Mato Grosso
“Fiz na vida pública tudo que a direita sempre defendeu”, diz Pivetta
Mato Grosso
*POSICIONAMENTO POLÍTICO*
Governador relatou priorizar a dignidade das famílias em MT e garantir o ciclo de prosperidade
O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), durante entrevista ao portal Repórter MT, afirmou que sua vida política sempre foi alinhada aos princípios de direita visando conceder dignidade às famílias mato-grossenses.
Questionado sobre qual ala da direita representa, Pivetta citou a gestão que realizou em Lucas do Rio Verde quando foi prefeito por três mandatos.
“Fiz na minha vida pública tudo que a direita sempre defendeu. Fiz educação de qualidade, civismo nas escolas, sempre fizemos a atenção básica de saúde funcionar com dignidade para todas as famílias. Fizemos a segurança pública em harmonia com polícia comunitária. Em Lucas, temos a guarda municipal que faz policiamento complementar e tem um dos menores índices de homicídio do Brasil. Fizemos esse modelo lá”, relatou.
O governador comentou sobre ser apoiado por mais de 133 prefeitos. Segundo ele, os gestores reconhecem e defendem o “ciclo de prosperidade” instaurado em Mato Grosso nos últimos anos.
Pivetta, inclusive, destacou que pretende aperfeiçoar mais os serviços públicos e aproximar os mato-grossenses da gestão estadual.
“O que proponho para o Estado de Mato Grosso é isso: aperfeiçoar serviços e o estado se aproximar cada vez mais dos cidadãos através dos municípios. Os prefeitos sabem disso, porque viveram esse ciclo de prosperidade conosco. A cada ano, quero aumentar ainda mais o repasse dos recursos para que os municípios tenham mais autonomia e os serviços cheguem mais rápido aos cidadãos”, completou.
Mato Grosso
Dr. João relembra luta para manter portas da Santa Casa abertas e origem de expressão ‘de chapa e cruz’
Primeiro-secretário da ALMT esteve à frente das discussões sobre o futuro da unidade e defendeu a continuidade dos atendimentos, principalmente em oncologia e nefrologia
A luta para impedir o fechamento da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá marcou uma das principais atuações recentes do deputado estadual, primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e candidato à reeleição Dr. João (MDB) na área da saúde. O parlamentar participou diretamente das articulações para preservar os atendimentos e evitar que pacientes fossem prejudicados durante a discussão sobre o futuro da unidade.
Em maio de 2025, Dr. João liderou audiência pública na Assembleia para debater a situação do hospital. À época, uma das principais preocupações era garantir atendimento aos pacientes da oncologia, radioterapia, quimioterapia e nefrologia antes de qualquer mudança na estrutura. O deputado também defendeu a criação de um grupo de trabalho para acompanhar a transição e buscar alternativas para a unidade.
“Quando começou essa discussão, nossa preocupação era com as pessoas. Não dava para simplesmente fechar uma porta onde centenas de pacientes faziam tratamento e dizer que depois encontraríamos uma solução. Era preciso garantir continuidade, principalmente para quem enfrentava câncer, hemodiálise e outros tratamentos de alta complexidade”, afirmou Dr. João.
Meses depois, em agosto de 2025, após conversa com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o ex-governador Mauro Mendes (União), Dr. João anunciou publicamente que a Santa Casa não fecharia.
A solução definitiva avançou em 2026. O Governo do Estado adquiriu o prédio por R$ 30 milhões, após acordo com os credores e validação da Justiça do Trabalho. A compra, concluída em junho, garantiu a continuidade dos atendimentos e abriu caminho para ampliação dos serviços especializados.
“Hoje vemos que valeu a pena insistir. A Santa Casa permaneceu aberta, o Estado assumiu definitivamente a estrutura e os serviços essenciais foram preservados. Essa sempre foi nossa defesa: não deixar Cuiabá perder um hospital com tanta história e importância para a saúde pública”, destacou.
Santa Casa e o ‘de chapa e cruz’
Durante as discussões, Dr. João também relembrou a ligação histórica da Santa Casa com a identidade de Cuiabá e com a conhecida expressão “de chapa e cruz”.
“A expressão cuiabana ‘de chapa e cruz’ é diferente do que muitos pensam. Na verdade, ela é feita para pessoas que nasceram na Santa Casa de Cuiabá. Quando as crianças nasciam, era colocada uma placa metálica, dai vem o de chapa. Quem nascia na Santa Casa, tinha na placa também uma cruz, já que a unidade era cuidada por freiras”, explicou Dr. João.
Para Dr. João, a história reforça que a unidade ultrapassa sua função hospitalar.
“A Santa Casa faz parte da memória de Cuiabá. Muitas famílias têm alguma história ligada àquele hospital. Quando falamos em preservar a Santa Casa, estamos falando de saúde, mas também de uma parte importante da história da nossa Capital”, afirmou.
A Santa Casa havia enfrentado grave crise financeira e fechou como instituição filantrópica em 2019. O Governo do Estado requisitou o prédio naquele mesmo ano e manteve os atendimentos como Hospital Estadual Santa Casa até concluir a aquisição definitiva em 2026.
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