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Seplag-MT realiza maratona para resolver problemas públicos com Inteligência Artificial

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A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT) realizou, nos dias 14 e 15 de outubro, o IdeIAthon – Maratona de Inovação com Inteligência Artificial (IA), um evento que reuniu servidores estaduais para criar soluções voltadas à transformação digital e à inovação no setor público. A iniciativa foi promovida em parceria com o Sebrae-MT na sede da Famato, em Cuiabá, das 8h às 18h.

O IdeIAthon integra a programação do Outubro Movimente 2025, que celebra cinco anos como um dos principais espaços de troca, aprendizado, inspiração em inovação e serviço público de Mato Grosso.

Nesta edição, participaram 45 servidores de 26 órgãos públicos do Estado, selecionados entre profissionais das áreas de Tecnologia/IA e Negócio/Gestão. A ideia foi contemplar uma gama variada de secretarias e entidades públicas do Estado de Mato Grosso, para que os conhecimentos adquiridos possam ser amplamente difundidos.

De acordo com o secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, a maratona é uma oportunidade de mostrar que a administração pública pode ser criativa, colaborativa e eficiente.

“Ao reunir servidores de diferentes áreas e órgãos públicos para desenvolver soluções com o apoio da inteligência artificial, estamos estimulando a cultura da inovação como ferramenta para melhorar os serviços oferecidos ao cidadão. Esse movimento fortalece a gestão pública, valoriza os servidores e demonstra que a tecnologia, quando bem aplicada, é uma grande aliada para transformar a relação entre governo e sociedade”, destacou o secretário.

Para o secretário adjunto de Planejamento e Governo Digital, Sandro Brandão, o primeiro IdeIAthon é mais do que um evento de inovação. “Entendemos que a maratona é como um exercício de futuro, por meio do qual em apenas dois dias, desafiamos os servidores do governo a transformar problemas reais em soluções concretas com o uso da Inteligência Artificial. Essa é a essência do Governo Digital de Mato Grosso ao unir criatividade, tecnologia e propósito público para acelerar entregas e melhorar a vida das pessoas”, ressaltou Sandro Brandão.

Segundo o gerente estadual de Inovação do Sebrae-MT, Lucas Moreira, a maratona é uma oportunidade de mostrar que a inovação também acontece dentro do setor público.

“Essa parceria com a Seplag reforça o quanto o governo pode ser protagonista quando abre espaço para a criatividade, para a colaboração e para o pensamento coletivo. O Sebrae acredita que inovar é construir soluções novas para desafios reais, e ver servidores públicos engajados nesse processo mostra um Estado moderno, conectado e comprometido em fazer diferente. Mais do que um evento, o IdeIAthon é um movimento que inspira uma gestão pública mais aberta, eficiente e voltada para o cidadão”, acrescentou o representante do Sebrae-MT.

Durante dois dias, os participantes vivenciaram uma verdadeira imersão prática, passando por todas as etapas do processo de inovação. Ou seja, desde a identificação de problemas, ideação, prototipação com IA, validação até a apresentação final das propostas. Organizados em equipes, os participantes contaram com o suporte de mentores especializados, que auxiliaram no desenvolvimento de soluções inovadoras para desafios reais da administração pública.

No primeiro dia, após a abertura oficial, foram formadas as equipes e realizadas as atividades de entendimento dos problemas e geração de ideias, com aplicação de ferramentas de inteligência artificial. À tarde, iniciou-se o desenvolvimento do mínimo produto viável (MVP), já com o acompanhamento dos mentores.

No segundo dia, as equipes finalizaram seus protótipos, participaram de um talk (conversa) sobre pitch (formato de apresentação curta e objetiva de projetos) e defenderam suas propostas diante de uma banca avaliadora. As melhores ideias serão premiadas durante o encerramento oficial do Outubro Movimente, no dia 24 de outubro.

Com a maratona, a Seplag-MT reforça o compromisso de estimular a cultura da inovação no setor público, aproximando tecnologia, gestão e criatividade para entregar serviços mais eficientes à sociedade.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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