Mato Grosso
Prefeita de VG rejeita aliança e descarta subir no mesmo palanque que Kalil e Janaina
Mato Grosso
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, afirmou nesta segunda-feira (3) que não estará no mesmo palanque do seu correligionário, o senador Wellington Fagundes, após anúncio de aliança da PL com o MDB. Ela citou como empecilho o fato de ter o ex-prefeito Kalil Baracat como seu adversário da eleição municipal de 2024 e da deputada estadual Janaina Riva, pré-candidata ao Senado ter permanecido em silêncio diante da “violência política” que diz ter sofrido do presidente da Câmara de Vereadores Wanderley Cerqueira, do mesmo partido da parlamentar.
O posicionamento de Flávia Moretti ocorre após os prefeitos de Cuiabá, Abilio Brunini, e de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, ambos do PL, demonstrarem totalmente contrários à aliança.
“Não estarei no mesmo palanque de Kalil Baracat, meu principal adversário político em Várzea Grande. Também não estarei ao lado de Janaina Riva, que diante da violência política que enfrentei do vereador Wanderley, que é do seu partido, escolheu o silêncio. Minha fidelidade é com o povo de Várzea Grande”, afirmou Moretti em suas redes sociais.
Janaina Riva é nora do senador Wellington Fagundes (PL), e tem se colocado como defensora dos direitos das crianças e de mulheres. A aliança entre PL e MDB foi anunciada no domingo (2). Segundo Janaina, o entendimento foi fechado diretamente com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e a aliança contará com a participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República.
Com a decisão de não seguir a aliança, Flávia deverá aderir a campanha de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), de quem vinha se aproximando nas últimas semanas, com atos de revisão dos critérios de distribuição do ICMS para ampliar a participação de Várzea Grande na arrecadação estadual, a continuidade da Aliança pela Água — acordo firmado entre Estado, Prefeitura e Ministério Público para enfrentar a crise no abastecimento — e a manutenção de investimentos estaduais, como a construção do novo Pronto-Socorro.

Mato Grosso
Pivetta tem preferência por mulher da Baixada Cuiabana como vice e definição sai até terça-feira
O governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Palácio Paiaguás, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que prefere uma mulher da Baixada Cuiabana para ocupar a vaga de vice em sua chapa. Durante coletiva no Palácio Paiaguás, nessa quarta-feira (29), ele estabeleceu o dia 4 de agosto (terça-feira) como prazo para anunciar a escolha.
Entre os nomes avaliados estão o da deputada estadual Janaina Riva (MDB) e os apresentados pelo presidente do Podemos, Max Russi: as vereadoras por Cuiabá Dra. Mara e Katiuscia Mantelli, a vereadora por Várzea Grande Gisa Barros e a parlamentar de Rondonópolis Kalynka Meirelles.
O deputado federal Fábio Garcia (União) também permanece entre as possibilidades. “É um nome importantíssimo. A história que o Fábio tem faz com que seja impossível não considerá-lo como uma das possibilidades”, ponderou.
Ao comentar as divergências políticas de Janaina com o governo, Pivetta minimizou os atritos e lembrou que o MDB integrou a base aliada durante os últimos anos. “A Janaina preside um partido importante que é da nossa base aliada. Teve desentendimentos pontuais, mas ao longo dos sete anos e meio estivemos muito perto. O MDB nos apoiou, inclusive na Assembleia Legislativa, então não seria nada anormal conquistar o apoio do MDB novamente”, declarou.
Pivetta explicou que a escolha deverá considerar representatividade, capacidade de agregar votos e compromisso com uma administração técnica. “Eu nunca escondi a minha preferência por uma mulher da Baixada Cuiabana. Essa é a preferência. Nem sempre a gente consegue fazer aquilo que prefere, mas nós não vamos derivar para outro extremo que não seja alguém com as prerrogativas de um agente político decente”, afirmou. Ele também rejeitou o loteamento da administração: “Não pode ser negociação de entregar o Estado, fatiar o Estado, isso nós não vamos fazer. Se tiver que negociar cargos, que os partidos coloquem à disposição nomes que tenham capacidade técnica para tocar secretarias”, pontuou.
O governador informou que aguardará o encerramento das convenções antes de concluir as negociações com os partidos aliados e com o ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes. “Eu tenho até o dia 4 para tomar essa decisão. Estou refletindo sobre tudo, analisando as possibilidades, ouvindo amigos e pessoas de perto que fazem parte da história que escrevemos nesses sete anos e meio. No final, a gente senta com os partidos aliados e define o nome do vice ou da vice”, finalizou.
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