Mato Grosso
Janaina aponta tendência de aliança com Wellington, mas diz que não há acordo fechado
Mato Grosso
A presidente estadual do MDB em Mato Grosso, a deputada estadual Janaina Riva, afirmou que existe uma tendência de composição política com o senador Wellington Fagundes, do PL, para a eleição deste ano, mas ressaltou que não há acordo fechado entre as partes.
“Hoje, temos um bom alinhamento político, mas isso não quer dizer que seja definitivo que vamos caminhar juntos, mas que existe uma tendência de estarmos juntos. Agora, convicção e acordo fechado sobre isso não existe”, disse Janaina durante entrevista ao programa Roda de Entrevista, da TV Cultura Cuiabá.
Wellington Fagundes já defendeu publicamente a construção de um arco amplo de alianças e admitiu a possibilidade de o MDB integrar a composição majoritária, embora não tenha confirmado a existência de negociações formais. Em outras ocasiões, o senador citou exemplos de alianças entre as siglas em outros estados do país.
A eventual aproximação, no entanto, enfrenta resistência de lideranças bolsonaristas. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, já declarou que pode retirar apoio à candidatura do senador caso haja aliança com o MDB, por considerar o partido de esquerda.
Ao comentar o tema, Janaina afirmou que a possível composição política não tem relação com o fato de Wellington ser seu sogro e negou que decisões sejam tomadas em âmbito familiar. “Obviamente a gente conversa sobre política em casa, mas é fora da realidade quando as pessoas pensam que a gente fecha algum tipo de compromisso ou acordo entre duas pessoas, porque esse não é um projeto de família, é um projeto para Mato Grosso”, afirmou..
Cuiabá
Governador declara facções criminosas como organizações terroristas
O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.
Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.
“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.
Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.
O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.
O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.
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