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No TJ, OAB-MT requer celeridade na instalação de nova vara em Campo Novo e designação de magistrado para Barra do Garças

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imgRepresentando a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso, Gisela Cardoso, o vice-presidente da OAB-MT, Giovane Santin, participou, nesta terça-feira (19), de reunião no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em Cuiabá, ao lado representantes da Seccional e das subseções de Barra do Garças e Campo Novo do Parecis.

 

A agenda institucional reuniu o presidente da 2ª Subseção de Barra do Garças, Leonardo da Mata, e a presidente da 24ª Subseção de Campo Novo do Parecis, Cristiane Biava, em audiência com o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira.

 

Na pauta, o requerimento de celeridade na implantação de uma nova vara com competência para questões criminais na Comarca de Campo Novo do Parecis e na designação de magistrado para atuação na 3ª Vara de Família de Barra do Garças.

 

imgApós a reunião, Giovane Santin destacou que as demandas levadas pela OAB-MT e pelas Subseções têm impacto direto na qualidade da prestação jurisdicional e no atendimento à população mato-grossense.

 

“São pautas fundamentais para assegurar garantias constitucionais, o direito de defesa e melhores condições de atendimento ao cidadão. A OAB-MT segue atuando de forma firme ao lado das Subseções, defendendo avanços estruturais que fortaleçam o acesso à Justiça em todas as regiões do Estado”, ressaltou Santin.

 

Para Cristiane Biava, o encontro representou um importante avanço para a advocacia do interior. “Foi uma reunião muito importante, com representantes dos Poderes e a OAB-MT sempre ao nosso lado, acompanhando as demandas e destacando a importância da advocacia do interior. Avalio que foi uma reunião muito produtiva e acredito que vamos avançar”.

 

Leonardo da Mata ressaltou a urgência da demanda relacionada à Vara de Família em Barra do Garças. “Sabemos que é uma vara muito sensível, que necessita de um juiz permanente, atento às demandas da população. Por essa razão, voltamos ao Tribunal pedindo celeridade e tivemos uma boa notícia. O desembargador Zuquim nos garantiu que, nesta semana ou, mais tardar, na próxima, teremos uma resposta quanto a isso”.

 

Também participaram da reunião o diretor-tesoureiro da OAB-MT, Max Ferreira Mendes, o procurador-geral da Seccional, Helmut Daltro, e o conselheiro federal Douglas Ibarra.

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Keka Werneck

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Fotos: Victor Real

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Entre a advocacia e a docência: o compromisso de formar quem defenderá o amanhã

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imgSer advogado e professor é viver duas vocações que se encontram na defesa de um mesmo ideal: a dignidade humana. Na advocacia, enfrentamos diariamente os conflitos, as injustiças e as contradições de um sistema de justiça que nem sempre assegura os direitos garantidos constitucionalmente. 

 

Na docência, temos a oportunidade de transformar essas experiências em conhecimento, reflexão e consciência crítica. São missões distintas, mas profundamente complementares. Enquanto a advocacia nos coloca diante das dores e das esperanças de quem procura justiça, a docência nos oferece a extraordinária responsabilidade de preparar aqueles que – no futuro – estarão diante dessas mesmas realidades.

 

Ser professor da graduação em Ciências Jurídicas e Sociais, entretanto, não pode significar apenas transmitir leis, explicar teorias ou reproduzir entendimentos jurisprudenciais. A verdadeira formação jurídica também exige a capacidade de pensar criticamente, questionar o exercício do poder e compreender que, por trás de cada processo, existe uma história humana. 

 

O professor que também exerce a advocacia conhece a distância que muitas vezes separa a norma jurídica da realidade. Por isso, tem o dever de demonstrar aos seus alunos que o Direito não se resume àquilo que está escrito nos códigos, mas se realiza, sobretudo, na coragem de defender aquilo que é justo, mesmo quando essa defesa é complexa, impopular ou minoritária.

 

É gratificante imaginar que, em algum tribunal, em alguma comarca distante ou diante de uma injustiça aparentemente insuperável, algum aluno possa encontrar – em razão dos ensinamentos de sala de aula – a coragem necessária para não se calar diante do arbítrio. 

 

É por isso que somos, ao mesmo tempo, herdeiros daqueles que nos ensinaram e responsáveis por aqueles que nos sucederão. Eis a nobre a missão do advogado que também é professor: além de defender direitos no presente, contribui para formar as consciências que os protegerão no futuro. 

 

Neste Dia dos Professores, minha homenagem é dirigida especialmente àqueles que dividem suas vidas entre os tribunais

e as salas de aula, entre os processos e os livros, entre a responsabilidade de advogar e a esperança de ensinar. 

 

Um dia, nossas vozes deixarão de ecoar nas tribunas, nossos passos já não percorrerão os corredores dos fóruns e nossas aulas chegarão ao fim, mas se tivermos cumprido verdadeiramente nossa missão, uma parte de nós permanecerá viva na consciência de cada aluno que ajudamos a formar. 

 

A grandeza de um advogado também pode ser medida pelas causas que defendeu, mas a grandeza de um professor se revela nas causas que continuarão sendo defendidas graças àquilo que ensinou. Não consigo imaginar legado mais bonito e emocionante que esse.

 

* Giovane Santin é advogado, vice-presidente da OAB/MT e professor da Faculdade de Direito da UFMT.

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