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MT arrecada R$ 42,6 bilhões em 2025; indicador aponta baixo endividamento e boa reserva

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O Governo de Mato Grosso entregou, nesta quarta-feira (18), o relatório de prestação de contas do Poder Executivo referente ao exercício de 2025, destacando que o Estado completou seis anos consecutivos com a nota máxima na avaliação de capacidade de pagamento do Tesouro Nacional.

“A entrega das contas é um ato de respeito ao Tribunal de Contas. É nosso dever constitucional entregar, anualmente, o relatório para apreciação e que vai mostrar que, neste período de 7 anos completos, o governo mostrou uma trajetória consistente no gasto com o dinheiro público. A saúde financeira é boa, e o Estado vem mantendo uma performance muito adequada de investimentos e de melhorias para o cidadão, fazendo com que o dinheiro público corretamente arrecadado e aplicado possa criar um ambiente melhor de se viver no Estado de Mato Grosso”, afirmou o governador Mauro Mendes.

A chamada nota triplo A (AAA) se refere à avaliação da capacidade de pagamento (CAPAG) feita pela Secretaria do Tesouro Nacional. Além de Mato Grosso, apenas o Estado de Santa Catarina possui essa avaliação.

Esse indicador aponta que o Estado tem baixo endividamento, uma boa reserva de dinheiro em caixa (liquidez) e capacidade de honrar compromissos. A avaliação atesta que o Governo de Mato Grosso é um bom pagador, com alta confiança para obter empréstimos e pagar seus credores.

Segundo o relatório elaborado pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), o Estado investiu mais de R$ 6,1 bilhões em 2025, o que representa 16,40% da sua Receita Corrente Líquida (calculada em R$ 37,257 bilhões) em obras e ações para o Estado. Não estão incluídos nesses recursos os repasses obrigatórios, ou seja, todos esses investimentos foram voluntários.

“Esses recursos são revertidos diretamente para a população na forma de hospitais, estradas, escolas e muitos outros investimentos. É uma revolução que o governo promove porque é, com contas públicas saneadas, que a população terá acesso a serviços públicos de qualidade. As contas de 2025 mostram isso”, destacou o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo.

No total, o Estado de Mato Grosso arrecadou, em 2025, um montante de R$ 42,696 bilhões. Todas as despesas e gastos do Poder Executivo, incluindo os investimentos, somaram R$ 42,608 bilhões. O superávit do governo, ao final de 2025, foi de R$ 87,7 milhões.

O relatório também aponta que o Estado cumpriu as metas constitucionais de aplicações mínimas de recursos (obrigatórios) na Saúde e na Educação. Na Saúde, foram mais de R$ 4,6 bilhões em ações e serviços, representando 16,54% da receita. O mínimo estipulado pela Constituição Federal é de 12%.

Já na Educação, foram investidos mais de R$ 7,2 bilhões, e o percentual de aplicação atingiu 25,92% da receita, o que supera o mínimo constitucional de 25%.

“O Estado avançou muito nos últimos anos. Pelos números que já foram adiantados, a situação das contas é melhor do que 2024. Vejo então um Estado equilibrado, que está crescendo na sua estrutura e realizando altos investimentos. Certamente, esses serão os resultados das análises das contas de 2025”, ressaltou o presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo.

O conselheiro José Carlos Novelli apontou que o TCE vai ter um prazo de 60 dias úteis para avaliar as contas do governo.

“Pela retrospectiva dos últimos pareceres, o Estado tem apresentado uma performance muito boa em relação às suas contas. A saúde financeira do Estado tem sido um marco. O governo vem demonstrando que tem feito um programa de infraestrutura magnífico e atendendo à expectativa da sociedade de trazer mais investimentos para toda a população. O parecer do Tribunal de Contas deve demonstrar isso”, avaliou.

Participaram da entrega das contas os secretários estaduais Basílio Bezerra (Planejamento e Gestão) e Paulo Farias (Controladoria Geral do Estado).

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Faissal articula bloco de até 12 deputados para apoiar reeleição de Max Russi e disputar primeira-secretaria

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O deputado estadual Faissal Calil (PL) articula a formação de um bloco de até 12 parlamentares para apoiar a reeleição de Max Russi (Podemos) à presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Em contrapartida, o grupo pretende conquistar a primeira-secretaria da Casa, um dos principais cargos da Mesa Diretora.

A eleição está prevista para ocorrer após a posse dos deputados eleitos, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A primeira-secretaria é considerada uma das funções mais importantes da estrutura administrativa do Legislativo, com atribuições relacionadas ao orçamento da Assembleia.

Negociação envolve diferentes partidos

A articulação reúne parlamentares do PL, Republicanos e União Brasil. Em entrevista à Rádio Cultura nesta terça-feira (20), Faissal afirmou que pretende reunir os deputados interessados e, posteriormente, apresentar a Max Russi uma proposta conjunta de apoio à permanência do parlamentar na presidência.

“A nossa questão é a primeira-secretaria. E nós vamos fazer um grupo e vamos chamar o Max. Aqui estão os votos que você precisa para ser presidente, e nós queremos a primeira-secretaria”, afirmou o deputado

Além de Faissal, demonstraram interesse em disputar a primeira-secretaria os deputados Diego Guimarães (Republicanos), Dilmar Dal Bosco (União Brasil) e Chico Guarnieri (PSDB). Segundo Faissal, a intenção é construir uma candidatura de consenso entre os integrantes do bloco.

O parlamentar também afirmou que já iniciou conversas com os outros três deputados eleitos pelo PL: Gilberto Cattani, Samanatha Iris e Alcino Barcelos. O deputado Dr. Eugênio de Paiva (Republicanos) também teria manifestado apoio à articulação, embora não pretenda disputar o cargo.

PL reivindica maior espaço na Mesa Diretora

Faissal defende que o PL tenha prioridade na escolha do primeiro-secretário devido ao crescimento da bancada nas eleições deste ano. O partido passou de dois para quatro deputados estaduais eleitos e deverá formar a segunda maior bancada da próxima legislatura, atrás apenas do Podemos, que elegeu seis parlamentares.

Para o deputado, o resultado eleitoral justifica uma participação mais expressiva da sigla nos espaços de decisão da Assembleia.

“O PL tem que ser protagonista em todas as esferas de poder, inclusive na Assembleia Legislativa. A gente tem a segunda maior bancada da Assembleia, nada mais justo de termos a primeira-secretaria”, declarou.

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Faissal também destacou que o PL ainda não ocupou a presidência nem a primeira-secretaria da Assembleia e avaliou que o momento é favorável para o partido conquistar uma das principais posições da Mesa Diretora.

Faissal foi reeleito com mais de 41 mil votos

Em seu terceiro mandato, Faissal afirmou ser o mais experiente entre os quatro deputados eleitos pelo PL e disse estar preparado para assumir a primeira-secretaria.

O parlamentar foi reeleito com 41.039 votos, o equivalente a 2,13% dos votos válidos, segundo os dados mencionados na reportagem.

As negociações devem avançar nos próximos meses, com a expectativa de consolidar o bloco e definir a composição que será apresentada para a eleição da nova Mesa Diretora.

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