provas e quem emite pareceres formais se confundem sob o mesmo teto.

A Comissão Eleitoral segue alegando estrita conformidade técnica com o regimento. Contudo, ao ingressar no período de votação sob a sombra de prazos eleitorais confiscados, rigor seletivo e dependência de mandados judiciais para garantir o direito elementar de concorrer, o SISMA/MT corre o risco iminente de entregar à base um resultado juridicamente vulnerável e politicamente questionável desde o primeiro voto.

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MT Dados mostra Pivetta com 50,6% dos votos válidos; Wellington tem 27,7%

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Pesquisa do instituto MT Dados, divulgada nesta sexta-feira (2), aponta o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) com 50,6% dos votos válidos na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Os números indicam que ele pode vencer a disputa já no 1º turno, que será realizado no próximo domingo (4).

No cálculo dos votos válidos, utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado da eleição, são excluídos os votos brancos e nulos. Nesse cenário, Wellington Fagundes (PL) aparece com 27,7%, enquanto Doutora Natasha (PSD) tem 16,9%.

Na sequência estão Sargento Laudicério (Agir), com 2,4%, e Maurício Coelho (Mobiliza) e Rafaell Milas (Missão), com 1,2% cada.

Apesar de Pivetta aparecer numericamente acima dos 50% dos votos válidos, a margem de erro de 3% não crava que a disputa será liquidada já neste domingo.

NÚMEROS GERAIS

Sem considerar os votos válidos, Otaviano Pivetta tem 42% das intenções de voto dos entrevistados. Wellington Fagundes aparece com 23%, Doutora Natasha, 14%, Sargento Laudicério, 2%, Maurício Coelho e Rafaell Milas, 1% cada.

Brancos e nulos somam 6%, enquanto 11% não sabem ou estão indecisos.

2º TURNO

Fora simulados três cenários de 2º turno pela pesquisa. No primeiro, Pivetta vence Wellington por 50% a 28%. Brancos e nulos somam 10%, enquanto 12% estão indecisos.

No 2º cenário, Pivetta aparece com 54% e Doutora Natasha com 21%. Brancos e nulos são 11%, enquanto 14% estão indecisos.

Por fim, no confronto entre Wellington e Natasha, o senador aparece com 40% contra 23% da médica. Outros 15% declararam voto branco ou nulo, enquanto 22% estão indecisos.

O MT Dados realizou 3.080 entrevistas entre os dias 25 e 30 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Ela foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MT – 07362/2026

 

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