Mato Grosso

Com mais de R$40 milhões de crédito liberado, linha de investimento para empresas é a mais procurada em 2025

Publicado em

Mato Grosso

A linha de crédito Desenvolve Empresarial da Desenvolve MT foi a mais procurada até agosto de 2025, registrando um crescimento de 32% em relação ao ano anterior. Até o momento, foram liberados mais de R$41 milhões em financiamentos, destinados à modernização de equipamentos até ampliação de estruturas, um volume 50% maior que no mesmo período de 2024.

Somando 292 operações, a linha respondeu por mais de 73% de todo o crédito concedido pela agência. Desse total, cerca de 81% beneficiam empresas de pequeno porte (EPP), que receberam mais de R$33 milhões. Já os Microempreendedores Individuais (MEI’s), Microempresas (ME’s) e Médias Empresas (MED’s) representam juntas 18% das operações. A linha é voltada para empresas de diferentes portes que desejam investir em compra de máquinas e equipamentos, reformas, ampliação de estruturas e implantação de novos projetos produtivos.

Esses valores representam a importância das ações da agência, que possibilitam a liberação de crédito também para empresas de pequeno porte, que apesar de terem um menor faturamento, quando comparadas com outras, possuem um peso na economia e relevância para geração de empregos e investimento.

A agência tem como objetivo garantir que empresários tenham condições de investir com planejamento, favorecendo tanto a geração de empregos quanto a movimentação da economia local.

“Mais do que liberar crédito, nosso papel é viabilizar projetos que transformam realidades, ampliam a competitividade das empresas e movimentam a economia local. A linha Desenvolve Empresarial tem cumprido exatamente esse papel, ser uma ferramenta de desenvolvimento que dá impulso para o crescimento do nosso Estado.”, destacou Mayran Beckman Benicio, diretora-presidente da agência.

Entre os beneficiados está Giuliano de Freitas, administrador da Conffraria da Carne em Nova Mutum (241 Km de Cuiabá). O empreendedor solicitou a linha de crédito Desenvolve Empresarial na modalidade Invest Mix, possibilitando a aquisição de máquinas, equipamentos, móveis, treinamento, itens essenciais para o crescimento do negócio.

Giuliano conta que o crédito foi fundamental para a inauguração da nova sede e, com apoio da Desenvolve MT, tirar esse projeto do papel foi possível.

“Com o apoio que recebemos da Desenvolve MT, empreender em Mato Grosso se tornou muito mais viável. É uma região em constante crescimento, e precisamos evoluir junto com ela.”, afirmou.

Linha Desenvolve Empresarial

A linha Desenvolve Empresarial oferece crédito para empresas que desejam investir em obras civis, máquinas e equipamentos, energia solar e projetos de modernização, ampliação ou implantação. São duas modalidades: Invest, com taxa de 1,25% ao mês, e Invest Mix, com taxa de 1,4% ao mês. Ambas permitem financiamentos de até R$1,5 milhão, prazo de até 120 meses para pagamento e carência de até 12 meses.

Há ainda um bônus de adimplência de 20%, que garante desconto na taxa de juros para quem mantém os pagamentos em dia. O crédito pode ser usado para capital de giro (até 30% na modalidade Invest Mix), compra de máquinas e equipamentos nacionais, obras civis e benfeitorias em imóveis.

Com supervisão de Livia Rabani

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

Publicados

em

O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA