Mato Grosso

PSDB encolhe em Mato Grosso e legenda já vê cenário desfavorável para manter cadeira na Assembleia

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O PSDB atravessa um período de forte enfraquecimento em Mato Grosso. Depois de sucessivas perdas municipais, saída de lideranças e perda de espaço para siglas mais estruturadas, o partido chega ao ciclo eleitoral de 2026 com baixa representatividade e dúvidas sobre sua própria capacidade de permanecer na Assembleia Legislativa.

Nos últimos anos, a legenda perdeu capilaridade no interior, deixou de ocupar prefeituras estratégicas e viu seu quadro de vereadores diminuir. Essa redução compromete diretamente o desempenho eleitoral, já que o PSDB hoje não dispõe de uma rede sólida de apoios que sustente uma chapa proporcional competitiva.

Nesse cenário, a situação do deputado Carlos Avallone — único representante tucano na Assembleia — passa a ser observada com atenção. Mesmo com atuação conhecida em Cuiabá, ele deverá enfrentar uma das eleições mais desafiadoras de sua carreira. Sem a estrutura que o partido já teve no passado e com bases municipais enfraquecidas, a disputa para manter a cadeira se torna uma tarefa complexa.

Dirigentes admitem, reservadamente, que o PSDB enfrentará uma missão dura nas urnas. A combinação de pouca presença regional, poucas lideranças competitivas e perda de espaço político coloca a legenda em posição delicada. A leitura entre analistas é semelhante: para o partido, 2026 será um teste de sobrevivência.

Embora aliados avaliem que Avallone ainda tenha capital político, reconhecem que o ambiente eleitoral é mais adverso do que em pleitos anteriores. A sigla não dispõe hoje da mesma musculatura para mobilizar votos no interior, o que torna a corrida proporcional mais incerta. O risco de o PSDB ficar sem representação na próxima legislatura é considerado real.

O quadro evidencia uma transição difícil para um partido que já teve papel importante no Estado. Agora, para não desaparecer dos espaços de decisão, a legenda precisa reconectar-se às bases e encontrar caminhos para se reposicionar politicamente. A disputa de 2026, no entanto, se desenha como uma das mais desafiadoras da história recente dos tucanos em Mato Grosso.

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Cuiabá

Governador declara facções criminosas como organizações terroristas

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O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.

Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.

“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.

Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.

O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.

O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.

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