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Adolescente sequestrada em hotel é achada morta com corda no pescoço e mãos amarradas

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O corpo de uma adolescente, de 14 anos, que estava desaparecida foi localizado pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (13), durante diligências realizadas pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde, para apurar os crimes de sequestro, cárceres privado, homicídio e ocultação de cadáver.

O corpo foi localizado, enterrado em uma área de mata, às margens da BR-163, na região de Sorriso.

As investigações tiveram início logo após o registro do boletim de ocorrência sobre o sequestro da adolescente. Durante as diligências, um suspeito apontado como responsável pelo transporte da vítima foi preso em flagrante por policiais da Derf. O veículo utilizado na ação também foi apreendido e encaminhado para perícia e demais procedimentos de investigação.

Crime e investigações

A partir da comunicação do crime, os policiais da Derf de Lucas do Rio Verde realizaram uma série de diligências para esclarecer a dinâmica dos fatos, identificar os envolvidos e localizar a adolescente. A investigação contou com levantamento de informações, análise de imagens de câmeras de segurança e verificação dos deslocamentos do veículo utilizado na ação.

Com base nas informações iniciais e demais levantamentos realizados pelos investigadores foi possível identificar um veículo Fiat Mobi, de cor branca, utilizado no crime. Imagens de câmeras de segurança também foram analisadas e auxiliaram na confirmação da presença da vítima no veículo.

Com o avanço das diligências, o suspeito de transportar a vítima foi localizado e conduzido para a unidade policial. Durante os trabalhos, ele indicou aos investigadores uma região no município de Sorriso para onde teria levado outras pessoas envolvidas no crime.

Localização do corpo

Em continuidade às diligências, a equipe da Polícia Civil localizou o corpo da menor em uma área de mata na rodovia. Informações preliminares indicam que a vítima apresentava sinais aparentes de agressões e que havia indícios de asfixia.

Ela também foi encontrada com as mãos amarradas e com uma corda ao redor do pescoço. A causa e as circunstâncias da morte serão esclarecidas pelos exames periciais.

As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil para esclarecer integralmente a dinâmica do crime e identificar e responsabilizar todos os envolvidos.

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PF mira esquema de R$ 1 bilhão em ‘bets’; advogado que tem escritório em Cuiabá é um dos alvos

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), em parceria com o Ministério Público Federal, com a Receita Federal do Brasil e com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, a Operação Arena, para investigar grupo empresarial suspeito de utilizar estrutura societária e financeira no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e de apostas esportivas.

São cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba, além de medidas de quebra de sigilo telemático e bancário e sequestro de até R$ 1,1 bilhão, nos estados da Paraíba, de São Paulo, de Sergipe, do Rio de Janeiro e do Paraná.

O advogado Nelson Wilians, que tem escritório em Cuiabá, e a PixBet, ex-patrocinadora de Flamengo e Corinthians, também são alvos. 

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de evasão de dívidas, lavagem de dinheiro, além de outros crimes contra o sistema financeiro nacional.

Em nota, o escritório do advogado Nelson Wilians afirmou que a relação com a PixBet é apenas profissional, decorrente da prestação de serviços de advocacia. “A atuação do escritório em favor de seus clientes limita-se ao exercício regular da advocacia, não se confundindo com as atividades empresariais por elas desenvolvidas”, diz trecho da nota.

O escritório repudiou ainda a associação de suas atividades profissionais com as atividades atribuídas a seus clientes.

Advogado Nelson Wilians foi alvo da Polícia Federal na Operação Arena, deflagrada nesta quinta-feira 

Investigação

As investigações apontam que empresas constituídas no exterior teriam sido utilizadas para justificar elevadas remessas internacionais de recursos, embora os elementos reunidos indiquem, em tese, a inexistência de atividades econômicas compatíveis com os valores movimentados.

De acordo com os indícios apurados, o grupo teria empregado mecanismos sofisticados envolvendo empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras, com o propósito de dificultar a identificação da origem e da destinação dos recursos.

A investigação também identificou possíveis indícios de omissão de rendimentos e de utilização de estruturas empresariais destinadas a reduzir ou evitar, de forma irregular, a tributação incidente sobre as atividades desenvolvidas.

Embora a exploração de apostas de quota fixa tenha passado por recente processo de regulamentação no Brasil, os elementos reunidos indicam que atividades relacionadas ao setor já vinham sendo exercidas anteriormente, com indícios de utilização de mecanismos destinados a ocultar operações, receitas e beneficiários finais.

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