Mato Grosso
Mauro descarta liderar montagem de chapa do União à AL
Mato Grosso
Presidente do União Brasil no Estado, o governador Mauro Mendes afirmou que não está participando da montagem da chapa do partido à Assembleia Legislativa. O não envolvimento dele nas articulações tem sido alvo de críticas dos deputados, já que a janela partidária se encerra em 3 de abril.
Com quatro deputados estaduais em exercício, a chapa do União à Assembleia é tida como uma das mais competitivas no pleito deste ano, o que afugenta pré-candidatos. Postulantes ao cargo temem sofrer algo semelhante ao que ocorreu com Gilberto Figueiredo em 2022, quando não figurou entre os eleitos, mesmo tendo sido o 14º mais votado no Estado.
Segundo o governador, já foi definido que cabe aos quatro deputados a montagem da chapa proporcional e ele não pretende se envolver. “Eu pedi aos deputados do partido que eles construíssem a chapa e se pedissem minha ajuda, eu estava disposto a ajudar”, disse.
Mesmo com a proximidade do prazo para deixar o cargo, caso queira disputar o Senado da República em outubro, Mauro declarou que a construção política ainda não está em seu radar. “Como governador, não tenho tempo e não é minha prioridade ficar construindo chapa. Minha prioridade é administrar o governo de Mato Grosso para produzir resultado para a população, melhorar a vida das pessoas até o último dia do meu mandato”, disparou.
Atualmente, o União Brasil conta com os deputados Eduardo Botelho, Dilmar dal Bosco, Sebastião Rezende e Júlio Campos. Os dois primeiros suplentes da sigla – Gilberto Figueiredo e Xuxu Dalmolin – devem disputar uma cadeira na Assembleia pelo PRD e PL, respectivamente.
Mato Grosso
Faissal articula bloco de até 12 deputados para apoiar reeleição de Max Russi e disputar primeira-secretaria
O deputado estadual Faissal Calil (PL) articula a formação de um bloco de até 12 parlamentares para apoiar a reeleição de Max Russi (Podemos) à presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Em contrapartida, o grupo pretende conquistar a primeira-secretaria da Casa, um dos principais cargos da Mesa Diretora.
A eleição está prevista para ocorrer após a posse dos deputados eleitos, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A primeira-secretaria é considerada uma das funções mais importantes da estrutura administrativa do Legislativo, com atribuições relacionadas ao orçamento da Assembleia.
Negociação envolve diferentes partidos
A articulação reúne parlamentares do PL, Republicanos e União Brasil. Em entrevista à Rádio Cultura nesta terça-feira (20), Faissal afirmou que pretende reunir os deputados interessados e, posteriormente, apresentar a Max Russi uma proposta conjunta de apoio à permanência do parlamentar na presidência.
“A nossa questão é a primeira-secretaria. E nós vamos fazer um grupo e vamos chamar o Max. Aqui estão os votos que você precisa para ser presidente, e nós queremos a primeira-secretaria”, afirmou o deputado
Além de Faissal, demonstraram interesse em disputar a primeira-secretaria os deputados Diego Guimarães (Republicanos), Dilmar Dal Bosco (União Brasil) e Chico Guarnieri (PSDB). Segundo Faissal, a intenção é construir uma candidatura de consenso entre os integrantes do bloco.
O parlamentar também afirmou que já iniciou conversas com os outros três deputados eleitos pelo PL: Gilberto Cattani, Samanatha Iris e Alcino Barcelos. O deputado Dr. Eugênio de Paiva (Republicanos) também teria manifestado apoio à articulação, embora não pretenda disputar o cargo.
PL reivindica maior espaço na Mesa Diretora
Faissal defende que o PL tenha prioridade na escolha do primeiro-secretário devido ao crescimento da bancada nas eleições deste ano. O partido passou de dois para quatro deputados estaduais eleitos e deverá formar a segunda maior bancada da próxima legislatura, atrás apenas do Podemos, que elegeu seis parlamentares.
Para o deputado, o resultado eleitoral justifica uma participação mais expressiva da sigla nos espaços de decisão da Assembleia.
“O PL tem que ser protagonista em todas as esferas de poder, inclusive na Assembleia Legislativa. A gente tem a segunda maior bancada da Assembleia, nada mais justo de termos a primeira-secretaria”, declarou.
Faissal também destacou que o PL ainda não ocupou a presidência nem a primeira-secretaria da Assembleia e avaliou que o momento é favorável para o partido conquistar uma das principais posições da Mesa Diretora.
Faissal foi reeleito com mais de 41 mil votos
Em seu terceiro mandato, Faissal afirmou ser o mais experiente entre os quatro deputados eleitos pelo PL e disse estar preparado para assumir a primeira-secretaria.
O parlamentar foi reeleito com 41.039 votos, o equivalente a 2,13% dos votos válidos, segundo os dados mencionados na reportagem.
As negociações devem avançar nos próximos meses, com a expectativa de consolidar o bloco e definir a composição que será apresentada para a eleição da nova Mesa Diretora.
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