Polícia

Chefe do Comando Vermelho do CE é preso enquanto construía mansão à beira do Lago do Manso

Publicado em

Polícia

Em uma ação conjunta de inteligência, as Polícias Civis dos estados do Mato Grosso e do Ceará prenderam, nessa quarta-feira (22), um homem apontado como a principal liderança da facção criminosa Comando Vermelho com forte atuação no interior cearense. O suspeito, de 34 anos, foi localizado em uma propriedade na região turística do Manso.

O alvo já era monitorado pela Polinter desde 2024, quando uma investigação inicial conseguiu localizar seu esconderijo. Na ocasião, o criminoso conseguiu escapar após um cerco policial.

Desde então, o Núcleo de Inteligência da Polinter (NIO) e a inteligência da Polícia Civil do Ceará mantiveram um trabalho de cooperação contínua para rastrear o paradeiro do foragido.

Prisão e periculosidade

Após dias de campana e monitoramento tático na região do Manso, os agentes confirmaram a identidade do suspeito e efetuaram a prisão nessa quarta-feira. No momento da abordagem, o investigado portava na cintura uma pistola calibre 9mm modificada.

A arma possuía um dispositivo de adaptação que permitia disparos em série, funcionando de forma semelhante a uma submetralhadora.

De acordo com o delegado Marco Antônio, diretor do Interior da Polícia Civil do Ceará, o preso é considerado uma peça-chave na criminalidade do Estado.

“Ele é o maior líder de uma facção que assola o interior do Ceará e, segundo as investigações, tinha o poder de determinar mortes na região”, afirmou o delegado.

Contra o suspeito, havia três mandados de prisão em aberto pelos crimes de homicídio e organização criminosa, além de diversos inquéritos policiais ainda em andamento.

Próximos passos

O detido foi conduzido à Delegacia de Chapada dos Guimarães, onde foi autuado em flagrante por porte de arma de fogo de uso restrito e adulteração de armamento.

Após responder pelo crime cometido em solo mato-grossense, ele passará pelo processo de recambiamento para o estado do Ceará, onde deverá cumprir pena em regime fechado.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia

Cartas mostram confiança do CV em missionária para guardar dinheiro e objetos

Publicados

em

Conteúdo/ODOC – Presa desde julho, a missionária Rhavenna Barcelos de Almeida é apontada pela Polícia Civil como integrante de um círculo de confiança de membros do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso. Cartas enviadas por detentos indicam que ela era procurada para guardar dinheiro e objetos, além de intermediar entregas dentro e fora do sistema prisional.

Rhavenna realizava trabalhos missionários em penitenciárias de Mato Grosso e integra o projeto religioso Resgatando Vidas, que presta assistência a detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

As correspondências foram encontradas na nuvem da investigada e integram um relatório elaborado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Segundo os investigadores, Rhavenna utilizava o projeto religioso para se aproximar de integrantes da organização criminosa, manter contato com presos e foragidos e facilitar a troca de informações.

Nas cartas, ela era chamada pelos apelidos de “Piu” ou “Pio”. O número de telefone atribuído à missionária aparece repetidamente nas correspondências, assim como referências à mãe, Orminda, e às irmãs Lorena e Taninha.

Em uma das cartas, datada de 30 de junho de 2026 e assinada por um preso identificado como Julio, o remetente pede que Rhavenna leve um relógio e um pen drive e, posteriormente, guarde os objetos.

“VC guarda. Por favor. mim ajuda aí”, escreveu.

Outra correspondência, assinada por Junior da Silva, traz um pedido envolvendo dinheiro. O preso orienta Rhavenna a avisar a mãe sobre dois depósitos via Pix, nos valores de R$ 400 e R$ 150, para que o dinheiro fosse guardado. Na mesma carta, ele menciona um relógio e uma Bíblia que estariam com a missionária e pede que os objetos sejam levados ao presídio.

Em outra carta, assinada por “Escobar”, o detento pede que a mãe de Rhavenna pegue seu dinheiro e compre um relógio. Ele também afirma ter separado presentes para integrantes da família da investigada.

Para a Polícia Civil, o conteúdo das correspondências demonstra que Rhavenna e familiares integravam um “círculo de confiança” de membros da facção.

Relação com lideranças

A investigação também aponta que Rhavenna mantinha relações próximas com lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso.

Entre os nomes citados está Renildo da Silva Rios, conhecido como “Velhote” ou “Chapa”, apontado pela Polícia como uma das lideranças da facção e tratado nas conversas como “conselheiro final”.

Segundo o relatório, Rhavenna e Renildo mantinham um relacionamento amoroso e continuaram se comunicando mesmo durante o período em que ele estava preso.

O documento aponta ainda que a missionária teria recebido flores, presentes, alianças, joias, dinheiro, passagens e um veículo. Em fevereiro deste ano, ao comentar sobre uma reforma em sua residência, ela teria afirmado que Renildo pagaria pelos serviços.

Outro integrante citado na investigação é Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, também apontado pela Polícia como liderança do CV em Mato Grosso e atualmente foragido.

Conforme o relatório, Rhavenna também teria mantido um relacionamento amoroso com ele e teria conhecimento de sua localização após a fuga para o Rio de Janeiro.

Outros nomes ligados à facção aparecem nos contatos analisados pelos investigadores, entre eles Pedro Antônio dos Santos, o “Pedrinho/Cotonete”; Leonardo de Jesus, o “Buxudo/Buchudo”; e Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como “WT” ou “Wita”.

Operação

Rhavenna foi presa em julho durante a Operação Fariseus, que investiga a utilização de um projeto religioso para prestar apoio logístico, financeiro e de comunicação a integrantes de uma organização criminosa.

Ela foi indiciada pela Polícia Civil pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Posteriormente, o Ministério Público de Mato Grosso ofereceu denúncia contra ela e outros investigados pelos mesmos crimes.

Os pais da missionária, Orminda de Almeida e Nivaldo de Almeida, também foram alvos da investigação. Nivaldo morreu no último dia 5 de agosto após complicações decorrentes de um câncer.

O relatório também aponta a participação de outros familiares e de pessoas ligadas ao projeto religioso Resgatando Vidas.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA