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Prefeito de Rondonópolis critica aliança do PL com o MDB e vê acordo como “incoerência”

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O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), voltou a expor o racha interno no Partido Liberal ao criticar a articulação do senador Wellington Fagundes (PL) com o MDB para a disputa das eleições de 2026. Em publicação nas redes sociais, na noite de domingo (2), ele classificou a possível aliança como uma “total incoerência” e afirmou que o acordo não representa os princípios que defende na vida pública.

A manifestação foi feita após Wellington anunciar que recebeu o aval do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para compor a chapa com a deputada estadual Janaina Riva (MDB), cotada para disputar uma das vagas ao Senado ao lado do deputado federal José Medeiros (PL). “A aliança do novo PL com o MDB em Mato Grosso é uma total incoerência, não representa absolutamente nada do propósito que busco na vida pública”, escreveu Cláudio.

O prefeito afirmou ainda que não apoia o projeto político liderado pelo MDB em Mato Grosso e relembrou a eleição municipal de 2024, quando derrotou o deputado estadual Thiago Silva (MDB) na disputa pela Prefeitura de Rondonópolis. “Com muito esforço, vencemos aqui em Rondonópolis o MDB do Carlos Bezerra, José Riva, Thiago Silva e Emanuel Pinheiro”, publicou.

Cláudio também citou uma declaração do ex-presidente estadual do MDB, Carlos Bezerra, de que o partido comandou a política de Rondonópolis por mais de quatro décadas. Segundo ele, esse histórico reforça sua posição contrária à aproximação entre as duas siglas.

Ao encerrar a publicação, o prefeito declarou que seguirá ao lado do senador Flávio Bolsonaro no projeto presidencial e manterá apoio à pré-candidatura de José Medeiros ao Senado, sem mencionar Wellington Fagundes.

A declaração reforça o desgaste dentro do PL em Mato Grosso. Embora seja filiado ao partido, Cláudio já declarou apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), principal adversário de Wellington na disputa pelo Palácio Paiaguás, e não participou da convenção estadual que homologou a candidatura do senador ao Governo.

A resistência à aliança com o MDB também é compartilhada pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que já se posicionou contra a composição.

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Pivetta tem preferência por mulher da Baixada Cuiabana como vice e definição sai até terça-feira

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O governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Palácio Paiaguás, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que prefere uma mulher da Baixada Cuiabana para ocupar a vaga de vice em sua chapa. Durante coletiva no Palácio Paiaguás, nessa quarta-feira (29), ele estabeleceu o dia 4 de agosto (terça-feira) como prazo para anunciar a escolha.

Entre os nomes avaliados estão o da deputada estadual Janaina Riva (MDB) e os apresentados pelo presidente do Podemos, Max Russi: as vereadoras por Cuiabá Dra. Mara e Katiuscia Mantelli, a vereadora por Várzea Grande Gisa Barros e a parlamentar de Rondonópolis Kalynka Meirelles.

O deputado federal Fábio Garcia (União) também permanece entre as possibilidades. “É um nome importantíssimo. A história que o Fábio tem faz com que seja impossível não considerá-lo como uma das possibilidades”, ponderou.

Ao comentar as divergências políticas de Janaina com o governo, Pivetta minimizou os atritos e lembrou que o MDB integrou a base aliada durante os últimos anos. “A Janaina preside um partido importante que é da nossa base aliada. Teve desentendimentos pontuais, mas ao longo dos sete anos e meio estivemos muito perto. O MDB nos apoiou, inclusive na Assembleia Legislativa, então não seria nada anormal conquistar o apoio do MDB novamente”, declarou.

Pivetta explicou que a escolha deverá considerar representatividade, capacidade de agregar votos e compromisso com uma administração técnica. “Eu nunca escondi a minha preferência por uma mulher da Baixada Cuiabana. Essa é a preferência. Nem sempre a gente consegue fazer aquilo que prefere, mas nós não vamos derivar para outro extremo que não seja alguém com as prerrogativas de um agente político decente”, afirmou. Ele também rejeitou o loteamento da administração: “Não pode ser negociação de entregar o Estado, fatiar o Estado, isso nós não vamos fazer. Se tiver que negociar cargos, que os partidos coloquem à disposição nomes que tenham capacidade técnica para tocar secretarias”, pontuou.

O governador informou que aguardará o encerramento das convenções antes de concluir as negociações com os partidos aliados e com o ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes. “Eu tenho até o dia 4 para tomar essa decisão. Estou refletindo sobre tudo, analisando as possibilidades, ouvindo amigos e pessoas de perto que fazem parte da história que escrevemos nesses sete anos e meio. No final, a gente senta com os partidos aliados e define o nome do vice ou da vice”, finalizou.

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