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OAB-MT lança pós em Direito Cível e se reúne com a advocacia em Alta Floresta, Nova Monte Verde e Paranaíta
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Em dois dias de agenda intensa, 23 e 24 de junho, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) participou na 8ª Subseção de Alta Floresta de agendas que reforçam o compromisso da atual gestão com a interiorização, a valorização da advocacia e a qualificação profissional.

A programação na região do extremo Norte do Estado contou com a presença do vice-presidente da OAB-MT, Giovane Santin, e do Coordenador de Interiorização da Seccional, Eduardo Marques Chagas.
As atividades envolveram solenidade de entrega de carteiras, lançamento da primeira pós-graduação da OAB-MT por meio da ESA-MT e visitas institucionais através projeto OAB Presente.
Na terça-feira (23), Santin e Chagas participaram da cerimônia de entrega de carteiras profissionais realizada na sede da 8ª Subseção, conduzida pelo presidente Jean Carlo Stavarengo. Na ocasião, quatro novos colegas receberam o documento que habilita ao exercício da advocacia.
Logo após a solenidade, foi lançada oficialmente a primeira pós-graduação da OAB-MT, ofertada pela Escola Superior de Advocacia de Mato Grosso (ESA-MT), em parceria com o Centro de Excelência em Estudos Jurídicos (CEJUR).
A especialização será em Advocacia Cível, com aulas presenciais em Alta Floresta. O curso terá carga horária de 360 horas, duração de 16 meses, 12 módulos estratégicos e encontros mensais realizados às sextas-feiras e sábados. A formação abordará temas como recursos e precedentes, contratos civis e agrários, família e sucessões, responsabilidade civil, consumidor e bancário, direito ambiental, regularização fundiária e advocacia previdenciária.
De acordo com a vice-presidente da 8ª Subseção, Alana Gabi Sicuto, a iniciativa atende a uma demanda apresentada pela própria advocacia local.
“Essa é uma conquista muito importante para a nossa região. A advocacia já havia demonstrado, por meio de pesquisa, o desejo de contar com uma pós-graduação voltada à área cível. Ver essa demanda sendo atendida pela OAB-MT e pela ESA-MT é motivo de grande satisfação”, destacou.
Também participou da programação a conselheira seccional Lurdes Volpato.
Na quarta-feira (24), a comitiva seguiu para os municípios de Nova Monte Verde e Paranaíta para mais uma edição do projeto OAB Presente.
Em Nova Monte Verde, foi realizado um encontro com advogados e advogadas na Câmara Municipal. A agenda incluiu ainda uma visita institucional ao Fórum da comarca, onde a comitiva foi recebida pela magistrada Taynã Cristine Silva Araújo. Já em Paranaíta, foram visitados quatro escritórios de advocacia. Durante os encontros, os profissionais apresentaram demandas relacionadas principalmente às prerrogativas da advocacia, à prestação jurisdicional e às necessidades da atuação profissional no interior. A nova pós-graduação da ESA-MT também foi divulgada aos colegas da região.
Ao avaliar a agenda, Giovane Santin destacou a importância da presença institucional da OAB-MT nos municípios mais distantes dos grandes centros.
“A verdadeira interiorização da Ordem dos Advogados de Mato Grosso acontece quando chegamos aos municípios de pequeno porte, onde a advocacia enfrenta desafios diários e, mesmo assim, cumpre com dedicação seu papel essencial na defesa da cidadania, da Justiça e da pacificação social. Estar presente, ouvir e construir soluções junto aos colegas é parte da missão que abraçamos nesta gestão.”
Para Eduardo Marques Chagas, a interiorização é uma prática concreta da OAB-MT.
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Keka Werneck
Assessoria de Imprensa OAB-MT
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OAB
Entre a advocacia e a docência: o compromisso de formar quem defenderá o amanhã
Ser advogado e professor é viver duas vocações que se encontram na defesa de um mesmo ideal: a dignidade humana. Na advocacia, enfrentamos diariamente os conflitos, as injustiças e as contradições de um sistema de justiça que nem sempre assegura os direitos garantidos constitucionalmente.
Na docência, temos a oportunidade de transformar essas experiências em conhecimento, reflexão e consciência crítica. São missões distintas, mas profundamente complementares. Enquanto a advocacia nos coloca diante das dores e das esperanças de quem procura justiça, a docência nos oferece a extraordinária responsabilidade de preparar aqueles que – no futuro – estarão diante dessas mesmas realidades.
Ser professor da graduação em Ciências Jurídicas e Sociais, entretanto, não pode significar apenas transmitir leis, explicar teorias ou reproduzir entendimentos jurisprudenciais. A verdadeira formação jurídica também exige a capacidade de pensar criticamente, questionar o exercício do poder e compreender que, por trás de cada processo, existe uma história humana.
O professor que também exerce a advocacia conhece a distância que muitas vezes separa a norma jurídica da realidade. Por isso, tem o dever de demonstrar aos seus alunos que o Direito não se resume àquilo que está escrito nos códigos, mas se realiza, sobretudo, na coragem de defender aquilo que é justo, mesmo quando essa defesa é complexa, impopular ou minoritária.
É gratificante imaginar que, em algum tribunal, em alguma comarca distante ou diante de uma injustiça aparentemente insuperável, algum aluno possa encontrar – em razão dos ensinamentos de sala de aula – a coragem necessária para não se calar diante do arbítrio.
É por isso que somos, ao mesmo tempo, herdeiros daqueles que nos ensinaram e responsáveis por aqueles que nos sucederão. Eis a nobre a missão do advogado que também é professor: além de defender direitos no presente, contribui para formar as consciências que os protegerão no futuro.
Neste Dia dos Professores, minha homenagem é dirigida especialmente àqueles que dividem suas vidas entre os tribunais
e as salas de aula, entre os processos e os livros, entre a responsabilidade de advogar e a esperança de ensinar.
Um dia, nossas vozes deixarão de ecoar nas tribunas, nossos passos já não percorrerão os corredores dos fóruns e nossas aulas chegarão ao fim, mas se tivermos cumprido verdadeiramente nossa missão, uma parte de nós permanecerá viva na consciência de cada aluno que ajudamos a formar.
A grandeza de um advogado também pode ser medida pelas causas que defendeu, mas a grandeza de um professor se revela nas causas que continuarão sendo defendidas graças àquilo que ensinou. Não consigo imaginar legado mais bonito e emocionante que esse.
* Giovane Santin é advogado, vice-presidente da OAB/MT e professor da Faculdade de Direito da UFMT.
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