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Avião que caiu com 3 pessoas em MT voava sem plano e já havia sido apreendido em GO

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Conteúdo/ODOC – O avião que caiu em uma fazenda de Água Boa (730 km de Cuiabá) e deixou três pessoas mortas nesta quinta-feira (10) voava sem plano de voo registrado e já havia sido apreendido em uma investigação de tráfico de drogas. Em 2017, a aeronave foi localizada com cocaína em uma ação que terminou com a prisão de dois irmãos gêmeos espanhóis.

Segundo o delegado Carlos Alberto, responsável pela ocorrência, a informação preliminar é de que a aeronave teria decolado de um aeródromo de Goiânia (GO). Como não havia plano de voo registrado, porém, ainda não foi possível determinar qual seria o destino.

A Polícia Civil informou que o avião é um Cessna, de prefixo N401NA, e não possui registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A aeronave já havia chamado a atenção das autoridades anos antes. Em 2017, ela foi apreendida pela Polícia Federal durante uma investigação que resultou na prisão de dois irmãos gêmeos espanhóis após a localização de cargas de cocaína.

A investigação sobre o caso teve início depois que a Polícia Federal recebeu uma denúncia anônima e passou a apurar movimentações no hangar onde o avião estava. Conforme as informações divulgadas na época, os estrangeiros entraram durante a noite no hangar de um aeródromo localizado às margens da GO-070.

Na ocasião, a Anac informou que a aeronave tinha autorização para entrar no Brasil. A última autorização de voo, entretanto, havia sido expedida em 26 de outubro daquele ano, com plano de voo para Goiânia.

Anos depois, em dezembro de 2023, o mesmo avião, avaliado em R$ 180 mil, foi levado a leilão eletrônico no âmbito de um processo relacionado à apreensão de bens em investigação por tráfico de drogas.

Queda violenta

A análise preliminar da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) indica que o Cessna atingiu o solo de forma praticamente vertical e com grande violência. Não foram encontrados sinais de que o piloto tenha tentado realizar um pouso de emergência.

Segundo o gerente regional da Politec em Água Boa, Paulo Barbosa, não havia marcas de arraste na vegetação, vestígio que normalmente poderia indicar uma tentativa de pouso forçado.

“A impressão é que o avião caiu quase na vertical, não teve arraste. Bateu com violência, há desgaste na terra e depois pegou fogo e carbonizou as vítimas”, afirmou à imprensa local.

A dinâmica exata do acidente, no entanto, ainda será determinada pelas investigações.

Os três ocupantes morreram carbonizados após a aeronave pegar fogo com o impacto. Os corpos foram encaminhados à Politec e ainda não haviam sido oficialmente identificados até a última atualização.

De acordo com a perícia, duas vítimas foram encontradas na parte dianteira da aeronave — o piloto e outro ocupante — e a terceira estava na parte traseira, sendo preliminarmente apontada como passageiro.

A intensidade do incêndio dificultou a identificação, e a Politec deverá coletar material genético para exames de DNA.

“É muito recente, não recebemos acionamento de nenhum possível familiar, mas é necessário para comparar o material genético no DNA”, explicou Barbosa.

A perícia também não conseguiu determinar, até o momento, se o avião transportava algum tipo de carga.

Segundo Barbosa, foi localizada entre os destroços uma estrutura semelhante a uma caixa utilizada para alimentos, mas nenhum conteúdo foi preservado. A possibilidade é de que eventuais materiais transportados tenham sido destruídos pelo incêndio.

As causas do acidente permanecem desconhecidas. Uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) deve atuar na apuração.

Os investigadores deverão analisar os destroços, as condições da aeronave, os vestígios encontrados no ponto da queda e as informações sobre o voo para tentar descobrir o que provocou o acidente e qual era a rota prevista do Cessna.

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Operação da PC mira núcleo de facção responsável pelo planejamento do tráfico de drogas em MT

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (11), a Operação Modo Avião, com o objetivo de desarticular o núcleo de uma facção criminosa apontado como responsável pela atuação no tráfico de drogas em diversos bairros de Sinop (500 km ao norte de Cuiabá).  

Ao todo, são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop. 

As ordens judiciais foram expedidas com base em investigações conduzidas pela Delegacia Municipal de Sinop. Os endereços alvos foram identificados como locais utilizados para guarda e comercialização de entorpecentes, além do armazenamento de armas de fogo pertencentes ao grupo criminoso. 

Os investigados são alvos de apurações pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, integração de organização criminosa e posse ou porte irregular de arma de fogo. 

Mapeamento do tráfico

As investigações tiveram início após a Polícia Civil levantar informações sobre a existência de um núcleo da facção responsável pelo tráfico, distribuição e transporte de drogas em diferentes regiões de Sinop. 

Com o avanço dos trabalhos, equipes realizaram, entre julho e agosto de 2026, um levantamento de campo para identificar os pontos relacionados à atuação do grupo. 

Durante as diligências, os investigadores constataram movimentação de pessoas considerada incompatível com o uso residencial comum e com características relacionadas à comercialização de entorpecentes. 

A partir dos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela expedição dos mandados de busca e apreensão. A medida tem como objetivo localizar drogas, armas e outros objetos de origem ilícita que possam contribuir para o avanço das investigações e a identificação de outros integrantes da organização criminosa. 

Os mandados são cumpridos em imóveis localizados nos bairros Jardim das Primaveras, Residencial Sebastião de Matos, Jardim do Ouro, Jardim das Violetas, Jardim Celeste, Jardim Ibirapuera, Jardim Araguaia, Jardim Califórnia e Residencial Lisboa.

Nome da operação

O nome Modo Avião faz referência à interrupção das comunicações utilizadas pelo grupo criminoso para coordenar atividades relacionadas ao tráfico de drogas e à distribuição de armas na região de Sinop. 

Segundo a Polícia Civil, a operação é resultado de meses de trabalho investigativo e tem como foco reprimir a atuação de facções criminosas e enfraquecer a estrutura utilizada para o comércio de drogas em diferentes bairros do município.

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