Mato Grosso

Governo de MT entrega chaves da casa própria para 200 famílias e anuncia investimentos

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Mato Grosso

O Governo de Mato Grosso entregou, em Campos de Júlio, na manhã deste sábado (18.10), as chaves da casa própria para 200 famílias e também anunciou investimentos de mais de R$ 25 milhões para novas obras no município. O governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virginia Mendes fizeram as entregas e anúncios.

Para o prefeito de Campos de Júlio, Irineu Marcos Parmeggiani, os investimentos do Estado têm feito a diferença na vida do município.

“Todos os dias recebemos ações e investimentos do Estado. Somos muito gratos por esse olhar. Isso mostra que o Governo de Mato Grosso está presente e tem olhado para os 142 municípios. Isso é fazer gestão e ser grande, de não só pensar nos próprios pés, mas sim nos pés da população”, disse.

Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Entre outras ações citadas pelo prefeito, estão investimentos na educação, entrega de cobertores, cestas básicas e filtros de barro, pela assistência social, além da construção de uma unidade da Polícia Militar no município.

O governador Mauro Mendes afirmou que a parceria só é possível porque a gestão tem aplicado corretamente os recursos públicos.

“Estamos completando sete anos de gestão e já começo a olhar para o final do nosso mandato com muita alegria e satisfação. Vejo que o Governo de Mato Grosso conseguiu melhorar muitas coisas neste Estado, que cobra impostos, recolhe esse dinheiro e aplica corretamente de volta para a população. É isso que tem gerado prosperidade em Mato Grosso. Poderia ficar aqui muito tempo falando sobre essas realizações, muitas delas vocês conhecem, então todo mundo sabe que aquilo que nós falamos é absolutamente verdade, e essa verdade é reconhecida por grande parte da nossa população”, afirmou.

Vistorias

A agenda do governador Mauro Mendes e da primeira-dama Virginia Mendes em Campos de Júlio começou com a vistoria às obras de asfalto novo da estrada vicinal conhecida como Linha Cabaçu. São 42 quilômetros que serão asfaltados em um investimento superior a R$ 55 milhões, resultado da parceria entre o Governo e a Prefeitura.

Mauro e Virginia Mendes também vistoriaram as obras de reforma e ampliação da Escola Estadual Angelina Franciscon Mazutti, com um investimento de R$ 2,7 milhões em mais um convênio entre Estado e Prefeitura. Lá, eles foram recebidos por alunos e professores, conhecendo projetos e a estrutura da unidade escolar, que funciona no modelo cívico-militar.

Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Entrega de casas

Neste sábado, o Governo de Mato Grosso, em parceria com o Governo Federal e a Prefeitura de Campos de Júlio, também realizou a entrega das chaves da casa própria para 200 famílias pelo programa SER Família Habitação, na modalidade Entrada Facilitada. As unidades fazem parte do Residencial São Sebastião, localizado no bairro Vila Nova. Ao todo, o Estado aportou R$ 3,09 milhões no empreendimento.

Antes da solenidade de entrega das chaves, o governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virginia Mendes visitaram o residencial onde foram construídas as casas e conheceram duas famílias beneficiadas.

Idealizado pela primeira-dama, Virginia Mendes, o programa SER Família Habitação, na modalidade Entrada Facilitada, concede até R$ 35 mil para serem aplicados na entrada de imóveis, permitindo que mais famílias realizem o sonho da casa própria. O valor pode ser somado aos benefícios do programa federal de habitação Minha Casa, Minha Vida, e o terreno doado pelo município também é abatido do valor total do imóvel, tornando a aquisição ainda mais acessível.

Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O presidente da MT Participações e Projetos (MTPar), Wener Santos, destacou que o Estado já viabilizou a construção de mais de 30 mil unidades habitacionais pelo SER Família Habitação.

“Esse programa começou com um sonho e, desde o primeiro momento, o governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virginia Mendes cobraram muito para que o Governo construísse casas e permitisse que as pessoas pudessem sair do aluguel. Estruturamos o SER Família Habitação e, em parceria com o Governo Federal e os municípios, temos conseguido atender as famílias que ganham até R$ 12 mil. E a nossa meta é atender 40 mil famílias em todo Mato Grosso até 2026”, disse.

Representando o Governo Federal, o assessor especial da Presidência da República, Valtenir Pereira, destacou o esforço conjunto entre os três níveis do Poder Executivo (federal, estadual e municipal) para a entrega das casas. “Celebramos muito mais do que a entrega de casas: celebramos dignidade, segurança e esperança. Este momento representa o compromisso dos governos que, por meio do Minha Casa, Minha Vida e do SER Família Habitação, constroem não apenas paredes, mas histórias; devolvem sonhos e abrem portas para o futuro. Isso mostra que, quando o diálogo prevalece e o propósito é o mesmo, os resultados acontecem para melhorar a vida das pessoas”, afirmou.

Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O deputado estadual Valmir Moretto ressaltou que o SER Família Habitação tem devolvido o sonho às famílias. “É muito bom ver essas famílias felizes e realizadas. Sei que muitos sonhavam e, às vezes, nem acreditavam que pudessem ter a casa própria. Mas podem acreditar e confiar que o Governo e a Assembleia Legislativa vão trabalhar sério para mais entregas como essas”, disse.

Mais investimentos

Antes da entrega das casas, o governador Mauro Mendes assinou ainda a autorização para novos convênios com a Prefeitura de Campos de Júlio, que permitirão o asfaltamento de 12 km da MT-388, com previsão de R$ 19,2 milhões em recursos do Estado, além da construção de um ginásio poliesportivo no município. Este último deve receber investimento de cerca de R$ 6 milhões dos cofres do Estado.

Também acompanharam a agenda os secretários Klebson Gomes (Assistência Social e Cidadania) e Vitor Hugo Bruzulato (Justiça) e o comandante-geral da PM, coronel Fernando Tinoco.

Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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